A vencer desde 1893

domingo, 7 de julho de 2013

Calendário de pré-época do FC Porto 2013/2014

 
      O MVV Maastricht será o primeiro adversário do FC Porto no estágio de pré-temporada que os Dragões irão realizar em Horst, na Holanda, entre os dias 8 e 14 do próximo mês de Julho. O jogo frente ao quinto classificado da Segunda Liga holandesa em 2012/13 está agendado para o dia 10, às 18h, em Mopertingen, na Bélgica.

      A estadia portista em terras holandesas contempla ainda um jogo frente ao Marselha, marcado para as 20h30 do dia 13 de Julho, véspera do regresso a Portugal. O FC Porto defrontará assim o vice-campeão francês da temporada transacta na despedida da pacata vila holandesa, situada perto de Venlo, num jogo que se disputará em Sion, na Suíça, inserido na Taça Valais.

      Após o estágio em Horst e alguns dias em Portugal, a comitiva do FC Porto viaja para a Venezuela no dia 19, defrontando o Deportivo Anzoátegui em Puerto de la Cruz, no dia 21, às 17h (22h30 em Portugal Continental). No dia 24, já na Colômbia, em Bogotá, o Tricampeão nacional defronta o Millonarios, às 19h30 horas (01h30 em Portugal Continental).

      Já em Agosto, o FC Porto é um dos ilustres convidados da Emirates Cup, torneio de pré-temporada organizado pelo Arsenal que, além da equipa anfitriã, contará com a presença de Nápoles (Itália) e Galatasaray (Turquia). Os Dragões medem forças com o Nápoles no dia 3 de Agosto, às 14h, defrontando o Galatasaray no dia seguinte, à mesma hora.

      O arranque oficial da temporada está marcado para 10 de Agosto, dia em que o FC Porto e Vitória e Guimarães discutem a conquista da Supertaça Cândido de Oliveira. O jogo está marcado para as 20h45, no Estádio Municipal de Aveiro.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

A nova equipa técnica do Dragão


      Paulo Fonseca conta com mais quatro elementos na nova equipa técnica do FC Porto. Conheça agora melhor cada um deles:
 
      Nuno Campos
 
      Nuno Campos, antigo defesa de clubes como Atlético, Campomaiorense, Farense ou Vitória de Setúbal, tem 38 anos. O técnico lisboeta acompanha Paulo Fonseca desde o início da carreira nos bancos. É o elemento mais próximo do novo treinador do F.C. Porto, o braço direito.

      Pedro Moreira

      Pedro Moreira tem 38 anos, os mesmos que Nuno Campos, menos dois que Paulo Fonseca. Nasceu em Moçambique, tal como o treinador principal, e passou a integrar a equipa técnica de Paulo Fonseca em 2012. Estudou na Faculdade de Motricidade Humana, em Lisboa, veio da formação do Sporting e assumiu a pasta da metodologia de treino/preparação física.

      Paulinho Santos

      Em fevereiro de 2012, Paulinho Santos passou a integrar a equipa técnica de Vítor Pereira. Assumiu-se como a referência, o homem mais próximo dos jogadores, responsável por passar a propalada mística. O F.C. Porto ficou satisfeito com o trabalho desenvolvido e o antigo médio deverá ser encarado como o adjunto residente no Dragão.

      Wil Coort

      O treinador holandês está no F.C. Porto desde 2005 e resistiu às mudanças no comando técnico. O trabalho com Helton e os outros guarda-redes tem sido elogiado ao longo das épocas e Wil Coort manteve-se no cargo. Em Paços de Ferreira, Paulo Fonseca trabalhou com Pedro, ex-guarda-redes do clube local. Agora, deverá acontecer o mesmo com o holandês.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

FC Porto versão 2013/2014 arranca dia 1 de julho

 
      O FC Porto, regressa aos trabalhos na segunda-feira, sob a orientação de Paulo Fonseca (ex-Paços de Ferreira), que se estreará, enquanto treinador, pelos tricampeões nacionais de futebol, embora ainda sem o plantel completo.
      Os “dragões” apresentam-se no centro de treinos do Olival (Gaia) às 10:30, cujos 15 minutos iniciais serão abertos à comunicação social, que poderá apreciar, nomeadamente, algumas das “caras novas” do plantel, ao que se seguirá uma primeira sessão de exames físicos, a partir das 14:00.
 
      Contando com atrasos devidamente programados, é natural que alguns reforços possam ser vistos já segunda-feira, nomeadamente Licá, Carlos Eduardo (ex-Estoril) e Josué (Paços de Ferreira), uma vez que Diego Reyes (ex-América) terminou recentemente a disputa da Taça das Confederações pelo México, enquanto Ricardo e Tiago Rodrigues (ex-Vitória de Guimarães) permanecem entregues aos compromissos da Seleção Sub-20.
      O programa dos portistas prosseguirá terça-feira, exatamente igual ao do dia anterior, sendo que o plano de treinos será idêntico até ao final da semana, mas com entrevistas rápidas a jogadores de quarta a sexta-feira, 15 minutos antes de cada sessão.
      Os portistas folgarão sábado e domingo, partindo para estágio segunda-feira (dia 08 de julho), o qual decorrerá, até dia 14 em Horst, na Holanda, país onde defrontarão o primeiro adversário da temporada, o MVV Maastricht.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Paulo Fonseca é o novo treinador do FC Porto


      Paulo Fonseca é o novo treinador do FC Porto. O treinador que liderou a brilhante carreira do Paços de Ferreira vai assinar um contrato de dois anos com os dragões. A oficialização deve acontecer ainda esta semana ou, no máximo, até à próxima terça-feira.

      Paulo Fonseca, de 40 anos, vai levar para o Dragão o adjunto Nuno Campos e Pedro Moreira. O FC Porto irá ainda indemnizar o Paços de Ferreira em cerca de um milhão de euros, que diz respeito à cláusula de rescisão.

      Parece-nos uma boa escolha e um treinador muito ambicioso, capaz de voltar a colocar o FC Porto com o destaque europeu que perdeu nestes dois últimos anos com Vitor Pereira. Bem-vindo Paulo. Agora é rumo ao Tetra.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Reforços | O que já temos e o que faz falta...


     Hoje quero falar do mercado de transferências que, apesar de não estar oficialmente aberto, já mexe... e de que maneira!
 
     Estavamos todos habituados, nos últimos anos, a ver os clube oficializarem os jogadores mais tarde do que este ano. Por esta altura, não era muito normal as grandes equipas já terem contratado a maior parte dos reforços. E no FC Porto não me lembro de tantos em tão pouco tempo, sendo que metade daqueles que já são oficiais, foram conhecidos ainda durante o decorrer do campeonato. Também não era normal as vendas fazerem-se poucos dias depois de terminada a época, como foram os casos de Moutinho e James. Mas tirando estas situações e pelo que já conhecemos, devo dizer o seguinte: Muito bem! Gostei dos nomes, gostei da maioria deles ter nacionalidade portuguesa e gostei da eficácia do FC Porto nestas contratações, como já é habitual.
 
     Se olharmos para os 6 reforços já conhecidos, penso que 4 serão para fazerem parte da equipa principal e 2 da equipa B. No último caso, refiro-me ao Tiago Rodrigues e ao Ricardo. Quanto ao Reyes, é um central jovem mas de grande qualidade, por isso se o Mangala sair, não me surpreendia muito que o jovem mexicano fosse titular já na sua época de estreia na europa. Carlos Eduardo é a minha maior incógnita. Não sei bem o que vai sair dali. Não o vejo como um jogador para a equipa B, mas também não o vejo como um jogador capaz de lutar por um lugar no onze. Prefiro esperar para ver... Já os últimos dois reforços, Josué e Licá, têm boas hipóteses de ganharem um lugar no onze inicial do FC Porto. Não me surpreendia ver Josué no lugar do Moutinho e Licá no de Varela/Atsu. Até digo mais. Licá parece-me superior a Varela e com a saida do Atsu, acho que este português pode ser a grande "surpresa" no onze do FC Porto da próxima época. Penso que está ali um verdadeiro jogador à Porto, com um pulmão incrível e de grande qualidade técnica e tática. Tem todas as condições para ser titular no nosso clube e deposito nele grandes espectativas. E isto é o que já temos...
 
     O que nos falta? Bem, parece-me óbvio que faltam alternativas em ambas as laterais da defesa, faz falta um trinco que seja alternativa ao Fernando ou então, em caso de saída do brasileiro, um jogador que se assuma como dono e senhor da posição 6, um extremo de grande qualidade também era bem-vindo e também um ponta-de-lança que seja verdadeiramente uma alternativa ao Jackson, que segundo consta, não deve sair do FC Porto.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Quando a montanha nem um rato pariu...


      Hoje vamos olhar para aquele que é atualmente o nosso grande rival e para toda a sua época. Estamos em agosto e como sempre a espectativa é enorme. A onda vermelha está criada! Mas eis que os últimos dias de agosto e os primeiros de setembro fazem explodir a primeira bomba da época: A dupla titular de meio-campo do Benfica da época passada, vai embora e deixa Jesus sem grandes opções para o meio-campo. Matic e Carlos Martins parecem ser os únicos disponíveis mas Jesus inventa o seu 8 e decide fazer passar Enzo Pérez para o meio e formar assim a dupla titular com Matic. Funcionou na perfeição a grande maioria da época. Mais um período de transferências e defesa-esquerdo nem vê-lo. Jesus achou que conseguia fazer de Melgarejo o que fez com Coentrão. A coisa falhou logo no 1º jogo com o Braga na Luz, mas compôs-se logo a seguir e nos restantes jogos, o Melga já era bom. Jesus afinal também fazia milagres. Era rei e senhor na Luz! Adorado por todos os benfiquistas, este ano é que era...
 
      Avançamos na época. O Benfica tinha duas finais até ser campeão: O Sporting em casa e o Marítimo na Madeira. Na Luz, o Capela salvou e na Madeira a festa começou. Mal se ouviu o apito final nos Barreiros, começaram a ouvir-se os primeiros gritos de campeões, campeões. A festa dos jogadores na Madeira não deixava dúvidas. Estava encontrado o campeão da época 2012/2013. A seguir a isto, tudo o que era presidente, vice-presidente, diretor de comunicação e afins veio a terreiro falar, com a certeza que este era o ano do Benfica. O campeonato estava ganho, faz-se uma conferência de imprensa a falar de arbitragem para tentar explicar que o Capela não tirava mérito à vitória do Benfica no campeonato e a Liga Europa estava à distância de uma final. Foi a fanfarronice do costume. E nós, FC Porto, que já sabemos como a coisa funciona, continuamos sempre a ganhar os jogos pela calada e sem fazer grande alarido...

      Vem o Estoril. O Benfica estava com 4 pontos de vantagem, faltavam apenas 3 jornadas para o final e já havia campeão. O Estoril, coitado, era só mais uma equipa que vinha fazer parte da festa que tinha o seu ponto alto com a entrega da Taça no Dragão. Apito final de Paulo Batista na Luz e o primeiro balde de água fria da época. 1-1, resultado final. O que era já uma certeza absoluta, deixou de o ser. Soaram os primeiros sinais de alarme. Mas depressa, os jogadores do Benfica vieram descansar os adeptos e garantiram que no Dragão era p'ra ganhar e a festa estava garantida. Nem podia ser de outra maneira.... Mas foi! Minuto 92 e um miúdo chamado Kelvin mesmo sem ter a carta de condução, conduziu o FC Porto ao TRI. Desilusão geral. Mas ainda se acreditava no Paços de Ferreira, que era a sensação do campeonato e que podia ganhar ou empatar na última jornada. Mas isso era depois, porque antes havia uma Liga Europa para ganhar.

      Estamos em Amesterdão e a maldição do Béla Guttmann confirmou-se. Jogar como nunca e perder como sempre. O Chelsea vencia a Liga Europa mas o Benfica foi recebido em apoteose, afinal eles deram tudo em campo e tiveram azar.

      Domingo, 19 de maio de 2013. O FC Porto é Tricampeão. É neste momento que começa a cair a ficha à maioria dos adeptos benfiquistas. Não todos, porque ainda havia a Taça de Portugal para ganhar . Mas o karma desta época já estava à muito instalado nas matas do Jamor. Fim do jogo e o fim da picada. O Benfica acabou a época a zeros. O Cardozo tentou pedir explicações ao seu treinador por todo aquele fracasso recorrendo à violencia. É a hecatombe geral. Muita parra e uvas... nem vê-las. Será que serviu de lição? Claro que não. Para o ano é igual, porque sempre foi assim. Eles falam, festejam antes do tempo, são os melhores, praticam o melhor futebol, são quase invencíveis, vão ganhar tudo... e no fim... Só o Porto é campeão!

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Os melhores do ano


      Agora que o TRI é uma realidade e que a maior festa já passou, é altura de escolhermos os melhores do ano. Em três categorias, destacamos aqueles que, na nossa opinião, mais de destacaram nas categorias de estrela do ano, jogador do ano e revelação do ano.

Estrela do ano- Esta categoria diz respeito ao jogador que foi mais decisivo ao longo da época. E neste aspeto, Jackson Martínez fica isolado no primeiro lugar. Marcou de todas as formas e feitios, acabou como melhor marcador da época com 26 golos e tudo isto em ano de estreia na Europa. Razões mais do que suficientes para ganhar um dragão de ouro esta época e para o colocar ao nível dos melhores pontas de lanças que já passaram pelo FC Porto. É verdade que falhou dois penaltis decisivos que podiam ter feito a diferença no fim. Mas também ninguém lhe podia apontar isso em caso de insucesso, porque jogadores com a qualidade do Jackson, não há por aí muitos. Vai ser difícil segurá-lo para a próxima época, mas continuamos confiantes na sua continuidade no Dragão. Grande Jackson!
 
 
Jogador do ano- Esta categoria diz respeito ao jogador que foi mais regular ao longo da época. E aqui, João Moutinho é rei e senhor. Muitos dizem que é um dos melhores 8 do futebol mundial. Nós não temos dúvidas nenhumas. É talvez o jogador mais difícil de substituir na equipa do FC Porto e prova disso foi o período menos bom que tivemos quando Moutinho se lesionou, que culminou com o afastamento da Champions e do empate na Madeira. É o cérebro da equipa e o motor que tudo faz funcionar na equipa. É daqueles que não sabe jogar mal e um dos melhores médios da história do futebol português. Ao que tudo indica, vai mesmo sair no final da época depois de três anos de Dragão e de 8 títulos conquistados, um deles na Europa. Vai deixar muitas saudades no meio-campo.
 

 Revelação do ano- Começou a época como suplente e aproveitou a lesão de Maicon para se fixar no onze inicial do FC Porto. Desde então, faz dupla de centrais com Otamendi e é um jogador de grande futuro no futebol europeu. Foi vê-lo crescer ao longo da época e a fazer grandes exibições e também grandes golos, como o calcanhar na Madeira com o Nacional. Ao todo, foram 7 esta época. Nada mau para um central. É daqueles que não deve sair, mas que a curto prazo deve ser difícil de manter, até porque já foi chamado por Didier Deschamps à seleção francesa.  


terça-feira, 14 de maio de 2013

A batalha final

      E depois de tanto lutarmos, eis que chega no domingo ao fim o campeonato nacional 2012/2013. As boas notícias é que estamos em primeiro lugar e a depender de apenas de nós para chegar ao Tri. As más, são que temos o jogo mais difícil da época, não podemos contar com o Fernando que é só o ponto de equilibrio da nossa equipa e ainda por cima vamos jogar contra um adversário que tem apenas uma derrota em sua casa para o campeonato. Razões mais do que suficientes para sabermos que isto ainda não acabou. Respeitamos muito o Paços de Ferreira e vamos ter de estar ao nosso melhor nível para conquistarmos os três pontos.
 
      Hoje o treinador do Paços de Ferreira, Paulo Fonseca, veio dizer que vai pedir aos seus jogadores para ganharem, como sempre faz em qualquer jogo. E nem nós estavamos à espera de outra coisa. Sabemos bem que este jogo de fácil não tem nada e mesmo que fosse com o último classificado da liga ia ser sempre difícil, porque é o último. E já diz o povo que o fim é sempre o que custa mais. É verdade. Mas nós acreditamos no Porto e na nossa equipa. Esta equipa agora que tem o pássaro na mão não o vai deixar fugir. Estamos demasiado perto para deixar fugir o Tri. Mas a verdade é que no domingo, tudo pode acontecer. E se ao fim dos 90 minutos dermos tudo e deixarmos tudo em campo e se isso não for suficiente, paciência. Lutámos até ao fim e isso foi o que sempre exigimos a esta equipa. Mas eles não nos vão deixar ficar mal, porque nunca deixam. E parece-me que os deuses do futebol este ano estão conosco :) Força Porto! Só falta uma batalha e juntos... vamos conseguir!

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Quem diria...


      Quem diria até à pouco mais de uma semana que por esta altura as coisas estariam como estão. Quem diria que o Kelvin ia marcar um golo decisivo com uma assistência do Liedson. Quem diria que ainda iamos ver um Jesus idolatrado por milhões de benfiquistas cair de joelhos no Dragão aos pés da nossa equipa. Quem diria...
 
      Quando vejo os jogos no Dragão com o Benfica, vem-me logo à ideia aquela frase que diz: são onze contra onze e no fim ganha a Alemanha" mas neste caso com a palavra FC Porto. O complexo de inferioridade atinge níveis elevadíssimos assim que a equipa do Benfica pisa a relva do Dragão. Está no subconsciente da equipa, da estrutura e da direção. Por isso, é que quando ouvia muita gente a dizer que este ano, a festa do título era no Dragão, esboçava aquele sorriso de alguém que tinha toda a confiança que isso não era possível de acontecer. É que o Benfica simplesmente não consegue atingir esse patamar. Não porque não tenha qualidade suficiente para vencer o FC Porto no Dragão mas sim porque o medo de perder é sempre superior à vontade de ganhar.
 
      A vitória nos instantes finais foi feliz, sim. Sem dúvida. Basta pensarmos apenas que, no caso do Izmaylov não ter visto o 5º amarelo no jogo anterior, provavelmente era convocado no lugar do Kelvin ou então que a estranha decisão de não convocar o Atsu fosse determinante para estar um miúdo chamado Kelvin no banco. Mas o futebol é isto mesmo. É esta a magia do futebol. E depois quando só há uma equipa que quer ganhar é justo que os deuses do futebol também dêem o seu contributo.
 
      Agora sim, vem aí o verdadeiro jogo do título. Mas dele, falamos amanhã.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

É agora !


      Por estes dias, já não se fala de outra coisa. O Porto x Benfica deste sábado é o tema preferido de todas as conversas. Há quem lhe chame o jogo do título. Eu espero bem que não, porque só há uma equipa para quem, este, pode ser o jogo do título. Mas como eu acho (naturalmente) que ganhamos no Dragão, para mim o jogo do título é em Paços de Ferreira. E espero bem que assim seja.
 
      O jogo no Dragão com o Benfica é importantíssimo nas contas finais do título, uma vez que é a nossa grande e última oportunidade de voltarmos ao 1º lugar do campeonato. Mas o jogo do título, esse, espero que esteja marcado apenas para o próximo fim-de-semana em Paços de Ferreira, que vai ser um jogo muito complicado para nós, principalmente se o Paços não garantir já nesta jornada o extraordinário feito de alcançar o 3º lugar e o direito de jogar as pré-eliminatórias da Champions. Seja como for, vai ser sempre um jogo muito difícil para o FC Porto, mas esperamos todos que consiga sair vencedor destes dois últimos jogos.
 
      E é isso mesmo. O TRI que parecia estar já morto e enterrado para alguns, está agora (imagine-se!) à distância de (apenas) dois jogos e duas vitórias. Tão simples como isso. Ganhamos dois jogos e somos Tricampeões. Até parece fácil, mas não é. Nós não festejamos nada antes de tempo. Agora como é óbvio, estamos muito confiantes porque apenas dependemos de nós. E quando o Porto depende apenas de si, nos jogos cruciais não costuma falhar. Mas a bola é redonda e no futebol, tudo pode acontecer. Estamos muito confiantes mas nada mais do que isso.
 
      E o que esta semana, onde se fala deste jogo em tudo o que é canal de televisão e em todos os programas desportivos, foi curioso verificar foi o facto de todos os ex-jogadores do FC Porto convidados para opinar sobre este jogo, terem todos o mesmo discurso: "A mentalidade daquele clube [FC Porto] é sempre a vitória. Quem trabalhou naquela casa, sabe que é sempre pra ganhar". E isto foi comum a todos eles. É realmente algo, que apesar de não ser novidade para nós portistas, sabe sempre bem ouvir e nos enche ainda mais de orgulho.
 
      Agora é aquela fase em que se vai começar a falar do árbitro escolhido (dizem que é o Proença). Era o último nome que eu queria ouvir e acho que, a confirmar-se, é uma nomeação bastante infeliz. Mas já nem quero saber. É ir p'ra cima deles e mostrar-lhes quem é o melhor e quem manda no Dragão. Força Porto !

terça-feira, 7 de maio de 2013

E o milagre aconteceu!


      Fez-se justiça! Foi este o meu primeiro pensamento mal acabou o jogo de ontem na Luz. E assim está bem. É mais do que justo que este campeonato seja discutido num jogo onde se defrontam as duas equipas mais regulares e que cedo se destacaram na frente do campeonato e que lutaram taco-a-taco até ao fim. Mas isto só foi possível graças a um Estoril que provou em campo que afinal não eram favas contadas, e é por aqui que eu gostava de começar.
 
      Ontem na Luz, assistimos a mais do mesmo, ou seja, a um Batista disfarçado de Capela. Quem estava a ver o jogo, ficou com a sensação ao intervalo de que não havia nada a fazer. Mas eis que surge um super Estoril na 2ª parte, disposto a ganhar o jogo (e bem que o merecia). Foi uma equipa que aguentou muito bem os primeiros 15 minutos de grande pressão e que depois mostrou uma grande personalidade e um grande futebol na Luz. E se pensarmos que esta é uma equipa que subiu este ano de divisão e que está à beira de conquistar um lugar europeu, só me resta dizer uma coisa aos jogadores do Estoril e ao seu treinador Marco Silva: RESPECT!
 
      Confesso que ainda não consegui deixar de sorrir desde ontem à noite. É que agora, o TRI está mais próximo do que nunca, contra todas as espectativas. E bastou um jogo para que o Benfica passasse de super favorito e de campeão inevitável a "pois... isto agora está complicado". E que prazer isto nos deu a nós portistas. Era vê-los a festejar na Madeira como se fossem campeões, era a imprensa a elevar o Benfica e Jesus ao estrelato e de repente o ciclista escorregou em cima da linha de meta.Agora até a renovação com o Jesus se põe em causa. E esta, hein? Mas agora que o jogo decisivo é no Dragão, Vitor Pereira e os seus jogadores têm aqui o jogo da vida deles.
 
      É que o Vitor Pereira foi, curiosamente ou não, o primeiro a deitar a toalha ao chão. Agora uns dirão que era um "mind game" e não sei que mais, mas a verdade é que o nosso treinador, por mais inacreditável que pareça, desistiu mesmo antes do fim. E prova disso mesmo é o discurso no fim do jogo com o Nacional, onde foi "obrigado" a mudar de discurso porque no Porto, nunca se desiste de nada, muito menos quando ainda é possível.
 
      Agora, o nosso treinador que tanto se queixou de tudo e de todos, só tem uma coisa a fazer: ganhar! Agora não há desculpas, não há limpinhos nem sujinhos. É a grande oportunidade que tem de mostrar que o Porto é realmente melhor e de provar isso em campo. É que este jogo, está longe de ser só um jogo de futebol. O Porto tem de deixar tudo em campo, porque mais do que um campeonato está em jogo o nosso orgulho de não deixarmos o Benfica fazer a festa em nossa casa. E o jogo de sábado no Dragão, tanto pode ser sensacional como desastroso. A barreira entre uma coisa e outra é muito ténue, por isso mesmo (e como se costuma dizer na minha terra) joguem à bola!

domingo, 5 de maio de 2013

terça-feira, 30 de abril de 2013

Os nossos e os dos outros


      Mais uma jornada terminada e a mesma distância pontual. E a cada jornada que passa, o sonho do TRI começa a ficar cada vez mais distante. Mas eu sou daqueles que só gosta de desistir no fim...
 
      Mas hoje queria falar de duas coisas que me preocupam neste momento. É óbvio que esta situação complicada que vivemos no campeonato, muito se deve a este senhor bom (de)mais que está na imagem. Bastava uma arbitragem normal e neste momento o jogo do título estava marcado para a penúltima jornada no Dragão. Mas estes são os erros dos outros a que somos alheios. Hoje queria concentrar-me mais nos nossos.
 
      Não é novidade para ninguém se disser que neste momento o Porto está a jogar pouco. É verdade que normalmente domina os jogos, tem uma posse de bola esmagadora mas depois não consegue traduzir isso em futebol espetáculo e oportunidades claras de golo. Isto já para não falar do fantasma das grandes penalidades que este ano paira no Dragão e que contribuiu de forma decisiva para estarmos na posição em que estamos. Agora que ninguém se atreva a culpar o Jackson no caso de perdemos este campeonato. É verdade que falhou dois penaltis que nos tiraram 4 pontos, mas em boa verdade, foram os guarda-redes que os defenderam. E mesmo que assim não fosse, era uma tremenda injustiça culpar um jogador que nos deu tantos outros pontos e tantas alegrias esta época...
 
      Outra situação que não existe no futebol a este nível é o facto de não haver soluções para posições chave do plantel. Não consigo perceber como é que o Porto se sujeita a jogar quase metade da época apenas com o Danilo para a posição de defesa direito e o Alex Sandro na ala esquerda. Por acaso nenhum deles se lesionou de forma grave. Por acaso não fomos mais longe na Champions. Mas pode uma equipa de topo ter apenas um defesa direito e um defesa esquerdo durante grande parte da época? Isto já para não falar do que a falta de concorrência faz aos jogadores. É que jogo após jogo, ambos sabiam que iam ser titulares e portanto não tinham de mostrar grande coisa nos treinos nem grande empenho. É a acomodação total. E nem me venham falar do Maicon e do Mangala como alternativas... Enfim, é mais uma daquelas coisas que não dá para perceber. E hoje fico-me por aqui.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Milagre, procura-se !


      A quatro jogos do fim do campeonato e depois do que temos visto, só mesmo um milagre é que pode fazer do FC Porto tricampeão esta época. A única bóia de salvação está neste momento na Madeira e mesmo assim, não parece ser suficiente para nos podermos agarrar a ela. Mas dragão que é dragão nunca desiste e luta até ao fim. É esse o espírito que devemos ter.
 
      E se houver uma espécie de justiça divina (porque a terrena é o que se sabe) o jogo do título deverá ser discutido no Dragão. E era bem merecido que assim fosse. O penúltimo jogo do campeonato devia servir para provar quem merecia realmente ser campeão esta época. E se o FC Porto não conseguisse ganhar este jogo, então não teria problema nenhum em dar os parabéns ao adversário. Agora se o Porto ganhar, como esperamos todos, então depois do campeonato dos túneis eis que agora temos um campeonato "à Capela". E eu nem sou daqueles que se esquecem que é essencialmente por culpa própria que estamos nesta posição. Não fizémos o nosso trabalho e agora estamos sujeitos não só a ganhar os nossos jogos mas também a que o nosso rival perca pontos. Mas o facto indesmentível é que, neste momento, se não houvesse ninguém a capelar, podiamos e deviamos depender apenas de nós para sermos campeões. Assim, temos de esperar por um milagre na Madeira ou então de um milagre ainda maior com o Estoril na Luz.
 
      Por agora só nos resta ganhar os nossos jogos, esperar pelos outros e continuar a acreditar, sempre! Força Porto!

segunda-feira, 22 de abril de 2013

O Polvo


      Todos ainda nos lembramos de quando o jovem de 21 anos Fernando Francisco Réges que custou uns meros 700 mil euros, foi escolhido por Jesualdo Ferreira para substituir o até ai insubstituível Paulo Assunção. Não foi necessário esperar muito para o publico do Dragão se esquecer do foragido Assunção. Iiniciava-se assim o reinado do Polvo no meio campo do Porto. Passados mais de 5 anos, Fernando viu sair e entrar novos colegas e jogadores como Souza, Bolatti e até Guarin apontados como sucessores do "pivô" do meio campo do Porto nunca tiveram espaço nessa posição.

      Fernando é assim o jogador mais regular e importante do esquema do Porto, da mesma forma que seca os ataques e movimentos dos adversários também seca a concorrência. Ao longo das ultimas épocas, o Porto teve jogadores de grande destaque, como Lisandro, Falcão, Martinez, Lucho, Meireles, Moutinho, Bruno Alves, Quaresma, Hulk e entre outros. Mas não é por acaso que Fernando, por vezes esquecido, é um dos mais antigos do nosso actual plantel - é uma espécie de pilar que já sustentou três gerações vencedoras do FC Porto.

      A fama de Fernando talvez tenha ficado escrita, quando este se deparou com a missão de conter o ataque do Manchester United – liderado, na época, por Cristiano Ronaldo e Wayne Rooney – nos quartos de final da UEFA. Champions League de 2009. A sua falta de experiência, no entanto, não se fez notar, apesar da eliminação da prova, o seu vigor físico invejável na marcação dos astros rivais e a óptima protecção à defesa renderam elogios e Fernando passava a ser para a nação portista totalmente indispensável.

      Mas embora tenha uma grande visibilidade na Europa, Fernando nunca teve esse eco no seu país. Algo estranho, dado que quem olha para o plantel da selecção brasileira rapidamente percebe que apesar da grande qualidade ofensiva dos seus jogares falta um equilibro, ou seja um meio-campo duro que seja a base dos ataques e que seja a protecção da defesa. Falta um jogador como Fernando, alias Fernando é provavelmente o único jogador brasileiro com essas qualidades a jogar ao alto nível.
Como espectador de futebol, parece me que o sucesso do Brasil em 2014 tem de passar por Fernando, o Brasil precisa de alguém para fazer o "trabalho sujo", de limpar a zona a frente da defesa e permitir lançar o ataque da equipa. O Brasil já tem muitos artistas capazes de continuar o "futebol bonito" característico das suas equipas, mas não tem nenhum com a capacidade de jogar duro frente a defesa, ocupar os espaços, roubar a bola rapidamente e eficazmente e oferecer a bola aos colegas de equipa para iniciarem o ataque.

      Porém, uma coisa é certa não há duvida que Fernando é um dos melhores um dos melhores jogadores do FC Porto, apesar de não ser o que mais aparece no jogo, a sua função é essencial (é de louvar a forma como se sacrifica pela equipa). Por isso achei importante fazer-lhe um post dedicado em exclusivo, pois o que ele faz em campo são poucos a conseguir e fazer e muito menos fazer bem. Ainda mais quanto tem sido o jogador em destaque nos últimos jogos, sempre em cima do adversário e no apoio ao ataque, tem sido o pilar da equipa. Por vezes, a nação portista fica de cabelos em pé com declarações do Polvo a sonhar com a saída para outros campeonatos. Mas é algo que não se pode condenar, é a condição actual do futebol mundial, só seria de condenar se o jogador amua-se como outros. Mas não, Fernando tem sido um grande profissional...

      Desta feita, aqui fica o meu agradecimento a Fernando, pois desde 2009 os títulos da vitrine do estádio do Dragão tem todos a sua marca. Acho mesmo que foram os 700 mil euros mais bens investidos pelo FC Porto.
Espero assim que nestes, últimos 4 jogos que faltam o nosso Polvo esteja em forma e com todos os seus tentáculos em acção, para lutar com os seus companheiros para levar a nação azul e branca ao tri!
 
Por: João Serra (colaborador)

sexta-feira, 19 de abril de 2013

This Is It !


      É agora! Com cinco jornadas para disputar até ao final, as grandes decisões da época jogam-se agora. É certo que infelizmente (ainda) não depedemos apenas de nós para conquistar o TRI. Mas continuo com a ideia de que se o FC Porto ganhar os próximos cinco jogos é campeão. Este é um Benfica que vem perdendo gás de jogo para jogo e o último jogo na Luz com o Paços de Ferreira é prova disso mesmo. É certo que o resultado da primeira mão ajudava, mas não os estou a ver a chegarem ao Dragão com estes 4 pontos de avanço. E isto é mais que uma fé. É uma convicção forte. Mas se chegarem, então resta-nos o orgulho de evitar os festejos em nossa casa...
 
      Por esta altura do campeonato, já não vale a pena discutir jogadores, táticas e treinadores. Agora já chega. Agora é tempo de nos unirmos e puxarmos todos para o mesmo lado. O TRI está à distância de um empate do nosso rival e as nossas forças têm de estar todas com aquipa. Vá, se calhar podemos tirar um bocadinho dessas forças para dar ao Sporting, ao Marítimo ou ao Estoril porque também precisamos deles. Mas tirando isso, o foco principal está com a nossa equipa. São quinze pontos que temos de conquistar até ao fim e se chegarem para festejarmos mais um campeonato, ótimo. Se não chegar, paciência. É levantar a cabeça porque p'ró ano há mais...
 
      Mas até isto acabar, não desistimos. Somos Porto e no fim fazemos as contas. Força equipa! Força Porto!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Ainda o caso Abdoulaye


      Ponto prévio. O facto de termos perdido a Taça da Liga enquanto troféu, não me aquece nem arrefece. É um título oficial, sim é verdade. Mas o mais importante no jogo do passado sábado era a vitória numa final e não o troféu em si.
 
      Posto isto, como em todos os jogos, o FC Porto tem de entrar sempre para ganhar. E para ganhar é preciso jogar com a melhor equipa para aquele jogo e para aquele adversário. E o Vitor Pereira cometeu um erro colossal, quase de amador, em pôr um jovem sem experiência e, na minha opinião, de qualidade duvidosa, como titular nesta final.
 
      Já me têem dito, ah agora é fácil falar e tal... mas para mim, mais fácil era prever que a titularidade do Abdoulaye até podia correr bem, mas tinha tudo para correr mal. Então o treinador vê-se forçado a tirar o jogador na meia-final com o Rio Ave ao intervalo para poder ganhar o jogo e depois volta a apostar nele como titular numa final? E mais. Poucos dias antes, este jogador entrou na 2ª parte do jogo para o campeonato com o mesmo adversário e foi a desgraça que se viu. Não consigo perceber... ou melhor até consigo perceber o que passou na cabeça do treinador. Segundo as regras da Taça da Liga, o FC Porto tinha de começar obrigatoriamente o jogo com dois dos seguintes três jogadores: Abdoylaye, Moutinho e Castro. Dois deles tinham obrigatoriamente de jogar pelo menos 45 minutos. É a (triste) realidade. O Porto não tinha mais formação/jogadores portugueses disponiveis, o que me preocupa obviamente. Mas isso dava para uma outra conversa...
 
      E aqui havia duas opções. Aquela pela qual optou o nosso treinador e a de deixar o Lucho no banco e começar com o Castro, que seria aquela que eu teria utilizado. Aliás disse-o antes mesmo do jogo começar. Eu percebo que o Lucho é o capitão e é dificil deixar um jogador desta importância no banco, ainda para mais numa final. Mas se a alternativa era o Abdoulaye a titular, então nem pensava duas vezes. Se juntarmos a tudo isto a constante insistência da aposta no Defour como extremo, o cenário então, não podia ser pior. E se as hipóteses do Vitor Pereira continuar no FC Porto já eram muito poucas, agora resume-se a nenhuma. E ainda bem, dizemos nós!

sábado, 13 de abril de 2013

Pudera...


... se não dão tudo no campeonato, vão dar onde? Podemos é já ir tarde agora... se calhar pensavam nisso antes, não ?

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Sim, ganhámos ao Braga. Mas...


- Podiamos não ter ganho. É verdade que foi uma vitória justíssima frente a um adversário que se diz de Champions mas que afinal se comportou como tantas outras equipas que vêem ao Dragão e que lutam para não descer de divisão. Seja como for, neste momento não se vê uma equipa do FC Porto como por exemplo já se viu esta época, com uma atitude de campeão. Parece que há uma era antes do jogo no Dragão com o Málaga e uma era depois do jogo em Málaga. Aliás, esse jogo no Dragão foi talvez o último onde o FC Porto esteve ao seu melhor nível. E depois ainda há quem se admire de ouvir assobios e não goste. Pois é! Mas nós adeptos também não gostamos de muita coisa e temos todo o direito de assobiar quando se vê que a equipa não joga o que deve. Ainda para mais quem paga bilhete e vai ao estádio. Esses então têm o direito absoluto de manifestar o ser (des)agrado ou nao! E há jogadores que até pelos anos que já levam de casa, deviam perceber melhor isso...
 
- O Defour jogou (mais uma vez) como falso extremo esquerdo. É impressão minha ou a coisa nunca correu bem com esta insistência do Vitor Pereira em pôr o Defour nesta posição? Talvez a exceção seja feita ao jogo na Luz, mas aí os indices motivacionais estão no auge e na Luz quase tudo resulta bem para os nossos lados. De resto só Vitor Pereira consegue ver o Defour como uma solução para aquela posição. É certo que o Varela estava lesionado, o Izmaylov castigado, o Atsu vinha de lesão, que o Kelvin não tinha ritmo competitivo e o Sebá ainda não pode ser opção para jogar a titular na equipa principal. Mas neste jogo, lembrei-me por exemplo, que o Jesus esta época quando precisou, jogou um jogo na Madeira para o campeonato com o Urreta a titular. E este jogador ainda não tinha feito um minuto sequer no campeonato e até marcou um golo e tudo. E por vezes há que arriscar um bocadinho e correr riscos, porque o Defour não é extremo nem nunca vai ser. Por isso, arranjem-se soluções!
 
- O Kelvin não pode ser a solução. É verdade que a aposta não podia ter corrido melhor ao Vitor Pereira. Mas com o jogo empatado e o FC Porto a precisar a todo o custo de vencer o jogo, a solução não pode passar pelo Kelvin. Correu bem desta vez, mas não vai correr sempre. E aqui temos de voltar a falar da alternativa que não existe ao Jackson...
 
- O Liedson não entra neste filme. Se dúvidas ainda houvessem que o Liedson poderia ainda ser uma solução para este campeonato e para quando as coisas estivessem complicadas, essa teoria caiu por terra na passada segunda-feira. Liedson é um corpo presente no banco de suplentes e nada mais. Não sei de quem é a culpa, mas a verdade é que voltamos, mais uma vez, a não ter uma alternativa para a posição de ponta de lança. E assim é complicado... O treinador disse há dias que "o Liedson ainda nos vai ajudar". Mas só se for fora das quatros linhas, porque dentro não deve ser de certeza, uma vez que o próprio Vitor Pereira já deixou bem claro com as suas opções que não conta com ele.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Vitor Pereira e as contas para o TRI


      A seis jornadas do fim do campeonato, começa a faltar tempo ao FC Porto para se aproximar do primeiro lugar e o consequente TRI. Mas vamos a contas.

      É óbvio que neste cenário, qualquer perda de pontos do FC Porto até ao fim destas seis jornadas implica o adeus definitivo ao campeonato. Por isso e feitas as contas, esperamos que 78 pontos sejam suficientes para garantir mais um título de campeão nacional. Mas para isso, precisamos (apenas) de um empate do Benfica num dos cinco jogos que faltam para o fim, descontando o jogo no Dragão que obviamente tem que ser ganho por nós tal como todos os outros.
 
      Ora o calendário do Benfica para além do jogo do Dragão na penúltima jornada, tem uma deslocação a Olhão, depois recebe o Sporting na Luz, vai à madeira jogar com o Marítmo, recebe o Estoril antes do Dragão e acaba o campeonato na luz frente ao Moreirense. E não é preciso perceber muito disto para sabermos que só há duas hipóteses do Benfica perder pontos: ou na Luz com o Sporting ou então na Madeira. E com estes dois jogos a serem disputados nos fins-de-semana de 21 e 28 de abril a conclusão de tudo isto é a seguinte: Se o Benfica terminar o mês de abril com estes 4 pontos de avanço é campeão, porque em Olhão, com maior ou menor dificuldade, ganham o jogo e o Estoril também não levanta grandes problemas na Luz.
 
      No meio disto tudo, voltamos a estar dependentes de terceiros para sermos campeões. Uma situação que aliás já aconteceu o ano passado. Ou seja, se Vitor Pereira for bicampeão no FC Porto fica sempre a sensação que é mais por demérito dos outros do que propriamente por mérito próprio, apesar desta ser uma visão algo discutivel, uma vez que no fim é que se fazem as contas.Mas seja como for, creio que Vitor Pereira está a fazer os últimos jogos como treinador do Porto. Seria uma enorme surpresa para a grande maioria de nós adeptos se Vitor Pereira for treinador do nosso clube na próxima época. É um treinador que já provou que não tem estofo para treinar uma equipa como a nossa, mas vamos deixar isso para um próximo post... e ou muito me engano ou Leonardo Jardim é o senhor que se segue...

segunda-feira, 1 de abril de 2013

A hora dos menos utilizados


      Quarta-feira, o Dragão abre as suas portas para receber um jogo que vai começar e acabar em plena luz do dia, coisa rara nos tempos que correm. Em jogo da 2ª meia-final da Taça da Liga, o FC Porto recebe o Rio Ave, dia 3 às 16.45h.
 
      E este jogo, apesar de dar acesso a uma final, deve ser encarado como um troféu que não salva época nenhuma e que vale o que vale. Contudo, o FC Porto deve entrar para vencer todas as competições e a Taça da Liga não é exceção.
 
      E é um jogo que deve ter (finalmente) o Liedson a jogar de inicio e é uma boa oportunidade para percebemos todos, se o agora camisola 19, ainda consegue resolver alguma coisa. Além do Levezinho, jogadores como Castro, Defour, Maicon e Fabiano devem também fazer parte das escolhas iniciais de Vitor Pereira, até porque a Taça da Liga deve servir para os menos utilizados mostrarem serviço e para fazer descansar tem mais tem jogado. E o próximo jogo para o campeonato tem um adversário chamado SC Braga e a margem de erro já não existe pelo que convém ter as principais figuras bem fisicamente depois das últimas duas semenas com deslocações longas ao serviço das várias seleções.
 

sexta-feira, 29 de março de 2013

Procura-se vontade de vencer!


      Depois desta pausa de 15 dias para os compromissos das seleções voltam os jogos do campeonato e com eles, as grandes decisões do título deste ano.

      O adversário desta jornada é a Académica, o jogo é em Coimbra e o treinador é Pedro Emanuel. E não é preciso recuar muito no tempo para percebermos que a tarefa não é fácil. É um adversário que precisa de somar pontos para fugir aos últimos lugares da tabela e que tem uma boa e bem orientada equipa, com alguns jogadores evoluídos tecnicamente. Quanto ao Porto, só a vitória interessa e não tem mais margem para errar.

      Neste jogo e apesar da longa distância entre Portugal e a Colômbia, James e Jackson vão ser titulares no ataque e devem ter a companhia de Izmaylov que aproveita assim as lesões de Varela e Atsu para voltar à titularidade. Moutinho jogou todos os minutos possíveis e se nada de estranho se passar também entra nas contas do onze titular. E é curioso verificar que Jackson em forma não tenha somado um minuto sequer na sua seleção e Moutinho, longe dos 100% da sua melhor forma, jogue todos os minutos possíveis. Coisas de treinadores...

      Mas o que realmente nos importa e o nosso maior desejo neste momento é realmente que esta paragem de 15 dias tenha feito bem ao FC Porto. Depois de uma fase negativa nos últimos jogos, com exibições más e resultados também pouco animadores, é preciso voltar a querer vencer e a dar tudo em campo, porque isto ainda está longe de estar resolvido. Força Porto !

segunda-feira, 18 de março de 2013

C'um carago! Joguem mas é à bola...



     Após o sucedido neste domingo confesso que só encontro uma expressão para expressar o que me pareceu que foi esta semana: C'um Carago!

     Ainda mais quando após dois jogos que no critério do FC Porto são uma vergonha, pois uma equipa do Porto não se pode deixar levar por ambientes de adeptos de equipas que representam muito pouco no futebol e muito menos após um resultado negativo para as contas do titulo (mesmo se o campo de jogo mais parecia uma selva tal era o tamanho da relva do baldio onde o Marítimo joga) se justificar como “só faltaram os golos e que a atitude é de louvar”.

     Alguém de direito devia dizer ao Vítor Pereira que no futebol ganha quem marca golos, quem gosta de notas artísticas vê patinagem sobre o gelo ou mergulhos para a piscina.

     Eu sei que não se pode ganhar todos os anos, eu sei que não se pode fazer sempre grandes exibições, sei perfeitamente que esta época não é a pior, longe disso, em questões normais os pontos já conquistados  chegavam para ganhar. Porém no Porto ganhar não é o objetivo. É a única hipótese.

     Em todo o caso, o campeonato ainda está em aberto, (apesar de ao ver pelas imagens do fim do jogo  em Guimarães até tive de ir confirmar se não era a última jornada da época tal era a festa em campo de adeptos), porém eu como eterno crente acredito que ainda vamos ser (tri)campeões. Mas, por agora espero que amanhã quem encontre Vitor Pereira ou um dos seus pupilos, que lhes diga para ir  já trabalhar – porque a derrota no Porto não é admissível e quem perde, nem direito a passear deve ter (e quem acha isto um exagero pergunte as glórias azuis e brancas de 80 qual era o ambiente que viviam no Porto quando perdiam).

     Já sei, é verdade, estou irritado. Pior, estou triste. Mas eu (como muitos outros) sou Porto e não admito que profissionais que recebem salários milionários sejam incompetentes e muito menos aceito que no final de uma semana em que nada correu bem ainda digam que tivemos uma boa atitude em campo....
De boas atitudes e intenções está o inferno cheio! Joguem mas é à bola... 

Por: João Serra (colaborador)

domingo, 17 de março de 2013

O Comandante acredita e nós também !


Estamos numa fase em que nada nos corre bem, mas penso que esta paragem do campeonato para as seleções vai ajudar a fazer com que o Porto entre de novo no caminho do TRI.

Já não dependemos só de nós, mas continuamos a acreditar. Força Porto !

quarta-feira, 13 de março de 2013

P´ró ano há mais...


- Como é que o Defour é expulso desta maneira patética a um nível destes?

- Como é que se deixa um jogador como o Isco "à vontadinha" e sem nenhuma pressão no lance do primeiro golo?

- Como é que o Vitor Pereira vem dizer que se o James estivesse bem era titular e depois joga o Defour no seu lugar com o Atsu no banco?

- E pela mesma razão, se Moutinho também não estava em condições, porque é que foi titular?

- Porque é que o Varela ainda é titular?

- Porque é que o Vitor Pereira se "encolheu" e teve medo de ganhar?

.- Porque é que não estamos nos "quartos" ? Porque é dificil responder a tudo isto...

domingo, 10 de março de 2013

Afinal, Moutinho é possível em Málaga!


      Moutinho, que não participou no treino de ontem, deixando antever que seria difícil recuperar a tempo da Champions, participou hoje pela primeira vez no treino com toda a gente e a recuperação para Málaga é mesmo possível.

      Resta saber que indicações vai dar o médio no derradeiro treino de amanhã pelas 10h30 à porta fechada, para ficarmos a saber se Moutinho joga ou não em Málaga e se estará em condições para ser titular. Esperemos que sim. Força João !

sábado, 9 de março de 2013

Moutinho deve falhar o Málaga


      É a grande dúvida do momento: Moutinho recupera ou não para Málaga? E os sinais apontam quase todos para que Moutinho não entre nas contas de Vitor Pereira para o encontro da 2ª mão dos oitavos de final da Champions, em Málaga.

      Moutinho voltou a ficar de fora do treino de hoje e continua a recuperar de uma distensão na face posterior da coxa direita. E com apenas mais três dias para recuperar, parece ficar cada vez mais claro a cada dia que passa, que o camisola 8 vai falhar a 2ª mão, mantendo-se Defour como titular no meio-campo.

      Em sentido inverso, Mangala reapareceu no relvado e pode ser opção assim como James Rodriguez que, apesar de ter falhado o treino de hoje, tudo indica que tenha sido por mera precaução, uma vez que saiu do jogo de ontem com queixas no pé direito, mas que não o vai impedir de estar apto para ser titular em Málaga.

sábado, 2 de março de 2013

Um empate com sabor a derrota


     Sem atitude, não há campeões.

    O FC Porto entrou em Alvalade da mesma forma que já o vimos entrar noutros jogos deste campeonato. Lento, sem ideias e com um futebol desligado e sem chama. O nulo ao intervalo não surpreendia mas ficava a ideia que na segunda parte as coisas podiam ser diferentes. Pura ilusão. É verdade que na segunda parte o Porto fez mais pela vida, mas foi sempre muito inconsequente e nas poucas situações de verdadeiro perigo valeu o suspeito do costume- S. Patrício, que por acaso, nem deveria ter jogado este jogo mas já nem quero ir por aí...

      E desta vez nem no banco esteve a solução. Confesso que estranhei ver o James no banco e fiquei ainda mais chateado depois de ver a exibição do Varela e também do Izmaylov, apesar de ter gostado mais do russo do que do português. Para mim, Varela não tem espaço neste onze e com as entradas do James e do Atsu ganhei um novo ânimo e pensei que as coisas iam melhorar e que iamos marcar. Mas cedo percebi que esta não era a noite do FC Porto em Alvalade. E tirando o Helton e a espaços um Lucho, não se aproveitou mais nada. Maicon parece outro jogador desde que perdeu a titularidade para Mangala e dentro de campo faz pouco para provar que merece ser titular. De Varela já falei, Defour quase nem se viu ( Moutinho, recupera rápido!) Liedson já não resolve nada e hoje até o Jackson andou perdido em Alvalade...

     Seja como for, esta foi só uma noite má da nossa equipa. Vamos acreditar nisso, até porque dependemos apenas de nós para o TRI. Agora uma coisa é certa. É hora de acordar e de começar a dar tudo em campo, até porque o Porto desta noite e com esta atitude, de certeza que não chega ao fim do campeonato em primeiro.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Os "bês" só se for no banco de suplentes


      Jorge Jesus disse ontem que agora metade do Sporting é equipa B. Esqueceu-se foi que dos quatro jogadores da equipa B (e 4 é mais um terço da equipa do que propriamente metade) que jogaram os últimos 2 jogos, provavelmente nenhum será titular sábado em Alvalade. E no máximo, apenas o defesa central Eric Dier (ainda assim um grande jogador jovem por sinal e com grande potencial) pode eventualmente manter a titularidade, isto se Boulahrouz não recuperar até lá, o que até nem deve ser o caso.

      Ou seja, feitas as contas, o Sporting vai apresentar-se em Alvalade com 10 ou 11 jogadores da equipa principal, muito longe da meia equipa B anunciada pelo treinador em questão. O Sporting vai jogar com Patricio, Miguel Lopes, Dier/Boulahrouz, Rojo, Joãozinho, Rinaudo, Adrien, Capel, Labyad, Carrillo e Ricky van Wolfswinkel. 

      Não é que isto mude alguma coisa no único objetivo possivel do FC Porto que é, obviamente, vencer. Trata-se apenas de dizermos que o Sporting se vai apresentar na sua máxima força e não com meia equipa B. Ainda assim, é obrigatório vencer em Alvalade, seja com os "Ás" ou os "Bês", uma vez que ninguém está à espera que seja de outra forma. Somos favoritos e temos a obrigação de ganhar, ainda que seja um clássico na casa do adversário.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Porto vs Málaga: visto à lupa (Pós Match)


      Jogo de grande nível competitivo com grande ambiente (um aplauso para os adeptos do Málaga) marcado com domínio completo do FC Porto (que registou neste jogo números de domínio do adversário mais elevados nesta edição da Champions) e, carimbado com um triunfo justo e justificado dos pupilos de Vítor Pereira.
A história do jogo é assim simples: O jogo só teve um sentido, tendo o Porto sido quem jogou melhor e mais vez para ganhar, um marcador com outro sentido seria contrário à corrente do jogo.

      Em relação à forma como o Porto encarou o jogo é de referir o sentido de coletivo, a entrega em campo e a excelente organização demonstrada em campo. No fundo o Porto colocou em prática o favoritismo teórico que lhe era apontado, tendo a equipa jogado de forma inteligente sem deixar o seu ADN de lado.

      Temos ainda de destacar os seguintes factos como explicação para o sucesso neste jogo europeu:
  • Comportamento responsável e pragmático da defesa portista (em especial a dupla de centrais, onde Mangala cresce de jogo para jogo), nomeadamente nas saídas de bola, na subida em campo e no posicionamento defensivo (embora ataque do Málaga também pouco ou nada tenha incomodado);
  • Optima preparação da partida e leitura do jogo do Málaga, em especial o caso da pressão alta exercida sobre a equipa adversária foi fundamental para o domínio revelado. Onde neste campo se destaca João Moutinho e Fernando (a corresponder aquilo que já tinha referido anteriormente), a pressão que o Málaga sentiu desde a sua saída de bola da defesa não permitia o aparecer das suas habituais armas (velocidade e eficácia no passe e defesa a partir do meio campo) – no fundo o meio-campo da equipa espanhola conseguia (a todo o custo) parar as jogadas portistas, porém esse esforço dispensado a defender perante a pressão exercida pelo FC Porto entravava a sua criação ofensiva;
  • Trabalho de “formiga” de J. Martinez – não teve bem (nem espaço) para decidir com a bola nos pés, mas nunca deu descanso à defesa contrária e baixou as linhas, recuado em campo permitindo abrir espaços na defesa do Málaga (que corria atrás do 9 portista);
  • Dentro da excelente interpretação que o Porto fez do adversário que tinha na sua frente se destaca a procura de jogar no último terço do terreno para tentar entrar na área adversária pelo jogo das alas – colocando em check a defesa normalmente rígida e compacta do Málaga (impedido ainda que os seus extremos se pudessem aventurar no ataque dada a preocupação defensiva que lhes era colocada);
      Já do lado do Málaga nada fez de verdadeiro no sentido de contrariar a corrente do jogo que se viva no Dragão, a estratégia colocada em prática pela equipa da Andaluzia não teve os resultados esperados. Entraram em campo com a ideia que o jogo se devia e ia decidir em Espanha, preocuparam-se assim mais em não cometer erros e, para isso em apoiar o jogo coletivo esperando depois por contra-ataque rápido (que nunca saiu dado o papel de Fernando apoiado por Moutinho, Danilo e mesmo por Mangala e Otamendi).

      É certo que o Málaga (na versão milagreira de Pellegrini – como é referido em Espanha) é constituído por uma mentalidade típica do futebol italiano (clássico), apimentado com um toque de talento espanhol (caso dos desequilíbrios de Isco e Joaquin – sustentados numa boa qualidade tática). Porém frente ao Porto (não por seu demérito, mas mais mérito do Porto) cometeu muitos erros (algo não habitual), no fundo não soube ser inteligente a abordar o jogo e não conseguiu em qualquer momento capitalizar oportunidades no ataque.

      Contudo é uma nota positiva para a prestação combativa de Antunes (um português a dar cartas em Espanha), apesar de por vezes ter sido “poupado” pelo árbitro. Algo que também não resultou foi o posicionamento de Júlio Baptista e de Santa Cruz, acabaram por se perder (o primeiro não recuava o necessário em campo para vir buscar a bola e o segundo nem se viu em campo – esta dupla aposta de Pelegrini para o ataque da sua equipa nada significou em campo, a sensação é que terá havido uma preocupação especial para atacar os lances áereos e bolas paradas (interpretados pelo conjunto espanhol como o ponto fraco dos dragões).

      Nota ainda para comentar o golo solitário de João Moutinho (a par de Alex Sandro e Fernando o melhor em campo), como sendo fruto de uma grande jogada de Alex Sandro acompanhada de uma brilhante finalização. Em relação a uma possível posição irregular de Moutinho, parece-me que é sem dúvida uma joga duvidosa - o fora-de-jogo só é determinado em absoluto (até aí as repetições com bola corrida não era conclusivas) com a imagem parada num ângulo que nenhum árbitro em campo tem visão para tal. Desta forma, é justificado o “deixar jogar” do árbitro na medida que em caso de dúvida deve-se decidir em nome do futebol – ou seja em nome de quem ataca. Por outro lado, o resultado para o exibido em campo peca por pouco, sendo talvez o único ponto positivo que o Málaga obteve do jogo (merito do trabalho (exclusivamente) defensivo dos seus jogadores, que não permitiram aos jogadores portistas acrescentarem ao seu domino o equivalente em ocasiões de golo).

Perspetivas para a 2ª parte da eliminatória (2ª mão)

      Vai ser um jogo muito mais complicado em relação ao que ocorreu no Dragão, o Málaga não vai querer sair da sua estreia na Champions sem mostrar o seu valor – vai ainda tentar responder às críticas da impressa espanhola que apontam a exibição do Málaga no dragão como a pior da época (possível sinal de falta de experiência).

      O Málaga junto do seu público deverá ser uma equipa muito mais batalhadora e agressiva na procura da bola, será assim normal que em relação ao jogo da 1ª mão as suas linhas estejam mais subidas e que exista uma aposta na velocidade do seu jogo (podendo o Porto tirar proveito disso).
Será assim um jogo de futebol de elevado nível, onde o Porto não poderá entrar em campo a pensar no que fez na 1ª mão, não devendo cometer erros e atacar com precisão em especial no último terço do campo e, parece-me que Fernando vai ser (ainda mais) uma peça determinante.

      No fundo terá de seguir o conselho do seu El Comandante: “Ser uma equipa inteligente”…

Por: João Serra (colaborador)

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

FC Porto domina e Moutinho resolve!


      Quando o jogo é de campeões, eles mostram-se ao Mundo!

      Metade do trabalho está feito. Agora há que garantir os "quartos" em Espanha. E a jogar assim, ninguém duvida que o FC Porto vai estar nas 8 melhores equipas da europa. Grande jogo, grande Porto!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Porto vs Málaga: Visto à lupa (Antevisão)


     
      É já esta terça-feira que o FC Porto passado dois anos volta a jogar os oitavos de final da Champions e, logo contra a equipa sensação da prova. Em teoria o Porto pela sua experiência, historial e prestígio é o favorito, porém favoritismos à parte (pois no futebol o favoritismo nada vale, tem de ser provado em campo) espera-se um jogo equilibrado entre duas das equipas que registaram na fase de grupos as melhores performances.É assim importante não subestimar o adversário e ter em conta que tem equipa para criar problemas ao bicampeão nacional.

      A principal preocupação de Vítor Pereira será a de estacar o meio-campo do Málaga no apoio deste ao seu ataque e nas suas saídas para o ataque – Fernando e João Moutinho serão determinantes para tal tarefa.
Dentro desta lógica, parece-me que a equipa que conseguir apanhar as segundas bolas será aquela que vai conseguir tomar conta do jogo – tendo em conta o plantel do Porto e Málaga será fundamentalmente um duelo de meio-campo.

      Em relação aos pontos fortes do Málaga devem ser referidos os seguintes ater em conta:
  • Isco é o jogador revelação (é a figura do Málaga e uma das revelações na Europa deste início de época). É o motor da equipa na “criação do seu jogo”, mas também o seu melhor marcador – finaliza o que os colegas da frente não aproveitam – por outro lado leva muitas vezes a que o jogo se centralize em si, o que abre espaços para outros colegas.
  • A velocidade e liberdade de Joaquin, acaba por impedir que o jogo do Málaga não afunile apenas para o centro e se abra para as laterias. (Trabalho esse também realizado pelo lesionado Eliseu)
  • Grande eficácia do passe (exemplo da boa visão de jogo) de jogadores como Iturra e Portillo – importantes no seu trabalho duplo de defender/pressionar à frente da sua defesa e de permitir o contra-ataque rápido.
  •  Defensa sólida e consistente e organizada, preocupa-se em defender (deixando o ataque para os homens da frente), daí que os seus laterais só avançam no terreno de jogo sempre com muita moderação. A defensa do Málaga é responsável por manter a equipa organizada e equilibrada (porém nem sempre funciona bem a jogar sob pressão alta), é ainda de destacar as exibições positivas do seu guarda-redes nos últimos jogos.
  • Cuidado com as bolas paradas - de destacar Demichelis como a principal ameaça no jogo aéreo e o posicionamento matreiro de R. Santa Cruz e de Saviola.

      Do lado do Porto, os jogadores que muito provavelmente se vão destacar e que vão ter o papel mais predominante ao longo da partida serão como já foi referido Fernando e João Moutinho - o primeiro no seu habitual papel de “bombeiro” (de parar a transição ofensiva da equipa adversária e de fazer o primeiro passe para o ataque do Porto, vai ser um jogo para o Polvo agir com todos os seus tentáculos), em relação a João Moutinho vai ter de ir apoiar Fernando nas suas tarefas (nomeadamente nos cuidados a ter com Isco) e vai ainda ser fundamental em lançar ritmo do ataque azul e branco.
Já em relação ao papel de Lucho, parece-me que este terá uma função idêntica à que teve na Luz, de ser a primeira linha no apoio a Jackson e de pressionar a saída de bola do Málaga. O seu posicionamento será importante para alargar as linhas e posicionamentos do Porto ao longo de todo o campo – criando ideia de domínio do Porto nos espaços de forma a cortar a visão e leitura de jogo por parte do Málaga (neste papel de pressionar alto o Málaga em sair a jogar inclui-se todo o ataque do Porto – J. Martinez, James/Varela e Ismailov/Atsu).

      Mas perante o ataque dinâmico e desequilibrador (Saviola e R. Santa Cruz) do Málaga, os centrais do Porto não vão ter tarefa fácil, é bom não esquecer que o ano passado por esta altura frente ao M. City o resultado negativo que o Porto obteve deveu-se em muito a um trabalho a abaixo da expectativas da defesa azul e branca. Desta forma, Danilo e Alex Sandro devem ter cuidado defensivos reforçados, principalmente no caso de Alex Sandro que tanto gosta (e bem) apoiar o ataque no sprint (basta ver o jogo e o golo do Olhanense), nota ainda para afirmar que Mangala deve calcular as suas saídas (que tanto gosta de fazer) a jogar com bola no pé.
Fica a dúvida se Defour não poderá ser lançado no jogo, poderá ser uma arma secreta para confundir o estilo e organização de jogo que o Málaga espera encontrar (…)

      Conclusão: Vamos defrontar um adversário que jogam bom futebol e de grande qualidade, basta ver a consistência que revela do ponto de vista defensivo e a forma forte de atacar – não é por acaso que se apurou na Champions num grupo muito competitivo e os números que regista está época em Espanha ao nível do Barcelona, Real Madrid ou do Atlético de Madrid. A nação azul e branca deve ter assim bastante confiança nas suas capacidades e a ideia que não temos nada a perder (sem nunca cair no jogo de menosprezar o adversário).

      Sendo o importante numa eliminatória a duas mãos é tentar marcar, pelo menos, um golo em casa e não sofrer golos, temos assim de jogar como sempre temos feito esta época na Champions: defender bem, tentar marcar um golo e conseguir um bom resultado para a viagem a Espanha. Sem esquecer que o desfecho das eliminatórias na Champions depende sempre de vários factores, mas a vantagem de não sofrer golos prevalece sempre e é no futebol meio caminho para a vitória – ainda mais em jogos a duas mãos.

Por: João Serra (colaborador)

domingo, 17 de fevereiro de 2013

(Quase) tudo a postos para a Champions


     Depois da vitória em Aveiro, a grande noticia desta semana é, sem dúvida, o regresso de James Rodriguez à equipa do FC Porto e também ao grandes jogos europeus. 

      E já não restam dúvidas que El Bandido vai voltar à titularidade e logo no grande palco da Champions, isto depois de mais de um mês de paragem devido a lesão. É, aliás, o regresso à normalidade no Dragão depois de tempos conturbados em que Vitor Pereira se viu quase sem banco e sem soluções alternativas a um onze titular. Agora, apenas Defour está ainda a contas com uma lesão, mas perto do regresso à lista de soluções de Vítor Pereira. Terça-feira voltam as emoções da Champions ao Dragão. E com um Porto (quase) na máxima força, esperamos vencer e depois conseguir um resultado em Espanha que nos coloque nos "quartos" e depois, Wembley é o limite...

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Voltar à Terra


      Depois da fantástica exibição em Guimarães, a onda de entusiasmo e de confiança entre nós portistas tinha atingido o seu auge esta época. E com alguma razão. Só que no futebol, são onze contra onze, e o jogo deste fim-de-semana com o Olhanense fez o Dragão regressar a Terra e perceber que estes jogos são tão ou mais importantes do que os jogos com os chamados grandes. E este empate só não teve piores consequências porque o nosso rival direto, também não fez melhor na Madeira. Do mal o menos...

      Também não quero com isto dizer que a equipa não trabalhou o suficiente e não deu tudo para chegar á vitória no jogo. Mas no seio da equipa, todos pensavam à partida que com maior ou menor dificuldade, os três pontos eram uma certeza no fim do jogo. Não contaram foi com uma noite de grande inspiração do nosso Bracalli e de menos inspiração do nosso Jackson, que falhou o que não costuma falhar. Acontece aos melhores, mas há jogos assim...

      Outro dado não menos preocupante é o nosso banco de suplentes. É que em condições normais, com James, Defour e Atsu disponiveis, o banco compõe-se. Mas desde há alguns jogos (jogos demais, digo eu) a esta parte, que o nosso banco é confrangedor. E sinal disso mesmo são as substituições que Vitor Pereira fez para tentar ganhar o jogo: Sebá, Tozé(?) e um Liedson que não se percebe  se é ainda capaz de resolver alguma coisa. E estranha-se, por exemplo, que face ao déficit de soluções, o Kelvin tenha jogado na equipa B e que depois se ponha a jogar um Sebá e um Tozé em estreia absoluta... 

      Com Atsu de regresso, James muito perto do regresso e Defour quase recuperado, esperamos que o Porto volte ao que já foi esta época e que se restabeleça a normalidade no Dragão.É que a partir de agora também há Champions e todos os pontos perdidos no campeonato, são um passo de gigante atrás, para a conquista do TRI. Rapazes, agora é (ainda mais) a sério! Força Porto!