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segunda-feira, 22 de abril de 2013

O Polvo


      Todos ainda nos lembramos de quando o jovem de 21 anos Fernando Francisco Réges que custou uns meros 700 mil euros, foi escolhido por Jesualdo Ferreira para substituir o até ai insubstituível Paulo Assunção. Não foi necessário esperar muito para o publico do Dragão se esquecer do foragido Assunção. Iiniciava-se assim o reinado do Polvo no meio campo do Porto. Passados mais de 5 anos, Fernando viu sair e entrar novos colegas e jogadores como Souza, Bolatti e até Guarin apontados como sucessores do "pivô" do meio campo do Porto nunca tiveram espaço nessa posição.

      Fernando é assim o jogador mais regular e importante do esquema do Porto, da mesma forma que seca os ataques e movimentos dos adversários também seca a concorrência. Ao longo das ultimas épocas, o Porto teve jogadores de grande destaque, como Lisandro, Falcão, Martinez, Lucho, Meireles, Moutinho, Bruno Alves, Quaresma, Hulk e entre outros. Mas não é por acaso que Fernando, por vezes esquecido, é um dos mais antigos do nosso actual plantel - é uma espécie de pilar que já sustentou três gerações vencedoras do FC Porto.

      A fama de Fernando talvez tenha ficado escrita, quando este se deparou com a missão de conter o ataque do Manchester United – liderado, na época, por Cristiano Ronaldo e Wayne Rooney – nos quartos de final da UEFA. Champions League de 2009. A sua falta de experiência, no entanto, não se fez notar, apesar da eliminação da prova, o seu vigor físico invejável na marcação dos astros rivais e a óptima protecção à defesa renderam elogios e Fernando passava a ser para a nação portista totalmente indispensável.

      Mas embora tenha uma grande visibilidade na Europa, Fernando nunca teve esse eco no seu país. Algo estranho, dado que quem olha para o plantel da selecção brasileira rapidamente percebe que apesar da grande qualidade ofensiva dos seus jogares falta um equilibro, ou seja um meio-campo duro que seja a base dos ataques e que seja a protecção da defesa. Falta um jogador como Fernando, alias Fernando é provavelmente o único jogador brasileiro com essas qualidades a jogar ao alto nível.
Como espectador de futebol, parece me que o sucesso do Brasil em 2014 tem de passar por Fernando, o Brasil precisa de alguém para fazer o "trabalho sujo", de limpar a zona a frente da defesa e permitir lançar o ataque da equipa. O Brasil já tem muitos artistas capazes de continuar o "futebol bonito" característico das suas equipas, mas não tem nenhum com a capacidade de jogar duro frente a defesa, ocupar os espaços, roubar a bola rapidamente e eficazmente e oferecer a bola aos colegas de equipa para iniciarem o ataque.

      Porém, uma coisa é certa não há duvida que Fernando é um dos melhores um dos melhores jogadores do FC Porto, apesar de não ser o que mais aparece no jogo, a sua função é essencial (é de louvar a forma como se sacrifica pela equipa). Por isso achei importante fazer-lhe um post dedicado em exclusivo, pois o que ele faz em campo são poucos a conseguir e fazer e muito menos fazer bem. Ainda mais quanto tem sido o jogador em destaque nos últimos jogos, sempre em cima do adversário e no apoio ao ataque, tem sido o pilar da equipa. Por vezes, a nação portista fica de cabelos em pé com declarações do Polvo a sonhar com a saída para outros campeonatos. Mas é algo que não se pode condenar, é a condição actual do futebol mundial, só seria de condenar se o jogador amua-se como outros. Mas não, Fernando tem sido um grande profissional...

      Desta feita, aqui fica o meu agradecimento a Fernando, pois desde 2009 os títulos da vitrine do estádio do Dragão tem todos a sua marca. Acho mesmo que foram os 700 mil euros mais bens investidos pelo FC Porto.
Espero assim que nestes, últimos 4 jogos que faltam o nosso Polvo esteja em forma e com todos os seus tentáculos em acção, para lutar com os seus companheiros para levar a nação azul e branca ao tri!
 
Por: João Serra (colaborador)

segunda-feira, 18 de março de 2013

C'um carago! Joguem mas é à bola...



     Após o sucedido neste domingo confesso que só encontro uma expressão para expressar o que me pareceu que foi esta semana: C'um Carago!

     Ainda mais quando após dois jogos que no critério do FC Porto são uma vergonha, pois uma equipa do Porto não se pode deixar levar por ambientes de adeptos de equipas que representam muito pouco no futebol e muito menos após um resultado negativo para as contas do titulo (mesmo se o campo de jogo mais parecia uma selva tal era o tamanho da relva do baldio onde o Marítimo joga) se justificar como “só faltaram os golos e que a atitude é de louvar”.

     Alguém de direito devia dizer ao Vítor Pereira que no futebol ganha quem marca golos, quem gosta de notas artísticas vê patinagem sobre o gelo ou mergulhos para a piscina.

     Eu sei que não se pode ganhar todos os anos, eu sei que não se pode fazer sempre grandes exibições, sei perfeitamente que esta época não é a pior, longe disso, em questões normais os pontos já conquistados  chegavam para ganhar. Porém no Porto ganhar não é o objetivo. É a única hipótese.

     Em todo o caso, o campeonato ainda está em aberto, (apesar de ao ver pelas imagens do fim do jogo  em Guimarães até tive de ir confirmar se não era a última jornada da época tal era a festa em campo de adeptos), porém eu como eterno crente acredito que ainda vamos ser (tri)campeões. Mas, por agora espero que amanhã quem encontre Vitor Pereira ou um dos seus pupilos, que lhes diga para ir  já trabalhar – porque a derrota no Porto não é admissível e quem perde, nem direito a passear deve ter (e quem acha isto um exagero pergunte as glórias azuis e brancas de 80 qual era o ambiente que viviam no Porto quando perdiam).

     Já sei, é verdade, estou irritado. Pior, estou triste. Mas eu (como muitos outros) sou Porto e não admito que profissionais que recebem salários milionários sejam incompetentes e muito menos aceito que no final de uma semana em que nada correu bem ainda digam que tivemos uma boa atitude em campo....
De boas atitudes e intenções está o inferno cheio! Joguem mas é à bola... 

Por: João Serra (colaborador)

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Porto vs Málaga: visto à lupa (Pós Match)


      Jogo de grande nível competitivo com grande ambiente (um aplauso para os adeptos do Málaga) marcado com domínio completo do FC Porto (que registou neste jogo números de domínio do adversário mais elevados nesta edição da Champions) e, carimbado com um triunfo justo e justificado dos pupilos de Vítor Pereira.
A história do jogo é assim simples: O jogo só teve um sentido, tendo o Porto sido quem jogou melhor e mais vez para ganhar, um marcador com outro sentido seria contrário à corrente do jogo.

      Em relação à forma como o Porto encarou o jogo é de referir o sentido de coletivo, a entrega em campo e a excelente organização demonstrada em campo. No fundo o Porto colocou em prática o favoritismo teórico que lhe era apontado, tendo a equipa jogado de forma inteligente sem deixar o seu ADN de lado.

      Temos ainda de destacar os seguintes factos como explicação para o sucesso neste jogo europeu:
  • Comportamento responsável e pragmático da defesa portista (em especial a dupla de centrais, onde Mangala cresce de jogo para jogo), nomeadamente nas saídas de bola, na subida em campo e no posicionamento defensivo (embora ataque do Málaga também pouco ou nada tenha incomodado);
  • Optima preparação da partida e leitura do jogo do Málaga, em especial o caso da pressão alta exercida sobre a equipa adversária foi fundamental para o domínio revelado. Onde neste campo se destaca João Moutinho e Fernando (a corresponder aquilo que já tinha referido anteriormente), a pressão que o Málaga sentiu desde a sua saída de bola da defesa não permitia o aparecer das suas habituais armas (velocidade e eficácia no passe e defesa a partir do meio campo) – no fundo o meio-campo da equipa espanhola conseguia (a todo o custo) parar as jogadas portistas, porém esse esforço dispensado a defender perante a pressão exercida pelo FC Porto entravava a sua criação ofensiva;
  • Trabalho de “formiga” de J. Martinez – não teve bem (nem espaço) para decidir com a bola nos pés, mas nunca deu descanso à defesa contrária e baixou as linhas, recuado em campo permitindo abrir espaços na defesa do Málaga (que corria atrás do 9 portista);
  • Dentro da excelente interpretação que o Porto fez do adversário que tinha na sua frente se destaca a procura de jogar no último terço do terreno para tentar entrar na área adversária pelo jogo das alas – colocando em check a defesa normalmente rígida e compacta do Málaga (impedido ainda que os seus extremos se pudessem aventurar no ataque dada a preocupação defensiva que lhes era colocada);
      Já do lado do Málaga nada fez de verdadeiro no sentido de contrariar a corrente do jogo que se viva no Dragão, a estratégia colocada em prática pela equipa da Andaluzia não teve os resultados esperados. Entraram em campo com a ideia que o jogo se devia e ia decidir em Espanha, preocuparam-se assim mais em não cometer erros e, para isso em apoiar o jogo coletivo esperando depois por contra-ataque rápido (que nunca saiu dado o papel de Fernando apoiado por Moutinho, Danilo e mesmo por Mangala e Otamendi).

      É certo que o Málaga (na versão milagreira de Pellegrini – como é referido em Espanha) é constituído por uma mentalidade típica do futebol italiano (clássico), apimentado com um toque de talento espanhol (caso dos desequilíbrios de Isco e Joaquin – sustentados numa boa qualidade tática). Porém frente ao Porto (não por seu demérito, mas mais mérito do Porto) cometeu muitos erros (algo não habitual), no fundo não soube ser inteligente a abordar o jogo e não conseguiu em qualquer momento capitalizar oportunidades no ataque.

      Contudo é uma nota positiva para a prestação combativa de Antunes (um português a dar cartas em Espanha), apesar de por vezes ter sido “poupado” pelo árbitro. Algo que também não resultou foi o posicionamento de Júlio Baptista e de Santa Cruz, acabaram por se perder (o primeiro não recuava o necessário em campo para vir buscar a bola e o segundo nem se viu em campo – esta dupla aposta de Pelegrini para o ataque da sua equipa nada significou em campo, a sensação é que terá havido uma preocupação especial para atacar os lances áereos e bolas paradas (interpretados pelo conjunto espanhol como o ponto fraco dos dragões).

      Nota ainda para comentar o golo solitário de João Moutinho (a par de Alex Sandro e Fernando o melhor em campo), como sendo fruto de uma grande jogada de Alex Sandro acompanhada de uma brilhante finalização. Em relação a uma possível posição irregular de Moutinho, parece-me que é sem dúvida uma joga duvidosa - o fora-de-jogo só é determinado em absoluto (até aí as repetições com bola corrida não era conclusivas) com a imagem parada num ângulo que nenhum árbitro em campo tem visão para tal. Desta forma, é justificado o “deixar jogar” do árbitro na medida que em caso de dúvida deve-se decidir em nome do futebol – ou seja em nome de quem ataca. Por outro lado, o resultado para o exibido em campo peca por pouco, sendo talvez o único ponto positivo que o Málaga obteve do jogo (merito do trabalho (exclusivamente) defensivo dos seus jogadores, que não permitiram aos jogadores portistas acrescentarem ao seu domino o equivalente em ocasiões de golo).

Perspetivas para a 2ª parte da eliminatória (2ª mão)

      Vai ser um jogo muito mais complicado em relação ao que ocorreu no Dragão, o Málaga não vai querer sair da sua estreia na Champions sem mostrar o seu valor – vai ainda tentar responder às críticas da impressa espanhola que apontam a exibição do Málaga no dragão como a pior da época (possível sinal de falta de experiência).

      O Málaga junto do seu público deverá ser uma equipa muito mais batalhadora e agressiva na procura da bola, será assim normal que em relação ao jogo da 1ª mão as suas linhas estejam mais subidas e que exista uma aposta na velocidade do seu jogo (podendo o Porto tirar proveito disso).
Será assim um jogo de futebol de elevado nível, onde o Porto não poderá entrar em campo a pensar no que fez na 1ª mão, não devendo cometer erros e atacar com precisão em especial no último terço do campo e, parece-me que Fernando vai ser (ainda mais) uma peça determinante.

      No fundo terá de seguir o conselho do seu El Comandante: “Ser uma equipa inteligente”…

Por: João Serra (colaborador)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Porto vs Málaga: Visto à lupa (Antevisão)


     
      É já esta terça-feira que o FC Porto passado dois anos volta a jogar os oitavos de final da Champions e, logo contra a equipa sensação da prova. Em teoria o Porto pela sua experiência, historial e prestígio é o favorito, porém favoritismos à parte (pois no futebol o favoritismo nada vale, tem de ser provado em campo) espera-se um jogo equilibrado entre duas das equipas que registaram na fase de grupos as melhores performances.É assim importante não subestimar o adversário e ter em conta que tem equipa para criar problemas ao bicampeão nacional.

      A principal preocupação de Vítor Pereira será a de estacar o meio-campo do Málaga no apoio deste ao seu ataque e nas suas saídas para o ataque – Fernando e João Moutinho serão determinantes para tal tarefa.
Dentro desta lógica, parece-me que a equipa que conseguir apanhar as segundas bolas será aquela que vai conseguir tomar conta do jogo – tendo em conta o plantel do Porto e Málaga será fundamentalmente um duelo de meio-campo.

      Em relação aos pontos fortes do Málaga devem ser referidos os seguintes ater em conta:
  • Isco é o jogador revelação (é a figura do Málaga e uma das revelações na Europa deste início de época). É o motor da equipa na “criação do seu jogo”, mas também o seu melhor marcador – finaliza o que os colegas da frente não aproveitam – por outro lado leva muitas vezes a que o jogo se centralize em si, o que abre espaços para outros colegas.
  • A velocidade e liberdade de Joaquin, acaba por impedir que o jogo do Málaga não afunile apenas para o centro e se abra para as laterias. (Trabalho esse também realizado pelo lesionado Eliseu)
  • Grande eficácia do passe (exemplo da boa visão de jogo) de jogadores como Iturra e Portillo – importantes no seu trabalho duplo de defender/pressionar à frente da sua defesa e de permitir o contra-ataque rápido.
  •  Defensa sólida e consistente e organizada, preocupa-se em defender (deixando o ataque para os homens da frente), daí que os seus laterais só avançam no terreno de jogo sempre com muita moderação. A defensa do Málaga é responsável por manter a equipa organizada e equilibrada (porém nem sempre funciona bem a jogar sob pressão alta), é ainda de destacar as exibições positivas do seu guarda-redes nos últimos jogos.
  • Cuidado com as bolas paradas - de destacar Demichelis como a principal ameaça no jogo aéreo e o posicionamento matreiro de R. Santa Cruz e de Saviola.

      Do lado do Porto, os jogadores que muito provavelmente se vão destacar e que vão ter o papel mais predominante ao longo da partida serão como já foi referido Fernando e João Moutinho - o primeiro no seu habitual papel de “bombeiro” (de parar a transição ofensiva da equipa adversária e de fazer o primeiro passe para o ataque do Porto, vai ser um jogo para o Polvo agir com todos os seus tentáculos), em relação a João Moutinho vai ter de ir apoiar Fernando nas suas tarefas (nomeadamente nos cuidados a ter com Isco) e vai ainda ser fundamental em lançar ritmo do ataque azul e branco.
Já em relação ao papel de Lucho, parece-me que este terá uma função idêntica à que teve na Luz, de ser a primeira linha no apoio a Jackson e de pressionar a saída de bola do Málaga. O seu posicionamento será importante para alargar as linhas e posicionamentos do Porto ao longo de todo o campo – criando ideia de domínio do Porto nos espaços de forma a cortar a visão e leitura de jogo por parte do Málaga (neste papel de pressionar alto o Málaga em sair a jogar inclui-se todo o ataque do Porto – J. Martinez, James/Varela e Ismailov/Atsu).

      Mas perante o ataque dinâmico e desequilibrador (Saviola e R. Santa Cruz) do Málaga, os centrais do Porto não vão ter tarefa fácil, é bom não esquecer que o ano passado por esta altura frente ao M. City o resultado negativo que o Porto obteve deveu-se em muito a um trabalho a abaixo da expectativas da defesa azul e branca. Desta forma, Danilo e Alex Sandro devem ter cuidado defensivos reforçados, principalmente no caso de Alex Sandro que tanto gosta (e bem) apoiar o ataque no sprint (basta ver o jogo e o golo do Olhanense), nota ainda para afirmar que Mangala deve calcular as suas saídas (que tanto gosta de fazer) a jogar com bola no pé.
Fica a dúvida se Defour não poderá ser lançado no jogo, poderá ser uma arma secreta para confundir o estilo e organização de jogo que o Málaga espera encontrar (…)

      Conclusão: Vamos defrontar um adversário que jogam bom futebol e de grande qualidade, basta ver a consistência que revela do ponto de vista defensivo e a forma forte de atacar – não é por acaso que se apurou na Champions num grupo muito competitivo e os números que regista está época em Espanha ao nível do Barcelona, Real Madrid ou do Atlético de Madrid. A nação azul e branca deve ter assim bastante confiança nas suas capacidades e a ideia que não temos nada a perder (sem nunca cair no jogo de menosprezar o adversário).

      Sendo o importante numa eliminatória a duas mãos é tentar marcar, pelo menos, um golo em casa e não sofrer golos, temos assim de jogar como sempre temos feito esta época na Champions: defender bem, tentar marcar um golo e conseguir um bom resultado para a viagem a Espanha. Sem esquecer que o desfecho das eliminatórias na Champions depende sempre de vários factores, mas a vantagem de não sofrer golos prevalece sempre e é no futebol meio caminho para a vitória – ainda mais em jogos a duas mãos.

Por: João Serra (colaborador)

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

15 (longos) minutos !


      Na véspera do passado fim-de-semana a noticia que se destacava nos jornais, nas “conversas de café” e que era capaz de ofuscar noticias como “O regresso de Portugal aos mercados” era só uma: O Porto estava em risco de ser excluído da Taça da Liga.
Algo ainda mais caricato, quando essa possibilidade de exclusão desta prova se devia à utilização pelo FC Porto de 3 jogadores no jogo contra o Vit. Setúbal sem respeitar em absoluto o limite de 72 horas, por apenas 15 minutos.

      A partir desta situação, em acompanhamento com esta notícia os pseudo comentadores da bola elaboram e interpretaram de imediato teses de amadorismo, de manipulação ou como um sinal de que a organização do FC Porto não era perfeita (tendo se mesmo posto em causa a qualidade e eficácia da organização e estrutura portista).
      A meu ver, é óbvio que uma situação destas não pode acontecer num clube como o FC Porto e, é algo que não se espera que aconteça ao único clube em Portugal que construiu uma estrutura (elogiada internacionalmente pelos melhores) que sustenta as suas equipas, apenas ao nível das melhores equipas dos melhores campeonatos europeus.
Porém o caso ocorrido, tem particularidades que desfiguram um erro que podia ser fatal e grave em algo que vai no sentido (desprezo total a nivel nacional) da Taça (menos relevante) da Liga.

      Contudo, em relação a essa violação das 72 horas, é certo que em sentido absolutamente literal existiu um desrespeito de 15 minutos desse limite. Porém esse limite foi introduzido pelo legislador com a finalidade de proteger a integridade física dos atletas e a intenção do legislador com a inscrição das 72 horas vai no sentido de que entre a utilização dos atletas num jogo deva existir um intervalo de um mínimo de 3 dias de forma a garantir essa proteção aos mesmos.
      O FC Porto acaba assim por não violar a finalidade e espírito da lei, não coloca em causa a integridade física dos seus atletas (não era por mais ou menos 15 minutos que a situação se alterava) e, também não existe motivos para sustentar a atuação do FC Porto como sendo de má-fé (muito pelo contrário).

      Não é assim claro que o FC Porto tenha violado em absoluto a lei na sua finalidade, todavia se merece ou não alguma sanção é as autoridades competentes (que deviam ser) isentas que o devem julgar. E não jornais ou pseudo comentadores e muito menos clubes (de aplaudir a forma isenta e sem oportunismos do presidente do Setúbal).
      Porém este episódio é mais uma marca hilariante da curta história da taça Lucílio Baptista. De estranhar que todos estes episódios acabam sempre por agradar apenas e sempre a uns (deve ser coincidência!) …
Por outro lado, esse grande jornal A Bola mais uma vez acaba por optar por trabalhar sem verificar todos os acontecimentos, gostava de ver este jornal a acompanhar a notícia que apresentou na passada sexta-feira com a contagem do respeito por esse limite de todos os jogos ocorridos (em especial um certo jogo do dia 9/1).
      Parece-me assim que o sentido que os Portistas têm é só um: deixem lá a Taça da Liga e vamos falar de coisas sérias (como por exemplo o facto de em Portugal haver falta de árbitros dado que ultimamente nos jogos grandes os árbitros chamados a jogo não são internacionais e apresentam sinais e amadorismo puro nem visto nas divisões secundárias). 

      Subscrevo assim o que já foi dito neste blog: “Porque é que não dão a Taça da Liga já a quem têm a dar? E resolve-se já ao assunto…”

Por: João Serra (colaborador)

sábado, 1 de dezembro de 2012

O azar chega quando não se trabalha !


      A semana passada o nosso treinador, Vítor Pereira, afirmou que no Porto não se espera pela sorte trabalhasse para a encontrar, em resposta a uma espécie de provação vinda do lado vermelho da 2ªCircular, e a verdade é que os dois últimos jogos contra ao Braga foram prova disso mesmo, no jogo a contar para o campeonato a sorte que relatam que tivemos só foi possível porque durante 90 minutos os nossos jogadores nunca deixaram de trabalhar e procurar a vitória. Já no jogo a contar para a taça (da mesma forma que para a liga ganhamos bem) perdemos bem, ou seja as ideias do Vítor Pereira apenas resultaram durante 45 minutos e os jogadores (alguns) não cumpriram as suas funções e objetivos. 


      Durante os 90 minutos o Porto não foi a melhor equipa, ficou a ideia de que não apostou tudo para tentar ganhar, mas se foi azar, foi porque desta vez não se trabalhou o necessário para alcançar a sorte sempre necessária para os jogos grandes (mas não vou aqui discutir opções técnicas).
      Desta forma, ficamos eliminados da taça numa fase ainda prematura e os níveis de confiança dá equipa vão para Paris em baixo. Contudo, uma derrota apesar de ser sempre algo negativo, serve também para se poder retirar uma lição. 

      A equipa estava ultra confiante e, a forma como os jogadores e o Vítor Pereira encararam o jogo demonstrou isso mesmo, porém mais vale perder agora do que perder na fase mais avançada e decisiva da época.

      Em todo o caso, ficamos pelo caminho na taça e assim perdemos já um objectivo da época. Agora é levantar a cabeça e pensar já no próximo jogo contra o PSG, só a vitória ajuda a aliviar o sentimento de frustração e derrota. Claro que em termos de preferência acho que todos os adeptos se tivessem a contar com uma derrota preferiam perder o jogo contra o PSG e não com o Braga – pois na Champions já temos garantida a passagem à próxima fase e assim não perdíamos um objectivo da época. 
      Porém ser Porto é querer sempre ganhar, o que desejávamos e queríamos fazer acontecer era o Porto ganhar os dois jogos, mas tal não aconteceu. 
A equipa falhou, mas o nosso dever é continuar a apoiar a equipa, mas não podem querer que como adeptos não se fique descontente.

      Por isso, espero que em Paris quando entrarem em campo, tenham presente a derrota de sexta e se lembrem que não é aceitável uma derrota e, muito menos será compreensível duas derrotas consecutivas. Deixamos assim de ser os únicos invictos na Europa, mas não deixamos de acreditar que somos os mais fortes.É assim bom que se tenha em conta que após uma derrota só há uma solução: Trabalhar mais para voltar a vencer!

      ps: Do jogo infeliz contra o Braga só fica a ideia de que se para a Taça de Portugal jogamos com a segunda linha, então para a Taça da Liga é lógico que jogue a equipa B (só espero que o VP tenha essa coragem).
      Só não percebo outra coisa, o porquê de se ter verificado confrontos entre adeptos do FC Porto e do SC Braga, é bom que tenham em mente que os verdadeiros ataques não vem dos nossos “vizinhos”, mas do sempre matreiro sul…
      Deixo aqui os meus pêsames pela morte de um adepto do Braga, só não me parece necessário estes confrontos – é bom que os adeptos do Braga se lembrem que os primeiros a apoiar-vos foi a malta do Porto (mesmo quando ainda eram motivo de chacota a sul).

Por: João Serra (colaborador)

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

E as modalidades ?


      Vou aproveitar este momento de calma no futebol azul e branco, para abordar um tema que inquieta desde o início da época desportiva.
 
      Contundo, não nos podemos esquecer que estas duas semanas são essenciais para que o Porto se continue a assumir como uma equipa já apelidada de supernatural….

      Por isso o melhor é dizer: Calma, que isto é só o início!

      Pois depois de um jogo com nota artística frente ao um adversário europeu, seguiu-se uma vitória segura e firme frente a um cada vez maior candidato ao título. E tudo isto já mesmo no final, enquanto lampiões já envergavam as mãos de contentamento, a pensar em voos altos demais para as suas pequenas asas.
      Mas apesar de seremos a melhor equipa até ao momento da Champions, de sermos o melhor ataque e defesa da nossa liga e de continuarmos a correr em todas as frentes na dianteira do pelotão – Temos é de ter calma, que isto é só um inicio positivo que queremos que tenha um grande final!
Até agora, temos de pensar, que só fizemos a nossa obrigação. Uma equipa à Porto tem de ganhar tudo contra tudo e contra quem seja.
      É certo que bem podíamos estar a elogiar a atitude supercompetitiva da equipa, a forma como temos sido regulares e demonstrado sermos um grande colectivo e o facto de este Vítor Pereira versão 2ª época ser cada vez mais um treinador à Porto. Mas esses elogios devem ser guardados para o fim da época, quando tivermos o nosso (tri )campeonato numa mão e quem sabe algo mais também.
Só nos resta continuar a dar o nosso apoio e, continuar a enfrentar cada adversário como se fosse o último.

      Porém se no futebol até agora tudo corre pelo melhor, qual a realidade das nossas modalidades?
Num ano de reestruturação da organização das modalidades de pavilhão, podemos dizer que com pouco estamos a conseguir manter a exigência da marca FC PORTO.
      O Andebol esta a um ponto do primeiro lugar e, tem mantido a atitude típica e invulgar do seu (grande) treinador (execepção do jogo último jogo europeu, mas vamos acreditar na reviravolta na eliminatória).
      O Hóquei também não esta em primeiro lugar, mas esta apenas as 2 pontos do actual líder Barcelos, mas ainda esta na fase da época o que mais interessa é manter os níveis de competição e preparação física altos de forma a encarar a fase final da prova na melhor forma.
Contundo apesar de estarmos claramente (e como não podia deixar de ser) na luta pelos títulos ) e de continuarmos ser uma das melhores equipas das modalidades onde participamos, a verdade é que se sente um sentimento agridoce Uns pela falta de modalidades como o Basket e outros por sentirem que a mística do FC Porto nas modalidades já foi mais forte.

      È certo que nestes anos perdemos modalidades como o voleibol ou o basket e que os adeptos têm pedido (ainda sem efeito) novas modalidades como o futsal.
Porém o Porto quer apostar na excelência, por isso quer conservar o que tem e tentar num futuro alargar os seus horizontes. O caso do Basket é um exemplo disso, o Mocho Lopes este ano não vai poder ser o melhor treinador em Portugal (dos seniores), mas vai preparar longe da ribalta uma organização e sistema que (para o ano quando o Porto voltar a jogar) se apresentar como uma equipa à Porto.
      É assim preferível ter uma boa equipa à Porto, que manter equipas que não nos representem ao mais alto nivel.
      Mas é nosso dever reflectir perante factos como:
• O porquê abandonar uma modalidade histórica como o Basket num ano onde se gastou para a formação da equipa B de futebol praticamente o equivalente a todo o orçamento para todas as modalidades (?)
• O que dizer quando se fala de problemas financeiros nas modalidades (nomeadamente nos salários) quando o a equipa de futebol apresenta o maior orçamento do futebol português (e até 2012 cada vez maior);
• Será que movimentações junto dos “tachos” das federações afectam a organização do Porto;
• Será normal um presidente de uma federação (caso do Basket) que em princípio deve ter a postura de moderação do depsorto atacar um clube diariamente com acusações, calunias ou provocações a jogadores, treinadores ou dirigentes?
• Portugal é um país tão pequeno que só tem capacidade para suportar um desporto (o Futebol)? Então o porquê dos bons resultados internacionais das selecções de Atletismo, Futsal, Hóquei ou Andebol?
• Será a crise financeira desculpa pata tudo, ou existe em Portigal falta de políticas de incentivo ao desporto que se manifesta na organização desportiva dos clubes?
• Qual a utilidade de construir um “super pavilhão” senão existe já modalidades à sua altura?
• A aposta na formaçãoé em vão? Ou apenas serve para aumentar as receitas?

      Em todo o caso, é continuar à apoiar o que temos e desejar que o Basket, Volei ou o Futsal voltem de novo ou sejam criadas – e que sejam equipas que diginifiquem as camisolas.
      Por isso em vez de criticar ou protestar é ir para o Dragão Caixa e gritar, cantar, sofrer e festejar por todas as nossas equipas seja qual for a modalidade (ainda mais quando se esta numa fase decisiva dos jogos europeus) …
      Mas aí é facil, basta seguir o exemplo da malta apelidada entre dragões ou tripeiros como os “Maluquinhos das Modalidades, essa malta representa o clube em todo o lado e são dignos do nosso agradecimento pelo trabalho e sacrificos que fazem pelo nosso Porto.
      Eles sim, são o verdadeiro adepto à Porto, que de manhã vai dar força ao pessoal do Hóquei, à tarde vai ter com a equipa de Andebol para lhes dar apoio e à noite acaba em pleno Dragão a gritar por mais um golo de Moutinho& companhia…

Por: João Serra (colaborador)

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Entre o Porto Europeu e o Decreto


      1.  A semana passada após uma grande exibição contra o Marítimo, ainda fomos a Kiev buscar o apuramento e uns milhões aos oitavos da champions e finalizamos tudo com uma vitória segura frente a uma Académica ultra motivada.
      A verdade é que esta época com mais ou menos qualidade o nosso Vítor pereira tem sabido puxar dos galões e tudo tem saído bem. Só falta um “exame final” ao Iturbe e acho que para o Natal o melhor é pedir ao nosso presidente que arranje um jardineiro de jeito ou então um novo relvado. Este relvado que temos não é de acordo com a qualidade da marca FC Porto e, também explica o porquê do mistério de sucessivas lesões dos nossos jogadores.
      Mas verdade é que são poucas as equipas desta Europa a classificarem-se em apenas 4 jogos para os oitavos de final da Champions e, ainda mais quando somos a única equipa invicta na Europa dos melhores!
      Porém o melhor é continuar (a sonhar) com os pés no chão, por isso vamos guardar os elogios para o fim (que isso de festejar antes do tempo e dos títulos chegarem é coisa de lampião.
Porém não vamos esquecer o que disse Vítor Pereira, que ainda não tínhamos nada do que és capaz de fazer. Ficamos assim à espera...

      2.  Mas a semana passada no mundo do futebol esteve ainda em discussão a imposição pelo Decreto-lei 216/2012 do fim do policiamento obrigatório nos jogos de futebol do escalão juvenil e inferiores. O que levou a associação de futebol de Lisboa a cancelar todos os seus jogos distritais, em jeito de greve.
      Ao que parece a situação foi resolvida provisoriamente com a aplicação de um regime transitório até ao final da época. Porém os problemas que este Decreto provoca apenas foram colocados em pausa, pois para o ano com a sua entrada em vigor total esses problemas vão surgir de novo.
Mas toda a história desta semana atrás do decreto fez me pensar alguns pontos curiosos:
 -Será que quem fez a lei não conhece a realidade do futebolü português? Pois pensar que violência e tensão só estão presentes no futebol profissional é de alguém que nunca foi ver um jogo das camadas jovens.
 -Qual
a utilidade da lei? Redução de custos? Acho que não, o encargo policial é uma parte paga directamente pelos clubes e outra parte paga indirectamente também pelos clubes.
 -Para o ano vou gostar de ver como será os jogos entre as das
ü camadas jovens do FCP e 5LB ... Pois a presença de polícia sempre era uma forma de conter os animos.
 -Quem ganha com a lei? Os
ü policias perdem o bónus salarial, os clubes poupam um pouco mas perdem em segurança e, muitas vezes terão de recorrer a segurança privada para certos jogos.
 -E o porquê desta solução provisória e atrapalhada? A birra da AF Lisboa deu resultado, parece que ainda estão vivos alguns fantasmas daquele futebol oculto de 60 e 70.

      Porém uma coisa é certa, para o ano as autoridades e reponsáveis deste país não se podem queixar se ocorrer alguma desgraça!

      Em todo o caso, o que interessa é o jogo jogado!
      Por isso é bola para a frente e Porto (tri
)campeão…
 
Por: João Serra (colaborador)

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Venham mais 1000 !

      Desde já, o meu obrigado pelo trabalho do nosso presidente, Jorge Nuno Pinto da Costa, pela sua entrega de corpo e alma neste longos e eternos anos. Pois quem dizer que o Porto sem Pinto da Costa era um clube melhor, não estão só a mentir como a ofender toda a nação azul e branca.

      Por isso o meu desejo e pedido é que o Porto continue a seguir os seus pilares de rigor, disciplina, competência e paixão, logo que venham mais vitorias “cá dentro e cá fora” – porque todos nós queremos ganhar e foi isso uma das coisas que o nosso presidente nós ensino, foi a saber desejar sempre a vitória sempre e em qualquer altura. Mas não julguem que o Porto não era um clube que desejava a vitória, claro que o desejava como qualquer outro clube neste mundo. O que Pinto da Costa arquitectou uma cultura de nunca ter medo de querer ser “o maior”!

      Em todo o caso, hoje vou tentar fugir às patéticas e desacertadas comparações que por estes dias se tem feito entre o nosso Presidente e o chefe do bando da luz, algo que me repugna porque comparar Pinto da Costa a Vieira é o mesmo que comparar um engenheiro e um trolha – não faz sentido, pois entre um e outro a um fosso de vitórias, títulos, sabedoria e êxito. E para história vai ficar os números em 1000 jogos de Pinto da Costa de 723 vitórias, 184 empates, 92 derrotas, já para Vieira fica os 10 anos de êxito do Porto e de sucessos…

      Mas se há algo que eu gostei esta semana foi de após um susto contra o Estoril (que felizmente não se tornou pesadelo), de reunir a nação portista e, homenagear os melhores dos melhores. Foi uma festa à Porto, com qualidade, emoção e o concretizar do início do caminhar para tri. Porém algo que acho que devia ter sido mais destacado é o trabalho das modalidades, apesar de não ter sido um ano excelente (pois nem tudo deu certo em 2011/2012 como o Hóquei e o próprio Basket – mas isto é tema para conversa mais dilatada).

      A verdade é só uma, este fim-de-semana reforço mais uma vez o cunho e sucesso de Jorge Nuno Pinto da Costa na frente do agora melhor clube de Portugal “dentro e portas e fora de portas”, mas não me quero perder em adjectivos para qualificar o que já muito exaltaram ou louvaram, ao ponte de me parece já ser difícil e até impossível encontrar forma de elogiar aquele que se superou e colocou a nação portista no top – representando uma região e a oposição contra o centralismo que seca Portugal e as suas gentes. Posso assim dizer que Pinto da Costa não me inspira apenas como o number one mundial nas suas funções, também serve de exemplo cívico e honradez. Mas a sua arte é sem dúvida antever o que os outros só compreendem anos-luz depois, foi assim que com Pedroto iniciou o caminho a seguir, que contra as marés negativas tem conseguido escolher entre as piores ondas aquelas que iriam guiar o Porto ao top do futebol e desporto mundial.

      É ao Pinto da Costa Presidente e Homem que devemos não dizer obrigado pelas vitórias e marca FC Porto que fez surgir (pois ninguém o diz obrigado), mas sim devemos agradecer por tudo o que fez e esperemos que continue a fazer com a ajuda de todos nós. Pois como dizem os meus amigos do grupo de portistas intitulados Guerreiros da Invicta: “Não é tripeiro quem quer mas quem pode” – E ser dragão, tripeiro ou até andrade
é estar nos melhores momentos, mas também saber continuar a apoiar ou amparar nos momentos menos bons.

      Parabéns Jorge Nuno Pinto da Costa! Venha mais mil jogos se faz favor!
Por: João Serra (colaborador)