A vencer desde 1893

terça-feira, 14 de maio de 2013

A batalha final

      E depois de tanto lutarmos, eis que chega no domingo ao fim o campeonato nacional 2012/2013. As boas notícias é que estamos em primeiro lugar e a depender de apenas de nós para chegar ao Tri. As más, são que temos o jogo mais difícil da época, não podemos contar com o Fernando que é só o ponto de equilibrio da nossa equipa e ainda por cima vamos jogar contra um adversário que tem apenas uma derrota em sua casa para o campeonato. Razões mais do que suficientes para sabermos que isto ainda não acabou. Respeitamos muito o Paços de Ferreira e vamos ter de estar ao nosso melhor nível para conquistarmos os três pontos.
 
      Hoje o treinador do Paços de Ferreira, Paulo Fonseca, veio dizer que vai pedir aos seus jogadores para ganharem, como sempre faz em qualquer jogo. E nem nós estavamos à espera de outra coisa. Sabemos bem que este jogo de fácil não tem nada e mesmo que fosse com o último classificado da liga ia ser sempre difícil, porque é o último. E já diz o povo que o fim é sempre o que custa mais. É verdade. Mas nós acreditamos no Porto e na nossa equipa. Esta equipa agora que tem o pássaro na mão não o vai deixar fugir. Estamos demasiado perto para deixar fugir o Tri. Mas a verdade é que no domingo, tudo pode acontecer. E se ao fim dos 90 minutos dermos tudo e deixarmos tudo em campo e se isso não for suficiente, paciência. Lutámos até ao fim e isso foi o que sempre exigimos a esta equipa. Mas eles não nos vão deixar ficar mal, porque nunca deixam. E parece-me que os deuses do futebol este ano estão conosco :) Força Porto! Só falta uma batalha e juntos... vamos conseguir!

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Quem diria...


      Quem diria até à pouco mais de uma semana que por esta altura as coisas estariam como estão. Quem diria que o Kelvin ia marcar um golo decisivo com uma assistência do Liedson. Quem diria que ainda iamos ver um Jesus idolatrado por milhões de benfiquistas cair de joelhos no Dragão aos pés da nossa equipa. Quem diria...
 
      Quando vejo os jogos no Dragão com o Benfica, vem-me logo à ideia aquela frase que diz: são onze contra onze e no fim ganha a Alemanha" mas neste caso com a palavra FC Porto. O complexo de inferioridade atinge níveis elevadíssimos assim que a equipa do Benfica pisa a relva do Dragão. Está no subconsciente da equipa, da estrutura e da direção. Por isso, é que quando ouvia muita gente a dizer que este ano, a festa do título era no Dragão, esboçava aquele sorriso de alguém que tinha toda a confiança que isso não era possível de acontecer. É que o Benfica simplesmente não consegue atingir esse patamar. Não porque não tenha qualidade suficiente para vencer o FC Porto no Dragão mas sim porque o medo de perder é sempre superior à vontade de ganhar.
 
      A vitória nos instantes finais foi feliz, sim. Sem dúvida. Basta pensarmos apenas que, no caso do Izmaylov não ter visto o 5º amarelo no jogo anterior, provavelmente era convocado no lugar do Kelvin ou então que a estranha decisão de não convocar o Atsu fosse determinante para estar um miúdo chamado Kelvin no banco. Mas o futebol é isto mesmo. É esta a magia do futebol. E depois quando só há uma equipa que quer ganhar é justo que os deuses do futebol também dêem o seu contributo.
 
      Agora sim, vem aí o verdadeiro jogo do título. Mas dele, falamos amanhã.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

É agora !


      Por estes dias, já não se fala de outra coisa. O Porto x Benfica deste sábado é o tema preferido de todas as conversas. Há quem lhe chame o jogo do título. Eu espero bem que não, porque só há uma equipa para quem, este, pode ser o jogo do título. Mas como eu acho (naturalmente) que ganhamos no Dragão, para mim o jogo do título é em Paços de Ferreira. E espero bem que assim seja.
 
      O jogo no Dragão com o Benfica é importantíssimo nas contas finais do título, uma vez que é a nossa grande e última oportunidade de voltarmos ao 1º lugar do campeonato. Mas o jogo do título, esse, espero que esteja marcado apenas para o próximo fim-de-semana em Paços de Ferreira, que vai ser um jogo muito complicado para nós, principalmente se o Paços não garantir já nesta jornada o extraordinário feito de alcançar o 3º lugar e o direito de jogar as pré-eliminatórias da Champions. Seja como for, vai ser sempre um jogo muito difícil para o FC Porto, mas esperamos todos que consiga sair vencedor destes dois últimos jogos.
 
      E é isso mesmo. O TRI que parecia estar já morto e enterrado para alguns, está agora (imagine-se!) à distância de (apenas) dois jogos e duas vitórias. Tão simples como isso. Ganhamos dois jogos e somos Tricampeões. Até parece fácil, mas não é. Nós não festejamos nada antes de tempo. Agora como é óbvio, estamos muito confiantes porque apenas dependemos de nós. E quando o Porto depende apenas de si, nos jogos cruciais não costuma falhar. Mas a bola é redonda e no futebol, tudo pode acontecer. Estamos muito confiantes mas nada mais do que isso.
 
      E o que esta semana, onde se fala deste jogo em tudo o que é canal de televisão e em todos os programas desportivos, foi curioso verificar foi o facto de todos os ex-jogadores do FC Porto convidados para opinar sobre este jogo, terem todos o mesmo discurso: "A mentalidade daquele clube [FC Porto] é sempre a vitória. Quem trabalhou naquela casa, sabe que é sempre pra ganhar". E isto foi comum a todos eles. É realmente algo, que apesar de não ser novidade para nós portistas, sabe sempre bem ouvir e nos enche ainda mais de orgulho.
 
      Agora é aquela fase em que se vai começar a falar do árbitro escolhido (dizem que é o Proença). Era o último nome que eu queria ouvir e acho que, a confirmar-se, é uma nomeação bastante infeliz. Mas já nem quero saber. É ir p'ra cima deles e mostrar-lhes quem é o melhor e quem manda no Dragão. Força Porto !

terça-feira, 7 de maio de 2013

E o milagre aconteceu!


      Fez-se justiça! Foi este o meu primeiro pensamento mal acabou o jogo de ontem na Luz. E assim está bem. É mais do que justo que este campeonato seja discutido num jogo onde se defrontam as duas equipas mais regulares e que cedo se destacaram na frente do campeonato e que lutaram taco-a-taco até ao fim. Mas isto só foi possível graças a um Estoril que provou em campo que afinal não eram favas contadas, e é por aqui que eu gostava de começar.
 
      Ontem na Luz, assistimos a mais do mesmo, ou seja, a um Batista disfarçado de Capela. Quem estava a ver o jogo, ficou com a sensação ao intervalo de que não havia nada a fazer. Mas eis que surge um super Estoril na 2ª parte, disposto a ganhar o jogo (e bem que o merecia). Foi uma equipa que aguentou muito bem os primeiros 15 minutos de grande pressão e que depois mostrou uma grande personalidade e um grande futebol na Luz. E se pensarmos que esta é uma equipa que subiu este ano de divisão e que está à beira de conquistar um lugar europeu, só me resta dizer uma coisa aos jogadores do Estoril e ao seu treinador Marco Silva: RESPECT!
 
      Confesso que ainda não consegui deixar de sorrir desde ontem à noite. É que agora, o TRI está mais próximo do que nunca, contra todas as espectativas. E bastou um jogo para que o Benfica passasse de super favorito e de campeão inevitável a "pois... isto agora está complicado". E que prazer isto nos deu a nós portistas. Era vê-los a festejar na Madeira como se fossem campeões, era a imprensa a elevar o Benfica e Jesus ao estrelato e de repente o ciclista escorregou em cima da linha de meta.Agora até a renovação com o Jesus se põe em causa. E esta, hein? Mas agora que o jogo decisivo é no Dragão, Vitor Pereira e os seus jogadores têm aqui o jogo da vida deles.
 
      É que o Vitor Pereira foi, curiosamente ou não, o primeiro a deitar a toalha ao chão. Agora uns dirão que era um "mind game" e não sei que mais, mas a verdade é que o nosso treinador, por mais inacreditável que pareça, desistiu mesmo antes do fim. E prova disso mesmo é o discurso no fim do jogo com o Nacional, onde foi "obrigado" a mudar de discurso porque no Porto, nunca se desiste de nada, muito menos quando ainda é possível.
 
      Agora, o nosso treinador que tanto se queixou de tudo e de todos, só tem uma coisa a fazer: ganhar! Agora não há desculpas, não há limpinhos nem sujinhos. É a grande oportunidade que tem de mostrar que o Porto é realmente melhor e de provar isso em campo. É que este jogo, está longe de ser só um jogo de futebol. O Porto tem de deixar tudo em campo, porque mais do que um campeonato está em jogo o nosso orgulho de não deixarmos o Benfica fazer a festa em nossa casa. E o jogo de sábado no Dragão, tanto pode ser sensacional como desastroso. A barreira entre uma coisa e outra é muito ténue, por isso mesmo (e como se costuma dizer na minha terra) joguem à bola!

domingo, 5 de maio de 2013

terça-feira, 30 de abril de 2013

Os nossos e os dos outros


      Mais uma jornada terminada e a mesma distância pontual. E a cada jornada que passa, o sonho do TRI começa a ficar cada vez mais distante. Mas eu sou daqueles que só gosta de desistir no fim...
 
      Mas hoje queria falar de duas coisas que me preocupam neste momento. É óbvio que esta situação complicada que vivemos no campeonato, muito se deve a este senhor bom (de)mais que está na imagem. Bastava uma arbitragem normal e neste momento o jogo do título estava marcado para a penúltima jornada no Dragão. Mas estes são os erros dos outros a que somos alheios. Hoje queria concentrar-me mais nos nossos.
 
      Não é novidade para ninguém se disser que neste momento o Porto está a jogar pouco. É verdade que normalmente domina os jogos, tem uma posse de bola esmagadora mas depois não consegue traduzir isso em futebol espetáculo e oportunidades claras de golo. Isto já para não falar do fantasma das grandes penalidades que este ano paira no Dragão e que contribuiu de forma decisiva para estarmos na posição em que estamos. Agora que ninguém se atreva a culpar o Jackson no caso de perdemos este campeonato. É verdade que falhou dois penaltis que nos tiraram 4 pontos, mas em boa verdade, foram os guarda-redes que os defenderam. E mesmo que assim não fosse, era uma tremenda injustiça culpar um jogador que nos deu tantos outros pontos e tantas alegrias esta época...
 
      Outra situação que não existe no futebol a este nível é o facto de não haver soluções para posições chave do plantel. Não consigo perceber como é que o Porto se sujeita a jogar quase metade da época apenas com o Danilo para a posição de defesa direito e o Alex Sandro na ala esquerda. Por acaso nenhum deles se lesionou de forma grave. Por acaso não fomos mais longe na Champions. Mas pode uma equipa de topo ter apenas um defesa direito e um defesa esquerdo durante grande parte da época? Isto já para não falar do que a falta de concorrência faz aos jogadores. É que jogo após jogo, ambos sabiam que iam ser titulares e portanto não tinham de mostrar grande coisa nos treinos nem grande empenho. É a acomodação total. E nem me venham falar do Maicon e do Mangala como alternativas... Enfim, é mais uma daquelas coisas que não dá para perceber. E hoje fico-me por aqui.