A vencer desde 1893

segunda-feira, 22 de abril de 2013

O Polvo


      Todos ainda nos lembramos de quando o jovem de 21 anos Fernando Francisco Réges que custou uns meros 700 mil euros, foi escolhido por Jesualdo Ferreira para substituir o até ai insubstituível Paulo Assunção. Não foi necessário esperar muito para o publico do Dragão se esquecer do foragido Assunção. Iiniciava-se assim o reinado do Polvo no meio campo do Porto. Passados mais de 5 anos, Fernando viu sair e entrar novos colegas e jogadores como Souza, Bolatti e até Guarin apontados como sucessores do "pivô" do meio campo do Porto nunca tiveram espaço nessa posição.

      Fernando é assim o jogador mais regular e importante do esquema do Porto, da mesma forma que seca os ataques e movimentos dos adversários também seca a concorrência. Ao longo das ultimas épocas, o Porto teve jogadores de grande destaque, como Lisandro, Falcão, Martinez, Lucho, Meireles, Moutinho, Bruno Alves, Quaresma, Hulk e entre outros. Mas não é por acaso que Fernando, por vezes esquecido, é um dos mais antigos do nosso actual plantel - é uma espécie de pilar que já sustentou três gerações vencedoras do FC Porto.

      A fama de Fernando talvez tenha ficado escrita, quando este se deparou com a missão de conter o ataque do Manchester United – liderado, na época, por Cristiano Ronaldo e Wayne Rooney – nos quartos de final da UEFA. Champions League de 2009. A sua falta de experiência, no entanto, não se fez notar, apesar da eliminação da prova, o seu vigor físico invejável na marcação dos astros rivais e a óptima protecção à defesa renderam elogios e Fernando passava a ser para a nação portista totalmente indispensável.

      Mas embora tenha uma grande visibilidade na Europa, Fernando nunca teve esse eco no seu país. Algo estranho, dado que quem olha para o plantel da selecção brasileira rapidamente percebe que apesar da grande qualidade ofensiva dos seus jogares falta um equilibro, ou seja um meio-campo duro que seja a base dos ataques e que seja a protecção da defesa. Falta um jogador como Fernando, alias Fernando é provavelmente o único jogador brasileiro com essas qualidades a jogar ao alto nível.
Como espectador de futebol, parece me que o sucesso do Brasil em 2014 tem de passar por Fernando, o Brasil precisa de alguém para fazer o "trabalho sujo", de limpar a zona a frente da defesa e permitir lançar o ataque da equipa. O Brasil já tem muitos artistas capazes de continuar o "futebol bonito" característico das suas equipas, mas não tem nenhum com a capacidade de jogar duro frente a defesa, ocupar os espaços, roubar a bola rapidamente e eficazmente e oferecer a bola aos colegas de equipa para iniciarem o ataque.

      Porém, uma coisa é certa não há duvida que Fernando é um dos melhores um dos melhores jogadores do FC Porto, apesar de não ser o que mais aparece no jogo, a sua função é essencial (é de louvar a forma como se sacrifica pela equipa). Por isso achei importante fazer-lhe um post dedicado em exclusivo, pois o que ele faz em campo são poucos a conseguir e fazer e muito menos fazer bem. Ainda mais quanto tem sido o jogador em destaque nos últimos jogos, sempre em cima do adversário e no apoio ao ataque, tem sido o pilar da equipa. Por vezes, a nação portista fica de cabelos em pé com declarações do Polvo a sonhar com a saída para outros campeonatos. Mas é algo que não se pode condenar, é a condição actual do futebol mundial, só seria de condenar se o jogador amua-se como outros. Mas não, Fernando tem sido um grande profissional...

      Desta feita, aqui fica o meu agradecimento a Fernando, pois desde 2009 os títulos da vitrine do estádio do Dragão tem todos a sua marca. Acho mesmo que foram os 700 mil euros mais bens investidos pelo FC Porto.
Espero assim que nestes, últimos 4 jogos que faltam o nosso Polvo esteja em forma e com todos os seus tentáculos em acção, para lutar com os seus companheiros para levar a nação azul e branca ao tri!
 
Por: João Serra (colaborador)

sexta-feira, 19 de abril de 2013

This Is It !


      É agora! Com cinco jornadas para disputar até ao final, as grandes decisões da época jogam-se agora. É certo que infelizmente (ainda) não depedemos apenas de nós para conquistar o TRI. Mas continuo com a ideia de que se o FC Porto ganhar os próximos cinco jogos é campeão. Este é um Benfica que vem perdendo gás de jogo para jogo e o último jogo na Luz com o Paços de Ferreira é prova disso mesmo. É certo que o resultado da primeira mão ajudava, mas não os estou a ver a chegarem ao Dragão com estes 4 pontos de avanço. E isto é mais que uma fé. É uma convicção forte. Mas se chegarem, então resta-nos o orgulho de evitar os festejos em nossa casa...
 
      Por esta altura do campeonato, já não vale a pena discutir jogadores, táticas e treinadores. Agora já chega. Agora é tempo de nos unirmos e puxarmos todos para o mesmo lado. O TRI está à distância de um empate do nosso rival e as nossas forças têm de estar todas com aquipa. Vá, se calhar podemos tirar um bocadinho dessas forças para dar ao Sporting, ao Marítimo ou ao Estoril porque também precisamos deles. Mas tirando isso, o foco principal está com a nossa equipa. São quinze pontos que temos de conquistar até ao fim e se chegarem para festejarmos mais um campeonato, ótimo. Se não chegar, paciência. É levantar a cabeça porque p'ró ano há mais...
 
      Mas até isto acabar, não desistimos. Somos Porto e no fim fazemos as contas. Força equipa! Força Porto!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Ainda o caso Abdoulaye


      Ponto prévio. O facto de termos perdido a Taça da Liga enquanto troféu, não me aquece nem arrefece. É um título oficial, sim é verdade. Mas o mais importante no jogo do passado sábado era a vitória numa final e não o troféu em si.
 
      Posto isto, como em todos os jogos, o FC Porto tem de entrar sempre para ganhar. E para ganhar é preciso jogar com a melhor equipa para aquele jogo e para aquele adversário. E o Vitor Pereira cometeu um erro colossal, quase de amador, em pôr um jovem sem experiência e, na minha opinião, de qualidade duvidosa, como titular nesta final.
 
      Já me têem dito, ah agora é fácil falar e tal... mas para mim, mais fácil era prever que a titularidade do Abdoulaye até podia correr bem, mas tinha tudo para correr mal. Então o treinador vê-se forçado a tirar o jogador na meia-final com o Rio Ave ao intervalo para poder ganhar o jogo e depois volta a apostar nele como titular numa final? E mais. Poucos dias antes, este jogador entrou na 2ª parte do jogo para o campeonato com o mesmo adversário e foi a desgraça que se viu. Não consigo perceber... ou melhor até consigo perceber o que passou na cabeça do treinador. Segundo as regras da Taça da Liga, o FC Porto tinha de começar obrigatoriamente o jogo com dois dos seguintes três jogadores: Abdoylaye, Moutinho e Castro. Dois deles tinham obrigatoriamente de jogar pelo menos 45 minutos. É a (triste) realidade. O Porto não tinha mais formação/jogadores portugueses disponiveis, o que me preocupa obviamente. Mas isso dava para uma outra conversa...
 
      E aqui havia duas opções. Aquela pela qual optou o nosso treinador e a de deixar o Lucho no banco e começar com o Castro, que seria aquela que eu teria utilizado. Aliás disse-o antes mesmo do jogo começar. Eu percebo que o Lucho é o capitão e é dificil deixar um jogador desta importância no banco, ainda para mais numa final. Mas se a alternativa era o Abdoulaye a titular, então nem pensava duas vezes. Se juntarmos a tudo isto a constante insistência da aposta no Defour como extremo, o cenário então, não podia ser pior. E se as hipóteses do Vitor Pereira continuar no FC Porto já eram muito poucas, agora resume-se a nenhuma. E ainda bem, dizemos nós!

sábado, 13 de abril de 2013

Pudera...


... se não dão tudo no campeonato, vão dar onde? Podemos é já ir tarde agora... se calhar pensavam nisso antes, não ?

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Sim, ganhámos ao Braga. Mas...


- Podiamos não ter ganho. É verdade que foi uma vitória justíssima frente a um adversário que se diz de Champions mas que afinal se comportou como tantas outras equipas que vêem ao Dragão e que lutam para não descer de divisão. Seja como for, neste momento não se vê uma equipa do FC Porto como por exemplo já se viu esta época, com uma atitude de campeão. Parece que há uma era antes do jogo no Dragão com o Málaga e uma era depois do jogo em Málaga. Aliás, esse jogo no Dragão foi talvez o último onde o FC Porto esteve ao seu melhor nível. E depois ainda há quem se admire de ouvir assobios e não goste. Pois é! Mas nós adeptos também não gostamos de muita coisa e temos todo o direito de assobiar quando se vê que a equipa não joga o que deve. Ainda para mais quem paga bilhete e vai ao estádio. Esses então têm o direito absoluto de manifestar o ser (des)agrado ou nao! E há jogadores que até pelos anos que já levam de casa, deviam perceber melhor isso...
 
- O Defour jogou (mais uma vez) como falso extremo esquerdo. É impressão minha ou a coisa nunca correu bem com esta insistência do Vitor Pereira em pôr o Defour nesta posição? Talvez a exceção seja feita ao jogo na Luz, mas aí os indices motivacionais estão no auge e na Luz quase tudo resulta bem para os nossos lados. De resto só Vitor Pereira consegue ver o Defour como uma solução para aquela posição. É certo que o Varela estava lesionado, o Izmaylov castigado, o Atsu vinha de lesão, que o Kelvin não tinha ritmo competitivo e o Sebá ainda não pode ser opção para jogar a titular na equipa principal. Mas neste jogo, lembrei-me por exemplo, que o Jesus esta época quando precisou, jogou um jogo na Madeira para o campeonato com o Urreta a titular. E este jogador ainda não tinha feito um minuto sequer no campeonato e até marcou um golo e tudo. E por vezes há que arriscar um bocadinho e correr riscos, porque o Defour não é extremo nem nunca vai ser. Por isso, arranjem-se soluções!
 
- O Kelvin não pode ser a solução. É verdade que a aposta não podia ter corrido melhor ao Vitor Pereira. Mas com o jogo empatado e o FC Porto a precisar a todo o custo de vencer o jogo, a solução não pode passar pelo Kelvin. Correu bem desta vez, mas não vai correr sempre. E aqui temos de voltar a falar da alternativa que não existe ao Jackson...
 
- O Liedson não entra neste filme. Se dúvidas ainda houvessem que o Liedson poderia ainda ser uma solução para este campeonato e para quando as coisas estivessem complicadas, essa teoria caiu por terra na passada segunda-feira. Liedson é um corpo presente no banco de suplentes e nada mais. Não sei de quem é a culpa, mas a verdade é que voltamos, mais uma vez, a não ter uma alternativa para a posição de ponta de lança. E assim é complicado... O treinador disse há dias que "o Liedson ainda nos vai ajudar". Mas só se for fora das quatros linhas, porque dentro não deve ser de certeza, uma vez que o próprio Vitor Pereira já deixou bem claro com as suas opções que não conta com ele.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Vitor Pereira e as contas para o TRI


      A seis jornadas do fim do campeonato, começa a faltar tempo ao FC Porto para se aproximar do primeiro lugar e o consequente TRI. Mas vamos a contas.

      É óbvio que neste cenário, qualquer perda de pontos do FC Porto até ao fim destas seis jornadas implica o adeus definitivo ao campeonato. Por isso e feitas as contas, esperamos que 78 pontos sejam suficientes para garantir mais um título de campeão nacional. Mas para isso, precisamos (apenas) de um empate do Benfica num dos cinco jogos que faltam para o fim, descontando o jogo no Dragão que obviamente tem que ser ganho por nós tal como todos os outros.
 
      Ora o calendário do Benfica para além do jogo do Dragão na penúltima jornada, tem uma deslocação a Olhão, depois recebe o Sporting na Luz, vai à madeira jogar com o Marítmo, recebe o Estoril antes do Dragão e acaba o campeonato na luz frente ao Moreirense. E não é preciso perceber muito disto para sabermos que só há duas hipóteses do Benfica perder pontos: ou na Luz com o Sporting ou então na Madeira. E com estes dois jogos a serem disputados nos fins-de-semana de 21 e 28 de abril a conclusão de tudo isto é a seguinte: Se o Benfica terminar o mês de abril com estes 4 pontos de avanço é campeão, porque em Olhão, com maior ou menor dificuldade, ganham o jogo e o Estoril também não levanta grandes problemas na Luz.
 
      No meio disto tudo, voltamos a estar dependentes de terceiros para sermos campeões. Uma situação que aliás já aconteceu o ano passado. Ou seja, se Vitor Pereira for bicampeão no FC Porto fica sempre a sensação que é mais por demérito dos outros do que propriamente por mérito próprio, apesar desta ser uma visão algo discutivel, uma vez que no fim é que se fazem as contas.Mas seja como for, creio que Vitor Pereira está a fazer os últimos jogos como treinador do Porto. Seria uma enorme surpresa para a grande maioria de nós adeptos se Vitor Pereira for treinador do nosso clube na próxima época. É um treinador que já provou que não tem estofo para treinar uma equipa como a nossa, mas vamos deixar isso para um próximo post... e ou muito me engano ou Leonardo Jardim é o senhor que se segue...

segunda-feira, 1 de abril de 2013

A hora dos menos utilizados


      Quarta-feira, o Dragão abre as suas portas para receber um jogo que vai começar e acabar em plena luz do dia, coisa rara nos tempos que correm. Em jogo da 2ª meia-final da Taça da Liga, o FC Porto recebe o Rio Ave, dia 3 às 16.45h.
 
      E este jogo, apesar de dar acesso a uma final, deve ser encarado como um troféu que não salva época nenhuma e que vale o que vale. Contudo, o FC Porto deve entrar para vencer todas as competições e a Taça da Liga não é exceção.
 
      E é um jogo que deve ter (finalmente) o Liedson a jogar de inicio e é uma boa oportunidade para percebemos todos, se o agora camisola 19, ainda consegue resolver alguma coisa. Além do Levezinho, jogadores como Castro, Defour, Maicon e Fabiano devem também fazer parte das escolhas iniciais de Vitor Pereira, até porque a Taça da Liga deve servir para os menos utilizados mostrarem serviço e para fazer descansar tem mais tem jogado. E o próximo jogo para o campeonato tem um adversário chamado SC Braga e a margem de erro já não existe pelo que convém ter as principais figuras bem fisicamente depois das últimas duas semenas com deslocações longas ao serviço das várias seleções.
 

sexta-feira, 29 de março de 2013

Procura-se vontade de vencer!


      Depois desta pausa de 15 dias para os compromissos das seleções voltam os jogos do campeonato e com eles, as grandes decisões do título deste ano.

      O adversário desta jornada é a Académica, o jogo é em Coimbra e o treinador é Pedro Emanuel. E não é preciso recuar muito no tempo para percebermos que a tarefa não é fácil. É um adversário que precisa de somar pontos para fugir aos últimos lugares da tabela e que tem uma boa e bem orientada equipa, com alguns jogadores evoluídos tecnicamente. Quanto ao Porto, só a vitória interessa e não tem mais margem para errar.

      Neste jogo e apesar da longa distância entre Portugal e a Colômbia, James e Jackson vão ser titulares no ataque e devem ter a companhia de Izmaylov que aproveita assim as lesões de Varela e Atsu para voltar à titularidade. Moutinho jogou todos os minutos possíveis e se nada de estranho se passar também entra nas contas do onze titular. E é curioso verificar que Jackson em forma não tenha somado um minuto sequer na sua seleção e Moutinho, longe dos 100% da sua melhor forma, jogue todos os minutos possíveis. Coisas de treinadores...

      Mas o que realmente nos importa e o nosso maior desejo neste momento é realmente que esta paragem de 15 dias tenha feito bem ao FC Porto. Depois de uma fase negativa nos últimos jogos, com exibições más e resultados também pouco animadores, é preciso voltar a querer vencer e a dar tudo em campo, porque isto ainda está longe de estar resolvido. Força Porto !

segunda-feira, 18 de março de 2013

C'um carago! Joguem mas é à bola...



     Após o sucedido neste domingo confesso que só encontro uma expressão para expressar o que me pareceu que foi esta semana: C'um Carago!

     Ainda mais quando após dois jogos que no critério do FC Porto são uma vergonha, pois uma equipa do Porto não se pode deixar levar por ambientes de adeptos de equipas que representam muito pouco no futebol e muito menos após um resultado negativo para as contas do titulo (mesmo se o campo de jogo mais parecia uma selva tal era o tamanho da relva do baldio onde o Marítimo joga) se justificar como “só faltaram os golos e que a atitude é de louvar”.

     Alguém de direito devia dizer ao Vítor Pereira que no futebol ganha quem marca golos, quem gosta de notas artísticas vê patinagem sobre o gelo ou mergulhos para a piscina.

     Eu sei que não se pode ganhar todos os anos, eu sei que não se pode fazer sempre grandes exibições, sei perfeitamente que esta época não é a pior, longe disso, em questões normais os pontos já conquistados  chegavam para ganhar. Porém no Porto ganhar não é o objetivo. É a única hipótese.

     Em todo o caso, o campeonato ainda está em aberto, (apesar de ao ver pelas imagens do fim do jogo  em Guimarães até tive de ir confirmar se não era a última jornada da época tal era a festa em campo de adeptos), porém eu como eterno crente acredito que ainda vamos ser (tri)campeões. Mas, por agora espero que amanhã quem encontre Vitor Pereira ou um dos seus pupilos, que lhes diga para ir  já trabalhar – porque a derrota no Porto não é admissível e quem perde, nem direito a passear deve ter (e quem acha isto um exagero pergunte as glórias azuis e brancas de 80 qual era o ambiente que viviam no Porto quando perdiam).

     Já sei, é verdade, estou irritado. Pior, estou triste. Mas eu (como muitos outros) sou Porto e não admito que profissionais que recebem salários milionários sejam incompetentes e muito menos aceito que no final de uma semana em que nada correu bem ainda digam que tivemos uma boa atitude em campo....
De boas atitudes e intenções está o inferno cheio! Joguem mas é à bola... 

Por: João Serra (colaborador)

domingo, 17 de março de 2013

O Comandante acredita e nós também !


Estamos numa fase em que nada nos corre bem, mas penso que esta paragem do campeonato para as seleções vai ajudar a fazer com que o Porto entre de novo no caminho do TRI.

Já não dependemos só de nós, mas continuamos a acreditar. Força Porto !

quarta-feira, 13 de março de 2013

P´ró ano há mais...


- Como é que o Defour é expulso desta maneira patética a um nível destes?

- Como é que se deixa um jogador como o Isco "à vontadinha" e sem nenhuma pressão no lance do primeiro golo?

- Como é que o Vitor Pereira vem dizer que se o James estivesse bem era titular e depois joga o Defour no seu lugar com o Atsu no banco?

- E pela mesma razão, se Moutinho também não estava em condições, porque é que foi titular?

- Porque é que o Varela ainda é titular?

- Porque é que o Vitor Pereira se "encolheu" e teve medo de ganhar?

.- Porque é que não estamos nos "quartos" ? Porque é dificil responder a tudo isto...

domingo, 10 de março de 2013

Afinal, Moutinho é possível em Málaga!


      Moutinho, que não participou no treino de ontem, deixando antever que seria difícil recuperar a tempo da Champions, participou hoje pela primeira vez no treino com toda a gente e a recuperação para Málaga é mesmo possível.

      Resta saber que indicações vai dar o médio no derradeiro treino de amanhã pelas 10h30 à porta fechada, para ficarmos a saber se Moutinho joga ou não em Málaga e se estará em condições para ser titular. Esperemos que sim. Força João !

sábado, 9 de março de 2013

Moutinho deve falhar o Málaga


      É a grande dúvida do momento: Moutinho recupera ou não para Málaga? E os sinais apontam quase todos para que Moutinho não entre nas contas de Vitor Pereira para o encontro da 2ª mão dos oitavos de final da Champions, em Málaga.

      Moutinho voltou a ficar de fora do treino de hoje e continua a recuperar de uma distensão na face posterior da coxa direita. E com apenas mais três dias para recuperar, parece ficar cada vez mais claro a cada dia que passa, que o camisola 8 vai falhar a 2ª mão, mantendo-se Defour como titular no meio-campo.

      Em sentido inverso, Mangala reapareceu no relvado e pode ser opção assim como James Rodriguez que, apesar de ter falhado o treino de hoje, tudo indica que tenha sido por mera precaução, uma vez que saiu do jogo de ontem com queixas no pé direito, mas que não o vai impedir de estar apto para ser titular em Málaga.

sábado, 2 de março de 2013

Um empate com sabor a derrota


     Sem atitude, não há campeões.

    O FC Porto entrou em Alvalade da mesma forma que já o vimos entrar noutros jogos deste campeonato. Lento, sem ideias e com um futebol desligado e sem chama. O nulo ao intervalo não surpreendia mas ficava a ideia que na segunda parte as coisas podiam ser diferentes. Pura ilusão. É verdade que na segunda parte o Porto fez mais pela vida, mas foi sempre muito inconsequente e nas poucas situações de verdadeiro perigo valeu o suspeito do costume- S. Patrício, que por acaso, nem deveria ter jogado este jogo mas já nem quero ir por aí...

      E desta vez nem no banco esteve a solução. Confesso que estranhei ver o James no banco e fiquei ainda mais chateado depois de ver a exibição do Varela e também do Izmaylov, apesar de ter gostado mais do russo do que do português. Para mim, Varela não tem espaço neste onze e com as entradas do James e do Atsu ganhei um novo ânimo e pensei que as coisas iam melhorar e que iamos marcar. Mas cedo percebi que esta não era a noite do FC Porto em Alvalade. E tirando o Helton e a espaços um Lucho, não se aproveitou mais nada. Maicon parece outro jogador desde que perdeu a titularidade para Mangala e dentro de campo faz pouco para provar que merece ser titular. De Varela já falei, Defour quase nem se viu ( Moutinho, recupera rápido!) Liedson já não resolve nada e hoje até o Jackson andou perdido em Alvalade...

     Seja como for, esta foi só uma noite má da nossa equipa. Vamos acreditar nisso, até porque dependemos apenas de nós para o TRI. Agora uma coisa é certa. É hora de acordar e de começar a dar tudo em campo, até porque o Porto desta noite e com esta atitude, de certeza que não chega ao fim do campeonato em primeiro.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Os "bês" só se for no banco de suplentes


      Jorge Jesus disse ontem que agora metade do Sporting é equipa B. Esqueceu-se foi que dos quatro jogadores da equipa B (e 4 é mais um terço da equipa do que propriamente metade) que jogaram os últimos 2 jogos, provavelmente nenhum será titular sábado em Alvalade. E no máximo, apenas o defesa central Eric Dier (ainda assim um grande jogador jovem por sinal e com grande potencial) pode eventualmente manter a titularidade, isto se Boulahrouz não recuperar até lá, o que até nem deve ser o caso.

      Ou seja, feitas as contas, o Sporting vai apresentar-se em Alvalade com 10 ou 11 jogadores da equipa principal, muito longe da meia equipa B anunciada pelo treinador em questão. O Sporting vai jogar com Patricio, Miguel Lopes, Dier/Boulahrouz, Rojo, Joãozinho, Rinaudo, Adrien, Capel, Labyad, Carrillo e Ricky van Wolfswinkel. 

      Não é que isto mude alguma coisa no único objetivo possivel do FC Porto que é, obviamente, vencer. Trata-se apenas de dizermos que o Sporting se vai apresentar na sua máxima força e não com meia equipa B. Ainda assim, é obrigatório vencer em Alvalade, seja com os "Ás" ou os "Bês", uma vez que ninguém está à espera que seja de outra forma. Somos favoritos e temos a obrigação de ganhar, ainda que seja um clássico na casa do adversário.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Porto vs Málaga: visto à lupa (Pós Match)


      Jogo de grande nível competitivo com grande ambiente (um aplauso para os adeptos do Málaga) marcado com domínio completo do FC Porto (que registou neste jogo números de domínio do adversário mais elevados nesta edição da Champions) e, carimbado com um triunfo justo e justificado dos pupilos de Vítor Pereira.
A história do jogo é assim simples: O jogo só teve um sentido, tendo o Porto sido quem jogou melhor e mais vez para ganhar, um marcador com outro sentido seria contrário à corrente do jogo.

      Em relação à forma como o Porto encarou o jogo é de referir o sentido de coletivo, a entrega em campo e a excelente organização demonstrada em campo. No fundo o Porto colocou em prática o favoritismo teórico que lhe era apontado, tendo a equipa jogado de forma inteligente sem deixar o seu ADN de lado.

      Temos ainda de destacar os seguintes factos como explicação para o sucesso neste jogo europeu:
  • Comportamento responsável e pragmático da defesa portista (em especial a dupla de centrais, onde Mangala cresce de jogo para jogo), nomeadamente nas saídas de bola, na subida em campo e no posicionamento defensivo (embora ataque do Málaga também pouco ou nada tenha incomodado);
  • Optima preparação da partida e leitura do jogo do Málaga, em especial o caso da pressão alta exercida sobre a equipa adversária foi fundamental para o domínio revelado. Onde neste campo se destaca João Moutinho e Fernando (a corresponder aquilo que já tinha referido anteriormente), a pressão que o Málaga sentiu desde a sua saída de bola da defesa não permitia o aparecer das suas habituais armas (velocidade e eficácia no passe e defesa a partir do meio campo) – no fundo o meio-campo da equipa espanhola conseguia (a todo o custo) parar as jogadas portistas, porém esse esforço dispensado a defender perante a pressão exercida pelo FC Porto entravava a sua criação ofensiva;
  • Trabalho de “formiga” de J. Martinez – não teve bem (nem espaço) para decidir com a bola nos pés, mas nunca deu descanso à defesa contrária e baixou as linhas, recuado em campo permitindo abrir espaços na defesa do Málaga (que corria atrás do 9 portista);
  • Dentro da excelente interpretação que o Porto fez do adversário que tinha na sua frente se destaca a procura de jogar no último terço do terreno para tentar entrar na área adversária pelo jogo das alas – colocando em check a defesa normalmente rígida e compacta do Málaga (impedido ainda que os seus extremos se pudessem aventurar no ataque dada a preocupação defensiva que lhes era colocada);
      Já do lado do Málaga nada fez de verdadeiro no sentido de contrariar a corrente do jogo que se viva no Dragão, a estratégia colocada em prática pela equipa da Andaluzia não teve os resultados esperados. Entraram em campo com a ideia que o jogo se devia e ia decidir em Espanha, preocuparam-se assim mais em não cometer erros e, para isso em apoiar o jogo coletivo esperando depois por contra-ataque rápido (que nunca saiu dado o papel de Fernando apoiado por Moutinho, Danilo e mesmo por Mangala e Otamendi).

      É certo que o Málaga (na versão milagreira de Pellegrini – como é referido em Espanha) é constituído por uma mentalidade típica do futebol italiano (clássico), apimentado com um toque de talento espanhol (caso dos desequilíbrios de Isco e Joaquin – sustentados numa boa qualidade tática). Porém frente ao Porto (não por seu demérito, mas mais mérito do Porto) cometeu muitos erros (algo não habitual), no fundo não soube ser inteligente a abordar o jogo e não conseguiu em qualquer momento capitalizar oportunidades no ataque.

      Contudo é uma nota positiva para a prestação combativa de Antunes (um português a dar cartas em Espanha), apesar de por vezes ter sido “poupado” pelo árbitro. Algo que também não resultou foi o posicionamento de Júlio Baptista e de Santa Cruz, acabaram por se perder (o primeiro não recuava o necessário em campo para vir buscar a bola e o segundo nem se viu em campo – esta dupla aposta de Pelegrini para o ataque da sua equipa nada significou em campo, a sensação é que terá havido uma preocupação especial para atacar os lances áereos e bolas paradas (interpretados pelo conjunto espanhol como o ponto fraco dos dragões).

      Nota ainda para comentar o golo solitário de João Moutinho (a par de Alex Sandro e Fernando o melhor em campo), como sendo fruto de uma grande jogada de Alex Sandro acompanhada de uma brilhante finalização. Em relação a uma possível posição irregular de Moutinho, parece-me que é sem dúvida uma joga duvidosa - o fora-de-jogo só é determinado em absoluto (até aí as repetições com bola corrida não era conclusivas) com a imagem parada num ângulo que nenhum árbitro em campo tem visão para tal. Desta forma, é justificado o “deixar jogar” do árbitro na medida que em caso de dúvida deve-se decidir em nome do futebol – ou seja em nome de quem ataca. Por outro lado, o resultado para o exibido em campo peca por pouco, sendo talvez o único ponto positivo que o Málaga obteve do jogo (merito do trabalho (exclusivamente) defensivo dos seus jogadores, que não permitiram aos jogadores portistas acrescentarem ao seu domino o equivalente em ocasiões de golo).

Perspetivas para a 2ª parte da eliminatória (2ª mão)

      Vai ser um jogo muito mais complicado em relação ao que ocorreu no Dragão, o Málaga não vai querer sair da sua estreia na Champions sem mostrar o seu valor – vai ainda tentar responder às críticas da impressa espanhola que apontam a exibição do Málaga no dragão como a pior da época (possível sinal de falta de experiência).

      O Málaga junto do seu público deverá ser uma equipa muito mais batalhadora e agressiva na procura da bola, será assim normal que em relação ao jogo da 1ª mão as suas linhas estejam mais subidas e que exista uma aposta na velocidade do seu jogo (podendo o Porto tirar proveito disso).
Será assim um jogo de futebol de elevado nível, onde o Porto não poderá entrar em campo a pensar no que fez na 1ª mão, não devendo cometer erros e atacar com precisão em especial no último terço do campo e, parece-me que Fernando vai ser (ainda mais) uma peça determinante.

      No fundo terá de seguir o conselho do seu El Comandante: “Ser uma equipa inteligente”…

Por: João Serra (colaborador)

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

FC Porto domina e Moutinho resolve!


      Quando o jogo é de campeões, eles mostram-se ao Mundo!

      Metade do trabalho está feito. Agora há que garantir os "quartos" em Espanha. E a jogar assim, ninguém duvida que o FC Porto vai estar nas 8 melhores equipas da europa. Grande jogo, grande Porto!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Porto vs Málaga: Visto à lupa (Antevisão)


     
      É já esta terça-feira que o FC Porto passado dois anos volta a jogar os oitavos de final da Champions e, logo contra a equipa sensação da prova. Em teoria o Porto pela sua experiência, historial e prestígio é o favorito, porém favoritismos à parte (pois no futebol o favoritismo nada vale, tem de ser provado em campo) espera-se um jogo equilibrado entre duas das equipas que registaram na fase de grupos as melhores performances.É assim importante não subestimar o adversário e ter em conta que tem equipa para criar problemas ao bicampeão nacional.

      A principal preocupação de Vítor Pereira será a de estacar o meio-campo do Málaga no apoio deste ao seu ataque e nas suas saídas para o ataque – Fernando e João Moutinho serão determinantes para tal tarefa.
Dentro desta lógica, parece-me que a equipa que conseguir apanhar as segundas bolas será aquela que vai conseguir tomar conta do jogo – tendo em conta o plantel do Porto e Málaga será fundamentalmente um duelo de meio-campo.

      Em relação aos pontos fortes do Málaga devem ser referidos os seguintes ater em conta:
  • Isco é o jogador revelação (é a figura do Málaga e uma das revelações na Europa deste início de época). É o motor da equipa na “criação do seu jogo”, mas também o seu melhor marcador – finaliza o que os colegas da frente não aproveitam – por outro lado leva muitas vezes a que o jogo se centralize em si, o que abre espaços para outros colegas.
  • A velocidade e liberdade de Joaquin, acaba por impedir que o jogo do Málaga não afunile apenas para o centro e se abra para as laterias. (Trabalho esse também realizado pelo lesionado Eliseu)
  • Grande eficácia do passe (exemplo da boa visão de jogo) de jogadores como Iturra e Portillo – importantes no seu trabalho duplo de defender/pressionar à frente da sua defesa e de permitir o contra-ataque rápido.
  •  Defensa sólida e consistente e organizada, preocupa-se em defender (deixando o ataque para os homens da frente), daí que os seus laterais só avançam no terreno de jogo sempre com muita moderação. A defensa do Málaga é responsável por manter a equipa organizada e equilibrada (porém nem sempre funciona bem a jogar sob pressão alta), é ainda de destacar as exibições positivas do seu guarda-redes nos últimos jogos.
  • Cuidado com as bolas paradas - de destacar Demichelis como a principal ameaça no jogo aéreo e o posicionamento matreiro de R. Santa Cruz e de Saviola.

      Do lado do Porto, os jogadores que muito provavelmente se vão destacar e que vão ter o papel mais predominante ao longo da partida serão como já foi referido Fernando e João Moutinho - o primeiro no seu habitual papel de “bombeiro” (de parar a transição ofensiva da equipa adversária e de fazer o primeiro passe para o ataque do Porto, vai ser um jogo para o Polvo agir com todos os seus tentáculos), em relação a João Moutinho vai ter de ir apoiar Fernando nas suas tarefas (nomeadamente nos cuidados a ter com Isco) e vai ainda ser fundamental em lançar ritmo do ataque azul e branco.
Já em relação ao papel de Lucho, parece-me que este terá uma função idêntica à que teve na Luz, de ser a primeira linha no apoio a Jackson e de pressionar a saída de bola do Málaga. O seu posicionamento será importante para alargar as linhas e posicionamentos do Porto ao longo de todo o campo – criando ideia de domínio do Porto nos espaços de forma a cortar a visão e leitura de jogo por parte do Málaga (neste papel de pressionar alto o Málaga em sair a jogar inclui-se todo o ataque do Porto – J. Martinez, James/Varela e Ismailov/Atsu).

      Mas perante o ataque dinâmico e desequilibrador (Saviola e R. Santa Cruz) do Málaga, os centrais do Porto não vão ter tarefa fácil, é bom não esquecer que o ano passado por esta altura frente ao M. City o resultado negativo que o Porto obteve deveu-se em muito a um trabalho a abaixo da expectativas da defesa azul e branca. Desta forma, Danilo e Alex Sandro devem ter cuidado defensivos reforçados, principalmente no caso de Alex Sandro que tanto gosta (e bem) apoiar o ataque no sprint (basta ver o jogo e o golo do Olhanense), nota ainda para afirmar que Mangala deve calcular as suas saídas (que tanto gosta de fazer) a jogar com bola no pé.
Fica a dúvida se Defour não poderá ser lançado no jogo, poderá ser uma arma secreta para confundir o estilo e organização de jogo que o Málaga espera encontrar (…)

      Conclusão: Vamos defrontar um adversário que jogam bom futebol e de grande qualidade, basta ver a consistência que revela do ponto de vista defensivo e a forma forte de atacar – não é por acaso que se apurou na Champions num grupo muito competitivo e os números que regista está época em Espanha ao nível do Barcelona, Real Madrid ou do Atlético de Madrid. A nação azul e branca deve ter assim bastante confiança nas suas capacidades e a ideia que não temos nada a perder (sem nunca cair no jogo de menosprezar o adversário).

      Sendo o importante numa eliminatória a duas mãos é tentar marcar, pelo menos, um golo em casa e não sofrer golos, temos assim de jogar como sempre temos feito esta época na Champions: defender bem, tentar marcar um golo e conseguir um bom resultado para a viagem a Espanha. Sem esquecer que o desfecho das eliminatórias na Champions depende sempre de vários factores, mas a vantagem de não sofrer golos prevalece sempre e é no futebol meio caminho para a vitória – ainda mais em jogos a duas mãos.

Por: João Serra (colaborador)