A vencer desde 1893

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Voltar à Terra


      Depois da fantástica exibição em Guimarães, a onda de entusiasmo e de confiança entre nós portistas tinha atingido o seu auge esta época. E com alguma razão. Só que no futebol, são onze contra onze, e o jogo deste fim-de-semana com o Olhanense fez o Dragão regressar a Terra e perceber que estes jogos são tão ou mais importantes do que os jogos com os chamados grandes. E este empate só não teve piores consequências porque o nosso rival direto, também não fez melhor na Madeira. Do mal o menos...

      Também não quero com isto dizer que a equipa não trabalhou o suficiente e não deu tudo para chegar á vitória no jogo. Mas no seio da equipa, todos pensavam à partida que com maior ou menor dificuldade, os três pontos eram uma certeza no fim do jogo. Não contaram foi com uma noite de grande inspiração do nosso Bracalli e de menos inspiração do nosso Jackson, que falhou o que não costuma falhar. Acontece aos melhores, mas há jogos assim...

      Outro dado não menos preocupante é o nosso banco de suplentes. É que em condições normais, com James, Defour e Atsu disponiveis, o banco compõe-se. Mas desde há alguns jogos (jogos demais, digo eu) a esta parte, que o nosso banco é confrangedor. E sinal disso mesmo são as substituições que Vitor Pereira fez para tentar ganhar o jogo: Sebá, Tozé(?) e um Liedson que não se percebe  se é ainda capaz de resolver alguma coisa. E estranha-se, por exemplo, que face ao déficit de soluções, o Kelvin tenha jogado na equipa B e que depois se ponha a jogar um Sebá e um Tozé em estreia absoluta... 

      Com Atsu de regresso, James muito perto do regresso e Defour quase recuperado, esperamos que o Porto volte ao que já foi esta época e que se restabeleça a normalidade no Dragão.É que a partir de agora também há Champions e todos os pontos perdidos no campeonato, são um passo de gigante atrás, para a conquista do TRI. Rapazes, agora é (ainda mais) a sério! Força Porto!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

O nosso mercado de inverno



      Hoje o FC Porto inscreveu 2 jogadores: Víctor Hugo García e Guilherme Lopes da Silva foram inscritos esta quinta-feira pelo F.C. Porto na Liga de Clubes. Os dois atletas serão colocados na equipa B dos dragões. Víctor Hugo Garcia vem do Real Esppor (Venezuela) e Guilherme Lopes da Silva do Grémio Osasco (Brasil).

      No que diz respeito a saídas, Rafa foi para o Braga (terá rescindido o contrato com o FC Porto), Iturbe foi emprestado ao River Plate até 31 de dezembro de 2013, Rolando foi para o Nápoles também a titulo de empréstimo até ao fim da época e o Walter fica mais um ano no Brasil, no Goiás. 

      Kléber esteve muito próximo do Sporting mas continua com o futuro indefinido. O mais certo é que até dia 15 de fevereiro seja emprestado a um clube brasileiro (no Brasil é possível inscrever jogadores até esta data). Fucile é ainda uma incógnita. O jogador regressou na semana passada mas tem treinado à parte do plantel principal, durante a tarde, sob a supervisão de elementos do F.C. Porto. Ainda assim Jorge Fucile deverá ficar no F.C. Porto até final da temporada uma vez que os dragões têm apenas, nesta altura, Danilo e Alex Sandro para as laterais.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

15 (longos) minutos !


      Na véspera do passado fim-de-semana a noticia que se destacava nos jornais, nas “conversas de café” e que era capaz de ofuscar noticias como “O regresso de Portugal aos mercados” era só uma: O Porto estava em risco de ser excluído da Taça da Liga.
Algo ainda mais caricato, quando essa possibilidade de exclusão desta prova se devia à utilização pelo FC Porto de 3 jogadores no jogo contra o Vit. Setúbal sem respeitar em absoluto o limite de 72 horas, por apenas 15 minutos.

      A partir desta situação, em acompanhamento com esta notícia os pseudo comentadores da bola elaboram e interpretaram de imediato teses de amadorismo, de manipulação ou como um sinal de que a organização do FC Porto não era perfeita (tendo se mesmo posto em causa a qualidade e eficácia da organização e estrutura portista).
      A meu ver, é óbvio que uma situação destas não pode acontecer num clube como o FC Porto e, é algo que não se espera que aconteça ao único clube em Portugal que construiu uma estrutura (elogiada internacionalmente pelos melhores) que sustenta as suas equipas, apenas ao nível das melhores equipas dos melhores campeonatos europeus.
Porém o caso ocorrido, tem particularidades que desfiguram um erro que podia ser fatal e grave em algo que vai no sentido (desprezo total a nivel nacional) da Taça (menos relevante) da Liga.

      Contudo, em relação a essa violação das 72 horas, é certo que em sentido absolutamente literal existiu um desrespeito de 15 minutos desse limite. Porém esse limite foi introduzido pelo legislador com a finalidade de proteger a integridade física dos atletas e a intenção do legislador com a inscrição das 72 horas vai no sentido de que entre a utilização dos atletas num jogo deva existir um intervalo de um mínimo de 3 dias de forma a garantir essa proteção aos mesmos.
      O FC Porto acaba assim por não violar a finalidade e espírito da lei, não coloca em causa a integridade física dos seus atletas (não era por mais ou menos 15 minutos que a situação se alterava) e, também não existe motivos para sustentar a atuação do FC Porto como sendo de má-fé (muito pelo contrário).

      Não é assim claro que o FC Porto tenha violado em absoluto a lei na sua finalidade, todavia se merece ou não alguma sanção é as autoridades competentes (que deviam ser) isentas que o devem julgar. E não jornais ou pseudo comentadores e muito menos clubes (de aplaudir a forma isenta e sem oportunismos do presidente do Setúbal).
      Porém este episódio é mais uma marca hilariante da curta história da taça Lucílio Baptista. De estranhar que todos estes episódios acabam sempre por agradar apenas e sempre a uns (deve ser coincidência!) …
Por outro lado, esse grande jornal A Bola mais uma vez acaba por optar por trabalhar sem verificar todos os acontecimentos, gostava de ver este jornal a acompanhar a notícia que apresentou na passada sexta-feira com a contagem do respeito por esse limite de todos os jogos ocorridos (em especial um certo jogo do dia 9/1).
      Parece-me assim que o sentido que os Portistas têm é só um: deixem lá a Taça da Liga e vamos falar de coisas sérias (como por exemplo o facto de em Portugal haver falta de árbitros dado que ultimamente nos jogos grandes os árbitros chamados a jogo não são internacionais e apresentam sinais e amadorismo puro nem visto nas divisões secundárias). 

      Subscrevo assim o que já foi dito neste blog: “Porque é que não dão a Taça da Liga já a quem têm a dar? E resolve-se já ao assunto…”

Por: João Serra (colaborador)

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013