A vencer desde 1893

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Miguel Lopes no Benfica? Só se for parvo!


      O Benfica estará interessado em contratar Miguel Lopes no final da época. A notícia é avançada na edição desta segunda-feira do Diário de Notícias, segundo o qual o jogador terá recusado uma proposta de renovação do contrato que lhe foi sugerida pelo clube azul e branco. Miguel Lopes, de 25 anos, está em final de contrato e já estará a par do interesse do Benfica.
 
      A ser verdade a suposta recusa em renovar, só por si, já é pouco inteligente. Se esta suposta recusa estiver relacionada com um assédio do Benfica, então é deixá-lo ir. Porque sejamos claros. Miguel Lopes tem mérito pelo que fez na segunda metade da época passada ao serviço do Braga, que lhe valeu a chamada de Paulo Bento ao EURO 2012 e consequentemente lhe valeu um lugar neste plantel do FC Porto 2012/2013.  O lateral depois de se ter imposto no início da temporada tem vindo a perder espaço nas opções de Vítor Pereira porque há um jogador que custou 13 Milhões e se chama Danilo e que tem merecido o lugar ( lembro-me das assistências que tem feito para golo e do golo que valeu o apuramento na Taça de Portugal ). Danilo é, portanto, o dono do lugar. E bem, diga-se.
 
      E Miguel Lopes foi titular no último jogo e é uma solução neste plantel. E não é um jogador tão extraordinário que se possa dar ao luxo de não querer renovar com o FC Porto. Aliás é um previlégio ter sido convidado a renovar pois é um sinal claro de confiança por parte do clube. Mas são opções. Se é por querer ir para o clube da Luz, então pode ir já em janeiro.
 
      Se isto não corresponder à verdade e se estiver "de corpo e alma no FC Porto", como disse anteriormente, então que se esforce para merecer a confiança do técnico, porque para ele estar neste plantel, Sapunaru foi preterido. E até agora, ainda não vi nada no Miguel que me fizesse pensar que é melhor alternativa que o Sapu.
 

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Entre o Porto Europeu e o Decreto


      1.  A semana passada após uma grande exibição contra o Marítimo, ainda fomos a Kiev buscar o apuramento e uns milhões aos oitavos da champions e finalizamos tudo com uma vitória segura frente a uma Académica ultra motivada.
      A verdade é que esta época com mais ou menos qualidade o nosso Vítor pereira tem sabido puxar dos galões e tudo tem saído bem. Só falta um “exame final” ao Iturbe e acho que para o Natal o melhor é pedir ao nosso presidente que arranje um jardineiro de jeito ou então um novo relvado. Este relvado que temos não é de acordo com a qualidade da marca FC Porto e, também explica o porquê do mistério de sucessivas lesões dos nossos jogadores.
      Mas verdade é que são poucas as equipas desta Europa a classificarem-se em apenas 4 jogos para os oitavos de final da Champions e, ainda mais quando somos a única equipa invicta na Europa dos melhores!
      Porém o melhor é continuar (a sonhar) com os pés no chão, por isso vamos guardar os elogios para o fim (que isso de festejar antes do tempo e dos títulos chegarem é coisa de lampião.
Porém não vamos esquecer o que disse Vítor Pereira, que ainda não tínhamos nada do que és capaz de fazer. Ficamos assim à espera...

      2.  Mas a semana passada no mundo do futebol esteve ainda em discussão a imposição pelo Decreto-lei 216/2012 do fim do policiamento obrigatório nos jogos de futebol do escalão juvenil e inferiores. O que levou a associação de futebol de Lisboa a cancelar todos os seus jogos distritais, em jeito de greve.
      Ao que parece a situação foi resolvida provisoriamente com a aplicação de um regime transitório até ao final da época. Porém os problemas que este Decreto provoca apenas foram colocados em pausa, pois para o ano com a sua entrada em vigor total esses problemas vão surgir de novo.
Mas toda a história desta semana atrás do decreto fez me pensar alguns pontos curiosos:
 -Será que quem fez a lei não conhece a realidade do futebolü português? Pois pensar que violência e tensão só estão presentes no futebol profissional é de alguém que nunca foi ver um jogo das camadas jovens.
 -Qual
a utilidade da lei? Redução de custos? Acho que não, o encargo policial é uma parte paga directamente pelos clubes e outra parte paga indirectamente também pelos clubes.
 -Para o ano vou gostar de ver como será os jogos entre as das
ü camadas jovens do FCP e 5LB ... Pois a presença de polícia sempre era uma forma de conter os animos.
 -Quem ganha com a lei? Os
ü policias perdem o bónus salarial, os clubes poupam um pouco mas perdem em segurança e, muitas vezes terão de recorrer a segurança privada para certos jogos.
 -E o porquê desta solução provisória e atrapalhada? A birra da AF Lisboa deu resultado, parece que ainda estão vivos alguns fantasmas daquele futebol oculto de 60 e 70.

      Porém uma coisa é certa, para o ano as autoridades e reponsáveis deste país não se podem queixar se ocorrer alguma desgraça!

      Em todo o caso, o que interessa é o jogo jogado!
      Por isso é bola para a frente e Porto (tri
)campeão…
 
Por: João Serra (colaborador)

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Alex Sandro a tempo da Choupana


      Alex Sandro está a recuperar bem da lesão que o afasta há quase um mês e já trabalha com o grupo, apesar de ainda treinar de forma condicionada. Porém, tudo aponta para que o defesa internacional brasileiro trabalhe já em pleno no final desta semana, sendo por isso opção para Vitor Pereira no próximo jogo, a contar para a Taça de Portugal, com o Nacional de Madeira no próximo sábado.
 
      Resta saber se Vitor Pereira vai apostar já num jogador que vem de lesão ou se prefere "guardar" Alex Sandro para o próximo jogo da Champions, a realizar-se no próximo dia 21 no Dragão, com o Dínamo Zagreb. Neste caso, Mangala permanecia na esquerda da defesa.
 
      Maicon, Fernando e Emídio Rafael permanecem em tratamento e, por isso, afastados dos próximos jogos.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Fim da linha para Rolando


      Depois de cinco épocas no FC Porto, o defesa internacional português vai mesmo abandonar o clube na reabertura do mercado de janeiro. É que em menos de nada, Rolando passou de indiscutível, patrão e capitão da defesa azul e branca para uma estranha e (quase) inacreditável 5ª escolha...

      A história real deste eclipse, poucos a conhecem. Provavelmente só o próprio jogador e a direção, mas a nós que estamos de fora, custa-nos ver um jogador que tanto deu a este clube nesta situação. A provável causa, dizem, deve-se ao facto de Rolando ter recusado no verão um empréstimo ao QPR da Premier League. E então? Não é legítimo um jogador que tem contrato com um clube recusar uma proposta, ainda por cima de empréstimo? Fica a pergunta.

      E ninguém põe em causa o grande inicio de época e a titularidade mais que merecida da dupla Maicon/Otamendi, mas Rolando parece-me que não é pior que nenhum dos dois.

      E agora com 27 anos, Rolando procura em janeiro um clube para relançar a sua carreira, uma vez que até um lugar na Seleção Nacional perdeu... e não nos podemos esquecer que Rolando, com a camisola 14 do FC Porto conquistou e ajudou a conquistar 3 campeonatos nacionais, outras tantas Taças de Portugal, 4 Supertaças e ainda uma Liga Europa. Vai-se o jogador, ficam os números... e os títulos!

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

É agora, Rolando ?


      O fim de Rolando no FC Porto pode ainda sofrer um novo revés, face às ausências por lesão de Maicon e curiosamente também de Alex Sandro, uma vez que face à ausênsia de uma alternativa para o lugar de defesa esquerdo ( e Quino não é ainda alternativa ) Vitor Pereira tem optado por Mangala. Ou seja, se a aposta se mantiver no jovem internacional sub-21 francês na esquerda da defesa, só existe uma de duas opções para formar a dupla de centrais do FC Porto: Otamendi/Abdoulaye ou Rolando/Otamendi. E não me parece que Abdoulaye esteja pronto para jogos do nível que a Champions exige. Espero que a "teimosia" ou seja lá o que for em Rolando acabe e se dê a oportunidade do camisola 14 vir a ser titular de novo no centro da defesa. Ele, que já foi decisivo em Kiev, ao marcar um golo de cabeça que na altura deu o empate e onde Lucho viria a dar a vitória já no último minuto de jogo. Estávamos em 2008 e Jesualdo Ferreira era o então treinador.
 
Agora em 2012, Rolando volta a espreitar a titularidade. É agora a mais forte das opções para preencher a vaga deixada em aberto por Maicon. E no jogo de amanhã, vamos perceber se Rolando (ainda) é ou não opção neste plantel do FC Porto versão 2012/2013...

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Venham mais 1000 !

      Desde já, o meu obrigado pelo trabalho do nosso presidente, Jorge Nuno Pinto da Costa, pela sua entrega de corpo e alma neste longos e eternos anos. Pois quem dizer que o Porto sem Pinto da Costa era um clube melhor, não estão só a mentir como a ofender toda a nação azul e branca.

      Por isso o meu desejo e pedido é que o Porto continue a seguir os seus pilares de rigor, disciplina, competência e paixão, logo que venham mais vitorias “cá dentro e cá fora” – porque todos nós queremos ganhar e foi isso uma das coisas que o nosso presidente nós ensino, foi a saber desejar sempre a vitória sempre e em qualquer altura. Mas não julguem que o Porto não era um clube que desejava a vitória, claro que o desejava como qualquer outro clube neste mundo. O que Pinto da Costa arquitectou uma cultura de nunca ter medo de querer ser “o maior”!

      Em todo o caso, hoje vou tentar fugir às patéticas e desacertadas comparações que por estes dias se tem feito entre o nosso Presidente e o chefe do bando da luz, algo que me repugna porque comparar Pinto da Costa a Vieira é o mesmo que comparar um engenheiro e um trolha – não faz sentido, pois entre um e outro a um fosso de vitórias, títulos, sabedoria e êxito. E para história vai ficar os números em 1000 jogos de Pinto da Costa de 723 vitórias, 184 empates, 92 derrotas, já para Vieira fica os 10 anos de êxito do Porto e de sucessos…

      Mas se há algo que eu gostei esta semana foi de após um susto contra o Estoril (que felizmente não se tornou pesadelo), de reunir a nação portista e, homenagear os melhores dos melhores. Foi uma festa à Porto, com qualidade, emoção e o concretizar do início do caminhar para tri. Porém algo que acho que devia ter sido mais destacado é o trabalho das modalidades, apesar de não ter sido um ano excelente (pois nem tudo deu certo em 2011/2012 como o Hóquei e o próprio Basket – mas isto é tema para conversa mais dilatada).

      A verdade é só uma, este fim-de-semana reforço mais uma vez o cunho e sucesso de Jorge Nuno Pinto da Costa na frente do agora melhor clube de Portugal “dentro e portas e fora de portas”, mas não me quero perder em adjectivos para qualificar o que já muito exaltaram ou louvaram, ao ponte de me parece já ser difícil e até impossível encontrar forma de elogiar aquele que se superou e colocou a nação portista no top – representando uma região e a oposição contra o centralismo que seca Portugal e as suas gentes. Posso assim dizer que Pinto da Costa não me inspira apenas como o number one mundial nas suas funções, também serve de exemplo cívico e honradez. Mas a sua arte é sem dúvida antever o que os outros só compreendem anos-luz depois, foi assim que com Pedroto iniciou o caminho a seguir, que contra as marés negativas tem conseguido escolher entre as piores ondas aquelas que iriam guiar o Porto ao top do futebol e desporto mundial.

      É ao Pinto da Costa Presidente e Homem que devemos não dizer obrigado pelas vitórias e marca FC Porto que fez surgir (pois ninguém o diz obrigado), mas sim devemos agradecer por tudo o que fez e esperemos que continue a fazer com a ajuda de todos nós. Pois como dizem os meus amigos do grupo de portistas intitulados Guerreiros da Invicta: “Não é tripeiro quem quer mas quem pode” – E ser dragão, tripeiro ou até andrade
é estar nos melhores momentos, mas também saber continuar a apoiar ou amparar nos momentos menos bons.

      Parabéns Jorge Nuno Pinto da Costa! Venha mais mil jogos se faz favor!
Por: João Serra (colaborador)

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

E em janeiro? Podemos continuar a sonhar?

      Por estes dias, o FC Porto vive dias de tranquilidade e de serenidade. E este ambiente deve-se ao facto de tudo estar a correr às mil maravilhas até agora. Estamos em 1º lugar no campeonato, continuamos na Taça de Portugal e na Champions temos 3 jogos e outras tantas vitórias. Temos um plantel que oferece garantias e que tem soluções para enfrentar todas as provas nas quais estamos inseridos mas também temos jogadores cada vez mais cobiçados pelos grandes clubes europeus. E aqui a questão é: Será possível ao FC Porto resistir ao assédio dos "tubarões" na reabertura do mercado em janeiro ?
 
      Eu espero bem que sim. Mas a relaidade pode muito bem ser outra. E há desde logo dois nomes dos mais falados para uma eventual saída no mercado de inverno: James e Moutinho. No caso do internacional português, sabe-se que a sua saída esteve eminente no verão e que janeiro pode ser o mês do adeus ao camisola 8, sendo que o Zenit parece ser o mais forte candidato nesta altura. Já El Bandido parece ser um desejo de Sir Alex Fergunson para o Manchester United. E não venham falar de Nani como moeda de troca, porque quem percebe um bocadinho disto, sabe que Nani no Dragão é uma impossibilidade, principalmente a nível financeiro... e depois ainda há o caso de Jackson Martínez que também está a dar nas vistas.
 
      Mas milhões à parte, importa principalmente olhar a nível desportivo esta época. Penso que o FC Porto não tem necessidade de vender em janeiro, a não que chegue ao Dragão uma proposta irrecusável ( e já nem estou a falar de bater cláusulas de rescisão! ). Mas se isso não acontecer, é legítimo para nós portistas, deixarem-nos sonhar alto no que a esta época diz respeito. E estou a falar obviamente da Liga dos Campeões. Se a nível interno penso que com maior ou menor dificuldade vamos festejar o TRI e temos todas as condições para voltarmos ao Jamor, também na Champions penso que podemos sonhar mais além. Com a passagem aos "oitavos" praticamente assegurada, a partir daqui o sonho de uma presença em Wembley (palco da final deste ano da Champions) aumenta de jogo para jogo. Bem sei que é um sonho difícil de atingir, mas a "culpa" é da equipa e dos resultados alcançados até à altura, que nos deixam a sonhar com novas grandes conquistas europeias. Mas para isso, há que preservar as "jóias" e já agora arranjar uma alternativa válida para a posição de ponta de lança. E se isso acontecer, então deixem-nos sonhar...

sábado, 27 de outubro de 2012

Kléber: Um erro de casting


      Kléber ficou de fora da convocatória de Vítor Pereira para o encontro de domingo com o Estoril, relativo à 7.ª jornada da Liga. O avançado tarda em mostrar o seu valor e é cada vez menos uma alternativa neste plantel do FC Porto.

      O avançado brasileiro tem contrato até 2016 e custou em 2011 cerca de 3,5 milhões de euros aos cofres do clube. Chegou do Marítimo cheio de vontade de mostrar serviço e a responsabilidade de substituir Falcao logo na primeira época também terá pesado no seu insucesso até à altura. O que é certo é que Kléber sendo a única alternativa na época passada ( pelo menos até janeiro ) não cumpriu com a responsabilidade e com a eficácia que se lhe era exigida. Em janeiro acabou naturalmente por perder o lugar para Janko e até Hulk ganhou por vezes o lugar  na posição 9, face ao pouco aproveitamento que o ex-Marítimo apresentava.

      Atualmente com Jackson Martínez na forma em que está e a marcar como está a marcar, Kléber tem de se contentar com o banco de suplentes e no jogo de amanhã nem isso. O cenário da saída em Janeiro começa a ganhar cada vez mais força, pois nem com os amadores do Santa Eulália Kléber conseguiu mostrar serviço... Será Mauro Caballero a alternativa ?

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Uma questão de números


      Após uma noite (em que voltamos a ver futebol a sério, depois de duas semanas sem futebol) tivemos a honra de alcançar mais uma vitória na Champions, é de concluir que ao mais alto nível internacional só uma equipa portuguesa consegue pontos para a representação lusa.
E nem é preciso mais comentários, basta ver que ao fim da primeira volta da fase de grupos da liga dos milhões temos o FC Porto é totalista de pontos (3 jogos = 9 pontos); enquanto o Braga cumpre a sua função com 3 pontos (e boas exibições); já o clube de Benfica regista um total de um ponto em mais de 270 minutos a ver jogar os outros…

      Porém para além das habituais picardias (normais e necessárias) no futebol, acho que devemos falar de um assunto não menos importantes e sério – a questão das finanças e contas que envolvem/afectam o futebol. Não quero aqui fazer-me passar pelo papel do Prof. Medina Carreira (até porque não tenho essas qualidades) nem de cair em jogos de ideologias, mas é certo que hoje em dia (como em tudo na vida) o estado da economia afecta e intervém na vida dos clubes.Basta ver as contas dos clubes portugueses e os receios, enigmas e sobressaltos que os clubes (de uma forma geral) passam com o endividamento crescente, para se perceber que é necessário uma mudança de atitude. O futebol não vive (nem pode viver) num mundo à parte, a crise mundial financeira-economica afecta tudo e todos – e o “mundo desportivo” em Portugal como no “mundo civil” não deixa também de ser afectado pelo “polvo” da crise.

      A verdade é só uma, o mundo do futebol esta a passar por um período de contenção, principalmente na europa (local mais afectado pela crise) os clubes tem vindo de uma forma geral apertando os cintos. Com a excepção daqueles que recebem injecções de capitais arabes (o chamado dinheiro “negro” – originado pelo negocio do petroleo, que nem sempre faz milagres, caso do Beira-Mar). Desta maneira, existe uma pressão interna e internacional para que os clubes tenham um comportamento fiscal controlado e não entrem em exageros, governos como o francês, espanhol, inglês, italiano e russo durante este verão repreenderam os seus clubes (em especial os casos do PSG, M.City ou Zenit) para terem cuidado com os gastos (até por uma questão de ética social para com as dificuldades economicas que passam os seus adeptos) e, a UEFA e a FIFA tem emitido avisos neste sentido. O futebol tem de se adaptar às novas circunstâncias, não podem viver como num tempo de “vacas gordas” e quem pode e tem capacidades para mais deve ter a habilidade de saber “ganhar” com a crise.

      De um ponto de vista geral, o futebo, europeu é o melhor do mundo (é na Europa que existe os melhores jogadores e treinadores, a maior competividade e maior qualidade), mas actualmente o velho continente do futebol já não significa de forma ampla jogar com os melhores e ganhar mais qualidade e nivel de vida (apenas o primeiro ponto se mantem efectivamente). Os clubes hoje em dia têm cada vez mais limitações economicas, só os melhores dos melhores resistem (uns melhor que outros) com os extras dos milhões da Champions , vendas de direitos televisivos e vendas de jogadores – mas aqui fala-se apenas de um lote muito reduzido e exclusivo apenas para os melhores clubes das melhores igas do mundo – como “o grandes” de Espanha, Inglaterra e Alemanha. Muitos clubes ditos de top mundial tem visto as suas aspirações reduzidas por questões de dificuldades económicas, caso das equipas italianas nomeadamente nas competições internacionais e, do começar do zero do Rangers de Glasgow.

      O caso português não deixa de ser diferente (senão até pior), basta ver os passivos a aumentar dos seus clubes, nomeadamente o dos monstros dos ditos 3 grandes – com a excepção do já dito 4º grande, SC Braga,Porto, Benfica e Sporting (de Lisboa) tem de mudar a sua atitude (até para servir de exemplo), os clubes portugueses (como o Estado e a sociedade portuguesa) tem vivido acima das suas possibilidades,não podem continuar a adiar as suas soluções – e o departamento financeiro portista já deu indicações neste mesmo sentido. É necessário assim (seguindo a linha expressa pela direcção do FC Porto): racionalizar salarios (de todos os funcionarios – jogadores, tecnicos e administradores); seguir a linha de exportação de jogadores; liquidar dividas e apenas comprar o que se tem margem; equilibrio saudavel entre despensa e receitas. Esta atitude a meu deiva já ter sido mais cedo, mas o FC Porto quis primeiro fintar a crise e adiar ao máximo sofrer com a crise – em todo o caso continua aqui uma marca que distingue a organização portista da dos outros clubes: o de se antecipar/prever antes dos outros e falar pouco e fazer mais.

      É assim necessário reformular o sistema fiscal do nosso futebol, basta ver que por vezes as pessoas esquecem-se que o orçamento do futebol é X mas há depois um aumento nas SAD's que tratam dos espaços, pavilhões, camadas jovens, modalidades e outros tantos mais encargos. Foi neste sentido que o basket do Porto se suspendeu, para permitir reformular a sua estrutura (fora da SAD, mas de volta ao clube) de forma a não se perder qualidade e a marca do FC Porto.Pois as receitas significativas dos nossos clubes não são variadas nem altas, reduz-se: as receitas dos direitos da transmissão dos jogos na TV e venda das suas joias da coroa, juntamente (com menor peso) do merchandising e quotas.

      E ainda é de ter em conta que tudo que está a acontecer neste momento em economias como a inglesa e espanhola (países que têm absorvido as maiores transferências de jogadores de Portugal nos últimos anos) terá inevitavelmente consequências no mercado de exportação português financeiramente. É de imaginar que alguns clubes estejam completamente com a corda na garganta e, atitude a seguir é aquela já tomada pelo FC Porto (e as equipas pequenas devem em especial olhar para o modelo de sucesso do Braga e ver os erros a não cometer ao olharem para a penosa situação do Vit. de Guimarães). Em relação aos lampiões e lagartos a situação é ainda maior (com passivos muito mais altos), mas parece que se prefere falar mais que agir. O Benfica encontra-se adomecido por eleições e malabarismos da organziação Vieira, já o Sporting esta atando até de mãos e pés (não tem soluções nem linha de rumo e as guerrilhas internas e externas não ajudam em nada).

      A conclusão é assim só uma, o futebol não é indiferente à crise actual, e o caso português não é uma excepção. Se é certo que aos adeptos o que interessam são as vitórias desportivas, devem ser as direcções a ter uma atitude responsavel – caso contrario num futuro próximo a vítima será o aspecto desportivo e a perda de competitividade europeia. Pois se a Europa de forma geral sofre, Portugal também irá sofrer, sendo certo que uma marca destas circunstâncias será a queda de nível dos clubes vistos como grande no espaço europeu (como a generalidade das equipas italianas, como o Milan ou Juventus) e a emergencia de clubes de países europeus perifericos no espaço europeu (caso da Russia e do Zenit),e esta crise no futebol europeu também é visivel com a sáida de jogadores do espaço euopeu para outros países emergentes (que apesar de menor qualidade deportiva oferecem maiores eguranças e garantias economicas), basta ver o retorno de craques brasileiros ao Brasil ou a ida de craques com carreira feita para a China. O exemplo mais actual para o FC Porto é a preferência do Kelvin, jogador ainda ligado ao clube, em ficar pelo Brasil dado os impostos elevados em Portugal. E também as altas exigências pedidas pelos clubes brasileiros em troca dos seus jogadores (o exemplo paradigmatico é o Neymar) e, os lucros do futebol brasileiro chegarem ao nível de certos clubes europeus (porém os problemas financeiros da europa como principal investidor do futebol brasileiro poderá o afectar).

      O FC Porto tem de evitar o sucedido com o seu recente relatório de contas (apesar de faltarem grande parte dos luvros das vendades feitas), pois só assim se vai mantar a qualidade da eficancia e sabedoria da marca Porto reconhecida inetrnacionalmente. Como A. Wenger admitiu ainda ontem ao salientar a “política inteligente e visionária” da direcção de Pinto da Costa, onde compara a nossa estrutura ao modelo alemão (único modelo bem sucedido da Europa em termos financeiros)
“um dos grandes méritos do Porto é não ficar fechado apenas ao mercado do Brasil (…) e ter em consideração os benefícios de uma política local e enterna eficaz (…) que pesca muitos jogadores de clubes pequenos de Portugal e na América do Sul (…) exibe um poder similar ao que o Bayern de Munique tem na Alemanha”.

Nota: É ainda de referir que enquanto o Porto ganha os nossos rivais classicos preferem outras distracções. A distracção do Benfica é de circo eleitoral, onde o Sr. Vieira se defende dos ataques do juiz Rangel com comparação deste ao Vale Azevedo – porém o discurso do ex vendedor de pnéus é que é muito similar ao do Vale Azevedo.
Mas ao que parece tudo que indica os benfiquista parecem que querm mais uns anos de não vitórias e digo eu ainda bem…
A questão do Sporting é mais curiosa, pois aprece que o objectivo este ano é acabar a época até ao Natal (assim sempre têm mais tempo para preparar mais uma grande época em 2012/2013). Por outro lado, percebi o porquê de um fosso em Alvalade, é a única solução para evitar invansões em campo por parte dos seus adeptos – afinal sempre conseguem ser um clube com visão, desta vez conseguiram prever que a situação sportiguista só ia piorar.

Por: João Serra (colaborador)



segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Esta época, só falta a estreia de Kadú


      Depois do (triste) jogo da Taça de Portugal no passado sábado, todos os jogadores que aparecem no site oficial do FC Porto como fazndo parte da equipa principal desta época já jogaram, à exceção do jovem guarda-redes Kadú.
 
      De todos estes, Fabiano, Abdoulaye, Quiñones, Rolando e Kelvin jogaram os primeiros minutos esta época em jogos oficiais. É portanto altura de perceber qual será o onze base do FC Porto para esta época.
 
      E face ao que vem sendo hábito, percebemos que o onze base será o que tem vindo a jogar regularmente e que 10 dos 11 lugares estão atribuídos. Fica a dúvida para a esquerda do ataque com Atsu e Varela a repartirem o protagonismo. De resto, Hélton, Maicon, Otamendi, Danilo, A. Sandro, Fernando, Moutinho, Lucho, James e Jackson estão, para já, seguros nos titulares indiscutíveis do FC Porto. E se há coisa que o último jogo mostrou é que o banco do Porto, se calhar não está à altura daquilo que esta época exige...

sábado, 20 de outubro de 2012

O rescaldo do jogo da Taça


      Este jogo da Taça de Portugal com o modesto Santa Eulália, composto por jogadores amadores (o ordenado mensal máximo de um jogador deste clube é de 350€) tinha por principal objectivo ver em ação os jogadores menos utilizados e provar uma de duas coisas: Se as reservas não jogam porque são reservas ou se as reservas são reservas porque não jogam. Infelizmente o que se viu (e foi muito pouco) foi realmente que eles não são titulares porque realmente fazem pouco por isso. Havia grandes espectativas de nós adeptos em relação á maioria destes jogadores e falando depressa e bem, dos habituais suplentes e não utilizados, não se aproveitou um. Mas vamos caso a caso.

Fabiano- Não me lembro de nehuma defesa digna desse nome. Não foi neste jogo que mostrou ser ou não uma alternativa ao nível de Hélton.

Danilo- O melhor que se viu esta tarde do lado do FC Porto em Vizela. Fez por merecer o estatuto de titular na quarta-feira no Dragão para a Champions.

Mangala/Abdoulaye- Cumpriram e não comprometeram. Abdoulaye no entanto não mostra ainda ser um jogador para este plantel. Demasiado agressivo na abordagem aos lances, cortou um lance com a mão que o árbitro deixou passar e apesar de tudo, teve sorte.

Quiñones- Pouco se viu do jovem colombiano. Esteve ao nível de toda a equipa hoje. Com Alex Sandro de fora, Mangala e Miguel Lopes vão lutar pelo lugar da esquerda da defesa.

Rolando- Estreia a titular esta época... a trinco. Enfim, se é para isto, então que se venda o jogador em janeiro e toda a sorte do mundo no seu futuro. A seleção nacional precisa de um Rolando ao seu mais alto nível. E hoje, até perdeu a braçadeira para Castro... apesar de tudo, não merecia o que estão a fazer com ele.

Castro- O costume. Esforçado, mas sem ideias. É verdade que o Porto não tinha um meio-campo digno desse nome, mas mais uma vez, tarda a mostrar valor para se impor neste clube. Saída à vista.

Kelvin- Mais uma adaptação de Vitor Pereira na posição 10 do meio-campo. Foi dos menos maus e melhorava cada vez que caía nas alas. Apesar de tudo, nota positiva.

Iturbe- Talvez a maior desilusão para nós portistas esta tarde. Todos estávamos à espera de um grande Iturbe... e nada. Muito individualista, algo trapalhão e sem ideias. Deu razão a Vitor Pereira e tão cedo não deve ter outra oportunidade no onze titular. Continuo a achar que um empréstimo lhe faria maravilhas...

Atsu- Esteve ao nível de Iturbe e isso já diz tudo. Perdeu hoje a hipótese de ser titular no próximo encontro da Champions.

Kléber- Tentou brilhar num golo de bicicleta, mas foi mal sucedido. Pelo meio ainda falhou um golo fácil. Provou o que já se sabia, ou seja, que não é alternativa a Jackson e que foi um erro de casting.

Vitor Pereira- Prometeu que a exibição de Vila do Conde não se ia repetir e hoje foi o que se viu. Assumiu as culpas pela revolução no onze, mas isso não o desculpa da atitude dos jogadores num jogo com uma equipa de amadores. A exibição foi preocupante e há trabalho a fazer. Vamos ver a resposta da equipa no jogo de quarta-feira...

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Sebá e Rolando nos convocados para o Santa Eulália


      Rolando e Sebá são as grandes novidades da lista de convocados do FC Porto para a partida deste sábado, com o Santa Eulália, na terceira eliminatória da Taça de Portugal.
 
      Para o internacional português é a segunda vez que é chamado esta época por Vitor Pereira. A única vez que Rolando foi convocado, esta época, foi na Supertaça, apesar de não ter saído do banco, reentrando agora, cerca de dois meses depois, nas contas do técnico dos dragões. Já para o avançado da equipa B azul e branca, Sebá, é a estreia absoluta. Iturbe e Kelvin também faz parte dos eleitos bem como o defesa esquerdo Quiñones.
 
      Relativamente às habituais primeiras escolhas na equipa principal azul e branca, Vítor Pereira convocou Danilo, Miguel Lopes, Lucho González, Fernando, James Rodríguez, Varela e Atsu.
 
Lista de convocados :
 
24
Fabiano
Guarda Redes
Brasil BRA
41
Kadú
Guarda Redes
Angola ANG
2
Danilo
Defesa
Brasil BRA
5
Quiño
Defesa
Colômbia COL
13
Miguel Lopes
Defesa
Portugal POR
14
Rolando
Defesa
Portugal POR
22
Mangala
Defesa
França FRA
23
Abdoulaye
Defesa
Senegal SEN
3
Lucho González
Médio
Argentina ARG
6
Castro
Médio
Portugal POR
25
Fernando
Médio
Brasil BRA
28
Kelvin
Médio
Brasil BRA
 
Sebá
Avançado
Brasil BRA
7
Iturbe
Avançado
Argentina ARG
10
James Rodriguez
Avançado
Colômbia COL
11
Kléber
Avançado
Brasil BRA
17
Varela
Avançado
Portugal POR
27
Christian Atsu
Avançado
Gana GHA

 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Caballero perto de assinar pelo FC Porto


      O avançado paraguaio Mauro Caballero está prestes a assinar um contrato com o FC Porto até 2018.
 
      Mauro Caballero, recorde-se, já tinha sido associado ao FC Porto e a Benfica no verão passado, altura em que o pai do empresário garantiu ter em mãos uma proposta dos dragões que era "melhor e superior" à do clube da Luz. Porém, só agora que o avançado completou o seu 18º aniversário é que a transferência para a Europa poderá concretizar-se, tendo em conta os regulamentos da FIFA - proíbem os menores de idade de jogarem em campeonatos estrangeiros.
 
      Segundo o presidente do atual clube ( Libertad do Paraguai ), Caballero "é mais veloz que Cardozo, tem um bom jogo aéreo e muita categoria na finalização". Resta esperar pela conclusão das negociações e pelo anúncio oficial do FC Porto.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Rolando pode sair para a Roma em janeiro


      O interesse dos italianos em Rolando já não é novo e desta vez a notícia vem de Roma e dá conta que a AS Roma estará interessada no defesa central de 27 anos e quer investir já na próxima janela do mercado de transferências, em janeiro.
      Segundo o Calciomercato, o diretor desportivo do clube romano, Walter Sabatini, está a preparar uma nova proposta pelo internacional português, depois do FC Porto ter (supostamente) recusado 11 Milhões no verão.
 
      Certo é que Rolando deve mesmo sair em janeiro, uma vez que não faz parte das contas de Vitor Pereira, que apenas utilizou o jogador no jogo da Supertaça com a Académica, em agosto. Recorde-se que o defesa central também perdeu recentemente espaço na seleção nacional, pelo que a saída em janeiro é um cenário garantido nesta altura. E já se sabe que Itália agrada a Rolando...

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Jean Michaël Seri em teste na equipa B


      Jean-Michael Seri chegou para cumprir um período de testes no FC Porto e neste momento trabalha com a equipa B dos dragões. O médio tem 21 anos, é costa-marfinense e milita no ASEC Mimosas.
 
      Este jovem jogador, pode desempenhar as funções de trinco ou médio de transição e é internacional jovem por aquele país. Apesar de ter apenas 1,65m, o jogador é considerado uma das maiores promessas da Costa do Marfim.
 
      Depois de ter representado o Africa Sports, também da Costa do Marfim, na temporada 2009/10, Seri mudou-se para o ASEC, onde cumpre a sua terceira temporada consecutiva.
      O médio, natural de Grand-Bereby, é destro e cumpriu 21 anos no passado mês de julho. Vamos esperar para ver a sua evolução e se mostra o potencial e as espectativas que estão depositadas nele.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

O lado B


      Já algum tempo que queria reflectir esta temática e, acho que após os dois jogos de bom nível e vitoriosos, vou a aproveitar para analisar não a nossa principal equipa de futebol mas a “outra”.
Pois este fim-de-semana perante quer uma vitória (limpa e plena) sobre o Sporting e quer uma derrota frente ao Sporting, é o mote ideal para abordar o nosso lado B. Estou é claro a falar então do vencedor e dinâmico Porto A e do desapontante e estático Porto B. O que se passou entre o passado sábado e domingo descreve o que tem sido esta época , pois enquanto a equipa principal lidera o campeonato com a sua naturalidade já a “renascida” equipa B azul e branca tem sido um autentico desastre em termos competi-vos (onde por vezes se pergunta se será mesmo uma equipa do Porto a jogar, dada a falta de rigor, ambição e cultura de vitória).
Os jogos de sábado e domingo são assim um paradoxo, que exemplifica as diferenças gritantes entre a nossa equipa principal e os nossos Bês ”. Sendo visível que a equipa B está longe de representar uma verdadeira equipa à Porto e são vários pontos a criticar e pouco a louvar.

       A verdade é que a versão B do Porto tem jogo após jogo revelado uma atitude que nada se identifica com o espírito que estamos habituados a ver numa equipa do Porto. Basta ver que o 18º lugar, os míseros 7 pontos conquistados, os 17 pontos de distâncias do 1º lugar, uma única vitoria em 10 jogos e um saldo negativo entre golos sofridos e marcados não são factores que caracterizam uma equipa do Porto. Mas a questão é saber se é algo que revela o insucesso do projecto da equipa B ou se é algo que não passa de um ligeiro acidente fruto de esta 1ª época ser uma época experimental ou fase de formação/construção do projecto.

      Porém existem alguns pontos e factos da organização e composição do projecto que têm sido postos em causa, ora vejamos:
      1º Aparente não investimento nas oportunidades ao Jogador Português, dado ser das criadas equipas Bês ” a que mais aposta em jogadores estrangeiros;
      2º A política exagerada de contratações (estrangeiros e veteranos – Zé António) e consequente não aposta na formação;
      3º Escolha pouco acertada do treinador (não tem mostrado capacidades e espírito de liderança à Porto). Devia ser um nome da casa, habituado ao nível maximo de rigor do Porto e com preparação tecnica junto da equipa principal – caso claro de Rui Barros.
      4º Incapacidade de impor o seu jogo e assumir o jogo (equipa colocada atrás, preocupa em defender mais que a atacar);
      5º Dificuldade clara em sair a jogar, dado o meio campo muito posicionado atrás, a falta de profundidade e agressividade (nomeadamente nas alas);
      6º Indices de Competividade reduzidos, falta de espírito vencedor e inexistencia de uma linha e pensamento de jogo
      7º Falta de sentido e orientação da direcção no planeamento do projecto (onde Antero Henriques não fica fora das criticas, pois é o próprio desde há 2 anos é o princinpal responsável pela formação do departamento de futebol);

       De todos estes factores muitos são realmente preocupantes, nomeadamente no que diz respeito à forma de jogar e de agir em campo. Em relação à política de contratações considero que talvez se tenha dado uma aposta exagerada no mercado externo, sendo que a contratação do veterano Zé António é a meu ver certa na medida que deve ser mais um treinador-jogador (é a voz em campo do treinador Rui Gomes e transmite maturidade e ensinamentos do futebolaos mais jovens). O caso da gestão de Antero Henrique é diferente e de dificl interpretação, pois se este no futebol A tem tido uma acção excelente (sem esquecer que aí está às ordens directas do nosso Presidente que é quem tem essa tutela, basta ver o caso do ano passado em Coimbra). Porém em questões burocraticas/formais, Antero, tem uma actuação de 5 estrelas, mas a meu ver o lado mais tecnico da formação do departamento do futebol devia estar entregue a alguém com mais conhecimento na matéria (como poderia ser Jesualdo Ferreira ou o próprio Vitor Pereira (após cessar as funções de treinador dos “As”) - a exemplo do que acontece com o Moncho Lopes no Basket).

      Em todo o caso nem tudo é mau nos Bês ”, seria injusto não referir os bons apontamentos que se já podem retirar (apesar de escassoz, raros e inconstantes), como o espírito lutador de Mikel (na posição 6 que é importante para o sistema do Porto tem sido o único a evoluir e a mostar resultados) a persistência de Sebá (mas com exibições iregulares, as boas exibições de Stefanovic (único jogador que tem mantido regularidade nas exibições) e a tentativa de recriar o cariz do jogo do Porto A (mas ainda sem resultados).

      Desta forma, devemos analisar o que é o projecto da equipa B, para que é que foi realmente criado? Para servir de equipa de reservas (dar jogos aos jogadores da A sem espaço), desenvolver talentos (habituados à forma de jogo caracteristico do Porto para jogar no futuro na “A”) ou servir os interesses da equipa A (nomeadamente no que diz respeito à inscrição total do plantel na Champions).
      Para a isto responder temos que avaliar qual é a função da criação nos clubes das equipas Bês ”, e para tal basta ver que em Espanha (onde se tem uma cultura já antiga de equipas Bês ) a situação das equipas Bês ” não é mais que equipas para integrar os jovens das cateras no futebol (facilitar a sua passagem para o patamar de profissionais e permitir a subida à equipa principal) e dar ritmo aos jogadores não utilizados pela equipa A. Ou seja, o que interessa é o objectivo da aprendizagem aos mais jovens do ambiente das competições profissionais, complementar a formação e permitir a equipa A um leque de soluções para eventuais necessidades e emergencias, o aspecto competitivo é importante mas não é o prioritario. O comprovativo disso mesmo é a classificação a meio da tabela da equipa B de Barcelona ou do Villareal.
      Porém o caso do Porto B é um pouco diferente. Pois mesmo sabedo que a equipa B não é formada para ser campea e que tem como principal fim desenvolver o espírito  e cultura portista nos recem-chegados ao clube, complementar a sua formação e integração no ambiente de profissionais. Mas isso não é desculpa para não serem cumpridos alguns minimos, já que não é aceitavel que uma equipa que veste o simbolo da maior e mais vitoriosa equipa do futebol portugues tenha uma atitude miseravel e a lembrar outros nossos conhecidos e não muito queridos clubes.
      Por isso o que neste momento falta é uma atitude diferente, pois isso também influência todo o resto do trabalho. Sendo que o trabalho a fazer é ainda muito e, é preciso ter em conta que uma equipa B é diferente das equipas da formação e da equipa principal, tem de se fazer um trabalho não apenas tecnico mas de educação dos jogadores. O melhor era mesmo seguir directrizes como aquelas utilizadas pelo Barcelona B, dadas as grandes semelhanças que existem entre o Porto e Barça e permitem que se encaixem na perfeição na nossa estrutura, como:

. Elementos procurados: técnica, velocidade, visão de jogo;
. Origem dos atletas: 50% da zona Norte; 40% de outras regiões de Portugal; 10% estrangeiros;
. Tática idealizada: 4x3x3;
. Tipo de exercícios: sempre com bola e em ritmo altíssimo
. Aprendizagem da cultura do clube: reuniões semanais com ex-atletas do clube

      Desta forma, é certo que os primeiros tempos não tem sido nada bons para este projecto da equipa B, não parece nada certo ainda sem ter dado provas que seja eleito para um Dragão de Ouro como projecto do ano. E é legítimo que alguns adeptos não concordem com a sua formação, dado o desinvestimento nas restantes modalidades, em especial o caso do basket (mas isso é um assunto que merece uma reflecção própria)
      E mesmo tendo em conta que o aspecto competitivo pode não ser o mais importante a ter em conta também não deve ser deixado para trás, pois o nosso símbolo nas camisolas da B tem sido muito maltratado, é preciso que tenham orgulho do clube que representam e que joguem com alegria e à Porto (para ganhar e não para não perder).

      ps:Em relação a nossa equipa principal apenas fica a ideia que falta estabilidade no ritmo competitivo, ou seja já provaram a qualidade, dedicação e ambição mas falta-lhes conseguir manter um igual equilibiro e rendimento constante. Tem o que falta na equipa B (atitude e trabalho), mas falta-lhes a regularidade das exibições (regularidade essa que na equipa existe em demasia só que em termos negativos).
 
Por: João Serra (colaborador)