A vencer desde 1893

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Hulk e mais 10 ...


Incrível, pois então...

      Hulk é o homem do momento no FC Porto. O brasileiro parece estar de novo em alta e de regresso aos "bons velhos tempos".  Se em Donetsk o avançado marcou um golo e desenhou outro, no Dragão o Incrível assinou mais dois e ainda ofereceu o terceiro a Kléber, numa exibição onde carregou a equipa às costas e se assumiu, ao que parece em definitivo, como o ponta de lança desta equipa. E ao que parece este é um assunto encerrado para Vitor Pereira : Hulk é o melhor trunfo do FC Porto para ocupar a posição 9 e tudo indica que o internacional brasileiro, de 25 anos, conquistou em definitivo o lugar onde nem Kléber nem Walter se conseguiram afirmar em absoluto.


A 9 para fazer esquecer Falcão

      E os números não deixam margem para grandes dúvidas: Hulk marca mais golos quando joga no centro do ataque.O incrivel marcou dez golos nos onze jogos que realizou como ponta-de-lança ao longo da última época e meia, onde também já tinha sido utilizado por André Villas-Boas na época passada. Esta é portanto, uma aposta que para já se tem revelado certeira e que, por isso, deve manter-se no jogo do tudo ou nada na Liga dos Campeões, frente ao Zenit. E  apesar de continuarmos a achar que Hulk não é um jogador de área, a verdade é que esta solução até tem resultado e o brasileiro mostrou que pode ser o ponta de lança da equipa, sobretudo depois daquele primeiro golo marcado ao Braga - imagine-se! - com a cabeça.
      Hulk já referiu que prefere jogar sobre a direita e o próprio Vítor Pereira sabe bem disso. Mas a verdade é que este bom rendimento individual e colectivo abre espaço a outra questão: se na época passada Villas-Boas empurrou Hulk para o meio quando não tinha Falcao disponível, agora esta opção parece surgir devido às dúvidas quanto ao rendimento dos dois pontas-de-lança do plantel. Kléber e Walter continuam a apresentar um rendimento demasiado inconstante e, para além disso, existem neste grupo de trabalho vários extremos de qualidade, capazes de desempenhar bem o papel atribuído normalmente a Hulk.

Todos à volta do Incrível

      E é por isso que Hulk, apesar de por vezes nos fazer perder um bocado a paciência, com passes falhados e excessos de individualismo, é um jogador que por esta altura é imprescindível no onze azul e brancos. As dúvidas permanecem em torno das escolhas de Vitor Pereira e semana após semana o treinador tenta encontrar uma equipa à sua imagem. E semana após semana permanece cada vez mais intocável um nome entre os jogadores de campo: Hulk, pois claro...
      O brasileiro, que até Pinto da Costa rotulou publicamente como o único jogador insubstituível do plantel durante o último defeso, é sem dúvida e cada vez mais a estrela maior do universo portista... Esperemos que assim continue pois bem precisamos que este brasileiro continue incrível nos próximos tempos.

A 3 golos de ser o melhor 


      Sim é verdade! Hulk está apenas à distância de 3 golos para superar Falcão na lista de maiores goleadores do Estádio do Dragão... e esta é uma marca que pode ser alcançada ainda neste ano de 2011, uma vez que o Porto, até ao final do ano, tem mais dois jogos em casa com o Zenit e o Marítimo.

domingo, 27 de novembro de 2011

Incrível resolve !



      E vão 50! O FC Porto venceu esta noite o Braga no Dragão por 3-2, na 11ª jornada da Liga ZON-Sagres, e soma já 50 jogos consecutivos sem perder no campeonato. Com esta vitória, os dragões seguem na liderança do campeonato. Hulk (2) e Kléber marcaram para os portistas, Lima bisou para os arsenalistas.

     O primeiro golo surgiu aos 37 minutos, marcado por Hulk a cruzamento de James. O FC Porto aumentou a vantagem já nos últimos minutos: bis do Incrível aos 78 minutos, e assistência aos 82 minutos para Kléber fazer o 3-0 e fechar as contas jogo... ou não! É que quando todos pensavam que o resultado estava feito, Hulk que tão bem esteve hoje, tem uma entrada completamente despropositada sobre Salino, dentro da área portista, que resulou em penalty a favor do Sp. Braga, convertido por Lima. Antes do final do encontro, os minhotos aproveitaram a desconcentração final dos dragões e ainda marcaram o segundo, de novo por Lima.

      Aos poucos, este Porto lá vai voltando ao que deve ser o verdadeiro Porto. Hoje houve vontade, atitude, empenho e um Hulk de regresso às grandes noites no Dragão. E já não era sem tempo ! Quando a equipa quer realmente vencer, tudo se torna afinal mais fácil e as vitórias aparecem naturalmente... E este é aquele tipo de jogos que temos de vencer se queremos realmente chegar ao fim e ser campeões.

      Pela terceira vez na época, Vitor Pereira repetiu um onze de uma semana para a outra. Curiosamente sempre que o fez, ganhou. Mas confesso que ainda não consigo perceber ( nem gostar ) deste aparente "novo" esquema de Vitor Pereira, com Maicon a lateral direito, com Fernando e Moutinho a jogar muitas das vezes a par e com Defour mais "solto" no apoio ao ataque com Hulk a ponta de lança. Já para não falar da titularidade de Djalma ( Varela é por esta altura a 4ª escolha para extremo nesta equipa ! ). Porém, em equipa que ganha...

      A exibição portista está ainda muito longe  de ser perfeita e principalmente muito longe daquilo que se exige a estes jogadores em termos exibicionais. Jogadores estes que são praticamente os mesmos que já nos habituaram a exibições de verdadeiramente "encher o olho" e de grande classe.  Venceram é certo, mas se o resultado aos 89 minutos estivesse 2-0 em vez de três golos de diferença, imaginem o que acontecia... Isto só vem mais uma vez mostrar, que ainda há muito trabalho pela frente para conseguirmos atingir os objetivos que ( ainda ) temos esta época.

      Agora há uma pausa de 9 dias até ao próximo jogo decisivo para a Champions, uma vez que o próximo fim de semana é de Taça de Portugal. E como não vale a pena chorar sobre o leite derramado é andar p'rá frente e no próximo dia 6 de Dezembro exigir a este Porto " mais uma alegria, mais uma vitória" ! 

sábado, 26 de novembro de 2011

E vão 50 ?

     
      O FC Porto pode “arredondar” domingo para 50 o número de jogos consecutivos sem perder na Liga portuguesa de futebol, o que acontecerá se pontuar na receção ao Sporting de Braga, na 11.ª jornada.

      Nos derradeiros 49 encontros a contar para a principal prova do calendário luso, os “dragões” apresentam o notável balanço de 42 vitórias e 7 empates.

      Mas se no campeonato este Porto parece imparável, já nas restantes competições o cenário é bem diferente. É que este FC Porto de Vitor Pereira já ostenta as mesmas quatro derrotas do que em toda a época 2010/2011 com Villas Boas. Duas na Liga dos Campeões (Zenit e APOEL), na Supertaça Europeia (FC Barcelona) e mais recentemente, no "jogo horrível" da Taça de Portugal (Académica).

      No campeonato, e após 10 jornadas, os “dragões” ainda não perderam, tendo já cedido, porém, os três empates da temporada transata, ao falharem os triunfos face a Feirense (0-0 em Aveiro), Benfica (2-2 no Dragão) e Olhanense (0-0 no Algarve). Ou seja, antes do final de novembro, a turma de Vitor Pereira soma já, em todas as competições, 4 derrotas e 4 empates. Números preocupantes e que traduzem bem a falta de capacidade deste treinador, num clube habituado a ganhar. Esperemos que a coisa não descambe ainda mais daqui p´rá frente. Para já Vitor Pereira diz que a sua "preocupação exclusiva é ganhar o nosso jogo" com o Braga e que espera "um grande ambiente, de um grande jogo, e, sobretudo, uma vitória ". Ora aqui, pelo menos, todos estamos de acordo.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Os próximos desafios


      O Sporting de Braga é o próximo desafio dos azuis e brancos, mas o calendário mais próximo dos dragões mostra que os grandes jogos não se ficam por aqui.

      Assim, depois do jogo do Braga deste domingo, o campeonato nacional volta a parar no fim de semana de 3 e 4 de dezembro e o Porto só volta a jogar na terça-feira, dia 6 de Dezembro em mais um jogo absolutamente decisivo nesta época. A boa notícia é que a turma de Vitor Pereira vai ter oito dias para preparar aquele que, esperamos nós, vai ser o jogo decisivo para a passagem do nosso clube aos oitavos de final da Champions. Até à paragem do campeonato o Porto tem mais dois encontros, desta feita para o campeonato nacional. Dia 10 em Aveiro com o Beira-Mar e dia 17 no Dragão com aquela que é, até ao momento, a equipa sensação do campeonato - o Marítimo. Portanto até ao Natal, o Porto só depende de si para marcar presença no sorteio dos "oitavos" da prova milionária da UEFA e para ser o "campeão de inverno" isolado, no topo da tabela classificativa da Liga ZON-Sagres.

      Com a entada do novo ano, o Porto começa as competições oficiais em Paços de Ferreira, a 2 ou 3 de janeiro, na 1ª jornada da Taça da Liga, onde deve aproveitar para utilizar um misto de jogadores menos utilizados com jogadores da formação, mas o primeiro jogo a sério de 2012 é logo a "doer" com um clássico em Alvalade com o Sporting , no dia 8 de janeiro.

      É por isso importante não perder esta dinâmica de vitória até porque, o calendário que se avizinha não é propício a mais exibições tristes e resultados desapontantes. Agora mais do que nunca, temos de mostrar que somos porto e que jogamos à porto. Porque o que já não tem remédio... remediado está !

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A exceção ou a regra ?

     
      Ainda a propósito do jogo de ontem há ainda alguns aspetos que não foram por nós abordados e que gostaria agora de me debruçar sobre eles.
      Esta importante vitória na Champions começou contudo antes das 19.45h, hora habitual da competição milionária da UEFA. Em bom rigor o Porto entrou no campo de Donetsk já a ganhar, face ao resultado do jogo entre o Zenit e o Apoel, que tinha começado às 17.00h ( hora de Lisboa ). Ou então antes de jogo, devo talvez chamar-lhe milagre de São Petersburgo, pelo menos para os cipriotas, tal foi o domínio avassalador da equipa russa.

      Quem, como eu, assistiu ao jogo, percebeu que este Apoel, apesar de ser uma equipa bem organizada e muito solidária, tem sido bafejada também pela estrelinha da sorte. O empate alcançado ontem que permitiu aos "outsiders" do grupo G o apuramento para os "oitavos", deu, é verdade, muito jeito ao Porto, mas foi extremamente injusto e penalizador para o Zenit, uma equipa muito superiror a este Apoel e que fez mais do que o suficiente para ter vencido o encontro. E os números no final do jogo são esclarecedores deste domínio russo: o Zenit fez 23 remates dos quais 7 à baliza e o Apoel apenas rematou por uma vez à baliza de Malafeev. Mas como no fim de contas o que conta são mesmos os pontos, Porto e Zenit vão discutir no próximo dia 6 de Dezembro, no Dragão, quem acompanha os cipriotas para a próxima fase da competição.

      Quanto ao jogo de Donetsk, o Porto entrou em campo já com a garantia de que dependia apenas de si próprio e das suas capacidades para passar aos oitavos de final da Champions. E Vitor Pereira entrou também com a garantia, de que, se não garantisse os 3 pontos no encontro, garantidamente que se ia embora do comando técnico dos azuis e brancos. Assim, montou um onze com algumas surpresas e a seu  bel-prazer, uma vez que apostava neste jogo todas as fichas que lhe restavam, já que não tinha nada a perder, pois de outro modo não acredito que Defour e sobretudo Djalma fossem titulares neste encontro.

     
      Correu bem é certo. Uns dizem que agora sim já fomos porto, outros dizem que Vitor Pereira calou os críticos, outros preferem destacar o espirito de solidariedade da equipa e há outros até, que preferem acreditar que daqui p'rá frente, é sempre a subir e que agora já ninguém nos pára. Nós preferimos ser mais calculistas e dizer que, até ver, esta foi a exceção e não a regra.

      Continuamos também a preferir acreditar que Vitor Pereira é pouco e que o Porto precisa de um treinador à altura deste clube e destes jogadores e Vitor Pereira, apesar do Porto ter vencido ontem, voltou a cometer erros que podiam ter, mais uma vez, custado caro ao nosso clube. Maicon voltou a jogar na direita da defesa apesar de ter Fucile no banco ( e se estava no banco temos todas as razões para acreditar que o uruguaio estava em condições de ir a jogo, pois caso contrário não entrava nas contas deste jogo ) sendo que Maicon não é defesa direito e que fragiliza a equipa a jogar nesta posição, mas Vitor Pereira insistiu no mesmo erro. Outro aspeto negativo foi sempre a total falta de apoio ao ponta de lança Hulk ( nem vou pegar pelo facto de Hulk jogar na posição 9 ) e os insistentes cruzamentos para a área onde não existia um ponta de lança finalizador, pois muitas vezes era Hulk a cruzar para alguém que não estava lá. E quando havia um ataque ou contra-ataque de bola corrida, era sempre Hulk contra o mundo, que neste caso era toda a defesa do Shaktar. Isto é muito pouco para uma equipa que precisava de ganhar e que apenas o conseguiu devido à estrelinha da sorte que teve ( que também se pode chamar Hélton ) e ao passe fantástico de Moutinho que Hulk não desperdiçou. Caso contrário, e apesar da boa atitude que a equipa demonstrou, podíamos perfeitamente ter empatado ou perdido este jogo face à imcapacidade do Porto em ter um ataque forte e consistente. Ora isto só me fez pensar, mais uma vez, que Vitor Pereira nem sequer tem confiança no único ponta de lança puro que, por opção própria, decidiu inscrever na Champions e que a este Porto faz falta urgentemente um número 9, capaz de entrar diretamente nesta equipa e no onze inicial dos dragões, para formar um ataque ao nível do ano passado, com Hulk e James no apoio a esse tal ponta de lança que ontem tanta falta fez ao ataque azul e branco.

      
      Contudo também houve aspetos muito positivos no jogo de ontem, obviamente. Não estamos aqui só para criticar e dizer o que está mal. A atitude dos jogadores e o espírito de entreajuda dos atletas foi talvez o ponto mais positivo da noite gélida de Donetsk. Hélton foi mais uma vez decisivo, Álvaro Pereira voltou às exibições que lhe conhecemos e fez o melhor jogo na presente época, Hulk apesar de muito desapoiado no ataque, mesmo sem apoios, conseguiu criar perigo para a baliza de Rybka e na altura certa não falhou. João Moutinho também foi decisivo no brilhante passe para o golo de Hulk e esteve juntamente com Defour em bom plano no meio-campo. Aliás o meio campo conseguiu funcionar bem em termos de pressão e alguma contrução de jogo. Djalma também esteve bem, mas só no primeiro tempo. Já a dupla de centrais voltou a mostrar fragilidades preocupantes.

      Seja como for, acredito que o próximo jogo com o Braga, e este sim, é o jogo decisivo de um possível ponto de viragem. Se esta atitude e a vontade dos jogadores se mantiver, temos todas as razões para acreditar que juntos, vamos ser novamente campeões e que os oitavos de final da Champions estão à nossa espera. Mas o melhor mesmo é guardar os foguetes, e à cautela, esperar para ver. Porque este treinador ainda não me convence minimamente e estes jogadores já mostraram que tão depressa nos fazem sonhar, como logo no jogo a seguir nos fazem desesperar.