A vencer desde 1893

sábado, 26 de novembro de 2011

E vão 50 ?

     
      O FC Porto pode “arredondar” domingo para 50 o número de jogos consecutivos sem perder na Liga portuguesa de futebol, o que acontecerá se pontuar na receção ao Sporting de Braga, na 11.ª jornada.

      Nos derradeiros 49 encontros a contar para a principal prova do calendário luso, os “dragões” apresentam o notável balanço de 42 vitórias e 7 empates.

      Mas se no campeonato este Porto parece imparável, já nas restantes competições o cenário é bem diferente. É que este FC Porto de Vitor Pereira já ostenta as mesmas quatro derrotas do que em toda a época 2010/2011 com Villas Boas. Duas na Liga dos Campeões (Zenit e APOEL), na Supertaça Europeia (FC Barcelona) e mais recentemente, no "jogo horrível" da Taça de Portugal (Académica).

      No campeonato, e após 10 jornadas, os “dragões” ainda não perderam, tendo já cedido, porém, os três empates da temporada transata, ao falharem os triunfos face a Feirense (0-0 em Aveiro), Benfica (2-2 no Dragão) e Olhanense (0-0 no Algarve). Ou seja, antes do final de novembro, a turma de Vitor Pereira soma já, em todas as competições, 4 derrotas e 4 empates. Números preocupantes e que traduzem bem a falta de capacidade deste treinador, num clube habituado a ganhar. Esperemos que a coisa não descambe ainda mais daqui p´rá frente. Para já Vitor Pereira diz que a sua "preocupação exclusiva é ganhar o nosso jogo" com o Braga e que espera "um grande ambiente, de um grande jogo, e, sobretudo, uma vitória ". Ora aqui, pelo menos, todos estamos de acordo.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Os próximos desafios


      O Sporting de Braga é o próximo desafio dos azuis e brancos, mas o calendário mais próximo dos dragões mostra que os grandes jogos não se ficam por aqui.

      Assim, depois do jogo do Braga deste domingo, o campeonato nacional volta a parar no fim de semana de 3 e 4 de dezembro e o Porto só volta a jogar na terça-feira, dia 6 de Dezembro em mais um jogo absolutamente decisivo nesta época. A boa notícia é que a turma de Vitor Pereira vai ter oito dias para preparar aquele que, esperamos nós, vai ser o jogo decisivo para a passagem do nosso clube aos oitavos de final da Champions. Até à paragem do campeonato o Porto tem mais dois encontros, desta feita para o campeonato nacional. Dia 10 em Aveiro com o Beira-Mar e dia 17 no Dragão com aquela que é, até ao momento, a equipa sensação do campeonato - o Marítimo. Portanto até ao Natal, o Porto só depende de si para marcar presença no sorteio dos "oitavos" da prova milionária da UEFA e para ser o "campeão de inverno" isolado, no topo da tabela classificativa da Liga ZON-Sagres.

      Com a entada do novo ano, o Porto começa as competições oficiais em Paços de Ferreira, a 2 ou 3 de janeiro, na 1ª jornada da Taça da Liga, onde deve aproveitar para utilizar um misto de jogadores menos utilizados com jogadores da formação, mas o primeiro jogo a sério de 2012 é logo a "doer" com um clássico em Alvalade com o Sporting , no dia 8 de janeiro.

      É por isso importante não perder esta dinâmica de vitória até porque, o calendário que se avizinha não é propício a mais exibições tristes e resultados desapontantes. Agora mais do que nunca, temos de mostrar que somos porto e que jogamos à porto. Porque o que já não tem remédio... remediado está !

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A exceção ou a regra ?

     
      Ainda a propósito do jogo de ontem há ainda alguns aspetos que não foram por nós abordados e que gostaria agora de me debruçar sobre eles.
      Esta importante vitória na Champions começou contudo antes das 19.45h, hora habitual da competição milionária da UEFA. Em bom rigor o Porto entrou no campo de Donetsk já a ganhar, face ao resultado do jogo entre o Zenit e o Apoel, que tinha começado às 17.00h ( hora de Lisboa ). Ou então antes de jogo, devo talvez chamar-lhe milagre de São Petersburgo, pelo menos para os cipriotas, tal foi o domínio avassalador da equipa russa.

      Quem, como eu, assistiu ao jogo, percebeu que este Apoel, apesar de ser uma equipa bem organizada e muito solidária, tem sido bafejada também pela estrelinha da sorte. O empate alcançado ontem que permitiu aos "outsiders" do grupo G o apuramento para os "oitavos", deu, é verdade, muito jeito ao Porto, mas foi extremamente injusto e penalizador para o Zenit, uma equipa muito superiror a este Apoel e que fez mais do que o suficiente para ter vencido o encontro. E os números no final do jogo são esclarecedores deste domínio russo: o Zenit fez 23 remates dos quais 7 à baliza e o Apoel apenas rematou por uma vez à baliza de Malafeev. Mas como no fim de contas o que conta são mesmos os pontos, Porto e Zenit vão discutir no próximo dia 6 de Dezembro, no Dragão, quem acompanha os cipriotas para a próxima fase da competição.

      Quanto ao jogo de Donetsk, o Porto entrou em campo já com a garantia de que dependia apenas de si próprio e das suas capacidades para passar aos oitavos de final da Champions. E Vitor Pereira entrou também com a garantia, de que, se não garantisse os 3 pontos no encontro, garantidamente que se ia embora do comando técnico dos azuis e brancos. Assim, montou um onze com algumas surpresas e a seu  bel-prazer, uma vez que apostava neste jogo todas as fichas que lhe restavam, já que não tinha nada a perder, pois de outro modo não acredito que Defour e sobretudo Djalma fossem titulares neste encontro.

     
      Correu bem é certo. Uns dizem que agora sim já fomos porto, outros dizem que Vitor Pereira calou os críticos, outros preferem destacar o espirito de solidariedade da equipa e há outros até, que preferem acreditar que daqui p'rá frente, é sempre a subir e que agora já ninguém nos pára. Nós preferimos ser mais calculistas e dizer que, até ver, esta foi a exceção e não a regra.

      Continuamos também a preferir acreditar que Vitor Pereira é pouco e que o Porto precisa de um treinador à altura deste clube e destes jogadores e Vitor Pereira, apesar do Porto ter vencido ontem, voltou a cometer erros que podiam ter, mais uma vez, custado caro ao nosso clube. Maicon voltou a jogar na direita da defesa apesar de ter Fucile no banco ( e se estava no banco temos todas as razões para acreditar que o uruguaio estava em condições de ir a jogo, pois caso contrário não entrava nas contas deste jogo ) sendo que Maicon não é defesa direito e que fragiliza a equipa a jogar nesta posição, mas Vitor Pereira insistiu no mesmo erro. Outro aspeto negativo foi sempre a total falta de apoio ao ponta de lança Hulk ( nem vou pegar pelo facto de Hulk jogar na posição 9 ) e os insistentes cruzamentos para a área onde não existia um ponta de lança finalizador, pois muitas vezes era Hulk a cruzar para alguém que não estava lá. E quando havia um ataque ou contra-ataque de bola corrida, era sempre Hulk contra o mundo, que neste caso era toda a defesa do Shaktar. Isto é muito pouco para uma equipa que precisava de ganhar e que apenas o conseguiu devido à estrelinha da sorte que teve ( que também se pode chamar Hélton ) e ao passe fantástico de Moutinho que Hulk não desperdiçou. Caso contrário, e apesar da boa atitude que a equipa demonstrou, podíamos perfeitamente ter empatado ou perdido este jogo face à imcapacidade do Porto em ter um ataque forte e consistente. Ora isto só me fez pensar, mais uma vez, que Vitor Pereira nem sequer tem confiança no único ponta de lança puro que, por opção própria, decidiu inscrever na Champions e que a este Porto faz falta urgentemente um número 9, capaz de entrar diretamente nesta equipa e no onze inicial dos dragões, para formar um ataque ao nível do ano passado, com Hulk e James no apoio a esse tal ponta de lança que ontem tanta falta fez ao ataque azul e branco.

      
      Contudo também houve aspetos muito positivos no jogo de ontem, obviamente. Não estamos aqui só para criticar e dizer o que está mal. A atitude dos jogadores e o espírito de entreajuda dos atletas foi talvez o ponto mais positivo da noite gélida de Donetsk. Hélton foi mais uma vez decisivo, Álvaro Pereira voltou às exibições que lhe conhecemos e fez o melhor jogo na presente época, Hulk apesar de muito desapoiado no ataque, mesmo sem apoios, conseguiu criar perigo para a baliza de Rybka e na altura certa não falhou. João Moutinho também foi decisivo no brilhante passe para o golo de Hulk e esteve juntamente com Defour em bom plano no meio-campo. Aliás o meio campo conseguiu funcionar bem em termos de pressão e alguma contrução de jogo. Djalma também esteve bem, mas só no primeiro tempo. Já a dupla de centrais voltou a mostrar fragilidades preocupantes.

      Seja como for, acredito que o próximo jogo com o Braga, e este sim, é o jogo decisivo de um possível ponto de viragem. Se esta atitude e a vontade dos jogadores se mantiver, temos todas as razões para acreditar que juntos, vamos ser novamente campeões e que os oitavos de final da Champions estão à nossa espera. Mas o melhor mesmo é guardar os foguetes, e à cautela, esperar para ver. Porque este treinador ainda não me convence minimamente e estes jogadores já mostraram que tão depressa nos fazem sonhar, como logo no jogo a seguir nos fazem desesperar.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Azul esperança


      A Ucrânia voltou a ser redentora para o F.C. Porto. Três anos depois da reviravolta de Kiev que ajudou Jesualdo Ferreira, desta vez foi Vítor Pereira que se agarrou à última tábua de salvação que lhe restava. Porém a vitória de hoje apesar de justa, não deixa de ser alcançada também com alguma felicidade. Hélton salvou-nos e Hulk ( a meias com Moutinho ) resolveu. E o Zenit ajudou para que uma vitória no Dragão dê o apuramento dos dragões, e com sorte, em primeiro lugar, algo impensável à partida para este jogo.

      Bom, vamos aos momentos chave do jogo: minuto 78', passe muito bem conseguido de João Moutinho, Hulk aparece isolado e de pé direito inaugura o marcador; já em cima do minuto 90'Hulk voltou a criar um lance de perigo onde a bola sobrou para o lado direito e Maicon rematou, tendo a bola batido em Rat que marcou na própria baliza. O resultado não sofreu alterações e manteve-se até ao final do jogo tendo o Futebol Clube do Porto vencido por duas bolas a zero. Desta forma, o nosso clube vai continuar, de certeza, na Europa, e se ganhar em casa ao Zenit na última jornada, independentemente da diferença no marcador, vai estar nos oitavos de final da Liga dos Campeões. Porém se empatar ou perder seguirá para a liga Europa. Bem, esperemos que esta vitória sirva para dar alento a esta equipa que bem precisa de motivação para continuar a ganhar.

Taça da Liga: Formação e Experimentação


      FC Porto, Vitória de Setúbal, Estoril e Paços de Ferreira. É este o grupo D da Taça da Liga, conforme ditou o sorteio desta manhã.

      Na 1ª jornada o Porto vai até Paços de Ferreira, na 2ª recebe o Estoril e na 3ª joga também no dragão com o V. Setúbal. Os jogos estão marcados para 2 e 3 de janeiro (1.ª jornada), 18 de janeiro (2.ª jornada) e 4 e 5 de fevereiro (3.ª jornada).

      A Taça da Liga, a nosso ver, não é nem pode ser um objectivo do nosso clube. Aliás, no final da época anterior o então treinador Villas-Boas, retirou esta competição da lista de objectivos para temporada seguinte. "A Taça da Liga será, na próxima época, uma competição de enquadramento de formação e experimentação, associando a formação ao futebol profissional. Para o ano não será objectivo a nível de conquista", revelou o anterior treinador dos dragões.

      Assim, esperamos que Vitor Pereira ( ou como nós esperamos, outro treinador que nessa altura esteja a treinar o clube ) aposte nesta ideia de aproveitar esta competição para apostar em jovens da formação como o guarda-redes Kadú, o "capitão" Tomás Podstawski,  o trinco Mikel Agu, o médio/extremo Enoch Ebo, o jovem polivalente Leandro Silva, o ala direito Fredéric Maciel ou os ponta de lança Gonçalo Paciência e Joaquim Lupeta, e a juntar a estes jovens da formação também Alex Sandro, Iturbe, Djalma e Souza, jogadores pouco utilizados esta época.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

A última cartada


      O jogo de amanhã em Donetsk é mesmo a última cartada de Vitor Pereira no FC Porto. É chegada altura do treinador jogar todos os trunfos que ainda tem na manga, ( isto é, se os tiver ), coisa que nós duvidamos ( e muito ! ).

     O Porto tem pela frente uma missão (quase) impossível na Liga dos Campeões. Será precisa uma conjugação perfeita de resultados para que o resultado final não seja trágico, isto, claro está, se o Porto fizer em dois jogos aquilo que não conseguiu fazer em quatro, ou seja, somar seis pontos.

      Vamos então analisar os vários cenários possíveis :


      Cenário 1: Partindo do principio que o Porto ganha amanhã e passa a somar 7 pontos, para depender apenas de si próprio "só" precisa que o Zenit não vença o Apoel. Porém o Zenit joga em casa e o mais provável é que a equipa russa vença o encontro e passe a somar 10 pontos, precisamente o máximo de pontos que o Porto pode ainda fazer. Imaginemos então esse cenário.

      Cenário 2: FC Porto e Zenit vencem os respetivos jogos desta 5ª jornada e chegam ao jogo do Dragão com 7 e 10 pontos, respetivamente. Ora se o Porto vencer o Zenit passava a somar os mesmos 10 pontos, e caso o Apoel não consiga somar os 3 pontos com o Shaktar passa aos oitavos. Caso contrário, o Apoel ganharia o grupo com 11 pontos e Zenit e FC Porto somavam 10 pontos. Então quais os critérios de desempate neste caso ?

      Na fase de grupos o primeiro critério de desempate é o maior número de pontos nas partidas entre as equipas que estiverem em igualdade. Ora caso o Porto vença o Zenit no Dragão o número de pontos é igual nas duas equipas ( 3 pontos ). O segundo critério, e este sim determinante, é o saldo de golos nos jogos entre essas equipas, o que equivale a dizer que o Porto teria sempre de vencer os russos por dois ou mais golos de diferença ( perdeu 3-1 na Rússia ). Se ainda assim se verificasse uma igualdade, o 3º critério de desempate é o maior número de golos marcados fora de casa nas partidas entre os dois clubes. O que quer dizer que uma vitória por 2-0 no dragão é suficiente para que os dragões carimbem a passagem aos oitavos de final da competição. Isto, claro, se houver uma conjugação de resultados favorável.

    
     Apesar das probabilidades não estarem a nosso favor, a verdade é que a passagem aos "oitavos" é uma realidade que não está assim tão fora do alcance dos azuis e brancos. Basta para isso que o Porto vença os dois próximos jogos, uma verdadeira missão impossível para Vitor Pereira e para a sua equipa, face àquilo que temos visto nos últimos tempos... Alguém acredita em milagres ?

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Até quando, Vitor Pereira ?


     Quem acompanha este blog sabe que, já há mais de um mês, que defendemos a saída de Vitor Pereira do Porto, nomeadamente desde o empate caseiro com o Apoel para a Champions. E desde essa altura até hoje, infelizmente, que o tempo nos veio a dar razão ( e como nós gostaríamos que assim não fosse... ).

     Hoje o cenário só não é pior porque, e quase por milagre, ainda estamos em primeiro lugar no campeonato. E não fosse a teimosia de Pinto da Costa e Reinaldo Teles, acredito que, por esta altura, pudéssemos estar isolados no 1º lugar do campeonato, nos oitavos de final da Taça de Portugal e bem posicionados no nosso grupo da Liga dos Campeões para a passagem à próxima fase.

     Sempre em causa quase desde que a época começou, a verdade é que o treinador portista continua imune às críticas dos mais variados quadrantes e aos desfechos negativos acumulados por gestão considerada duvidosa ou mesmo indevida dos respectivos recursos técnicos, tácticos e humanos. E isto tudo se passa com o consentimento de Pinto da Costa e Antero Henrique , que já perceberam que Vitor Pereira foi uma aposta completamente falhada, mas que continuam a preferir acreditar que os principais problemas não estão no treinador. A questão aqui é, até quando ?

 É certo que Vitor Pereira não é o problema por inteiro, mas é grande parte do problema, cuja solução já devia ter sido encontrada antes de estarmos fora da Taça de Portugal e salvo um milagre que não acreditamos, também da Champions.

Com a derrota em Coimbra, o treinador perdeu toda e qualquer margem de manobra que ainda poderia existir. Os erros acumulam-se e os resultados negativos, a juntar às péssimas exibições, também.

     Agora fala-se que tudo o que não passe por uma vitória na Ucrânia vai levar ao seu adeus definitivo do Dragão, estando o treinador preparado para o fazer de livre iniciativa. Também pudera... é o mínimo que ele pode fazer. Mas já não digo nada...

     É certo que os jogadores também têm muita culpa, porque não rendem o que deviam, mas um navio sem comandante é um barco à deriva, e até o próprio Vitor Pereira sabe que por esta altura é um  ponto sem rretorno e que a sua saída do Dragão é inevitável, mais jogo menos jogo. E vai ser preciso um novo resultado negativo que vai comprometer até o acesso à Liga Europa ( que para nós portistas, esta época nem tem sabor... ) para alguma coisa ser feita...ou não, sabe-se lá.